Jung em palavras

Jung em palavras Página dedicada ao pensamento de C. G. Jung e à psicologia analítica em geral. Perfil criado e gerenciado por Eliane Moraes - Psicóloga Clínica.
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Jung convidando a neta para visitá-lo "A uma destinatária não identif**adaSuíça Küsnacht-Zurique, 20.07.1946Querida G,,A...
29/04/2026

Jung convidando a neta para visitá-lo

"A uma destinatária não identif**ada
Suíça

Küsnacht-Zurique, 20.07.1946

Querida G,,

Acho que você espera demais das pessoas, sem uma entrega suficiente de sua parte. Devemos estar "sob" os outros se quisermos que algo deles flua para nós. Já que você está de novo enterrada até as orelhas no tinteiro, eu a convido cavalheirescamente a comparecer festivamente à minha presença na próxima quarta-feira às 4 horas da tarde. Aqui não há pessoas superiores, mas principalmente lesmas que se encantam com a chuva.

Saudações cordiais de seu saudoso avô
C.G. Jung"

Jung - Cartas volume II pág. 40

Jung sobre o passado"Jung disse: 'Sim. Se não andamos sempre para a frente, o passado nos suga. O passado é como um enor...
23/04/2026

Jung sobre o passado

"Jung disse: 'Sim. Se não andamos sempre para a frente, o passado nos suga. O passado é como um enorme aspirador que nos suga o tempo todo. Se você não avança, você regride. Você precisa levar a tocha da nova luz sempre para a frente, historicamente, por assim dizer, e também em sua vida particular. Se você olha para trás com tristeza, ou mesmo com desdém, o passado torna a agarrá-la. O passado é um poder formidável'."

Diálogo de Jung com Marie-Louise von Franz citado no livro O Gato - um conto da redenção feminina pág.156.

"Nós geralmente experimentamos os pares-opostos fora de nós mesmos. Sustentamos certa posição, somos perfeitamente certo...
22/04/2026

"Nós geralmente experimentamos os pares-opostos fora de nós mesmos. Sustentamos certa posição, somos perfeitamente certos, e o outro é todo errado, e nós lutamos contra ele. Aí, depois de certo tempo percebemos, talvez através dos sonhos ou de certos pensamentos sábios instilados pelo analista, que é bem possível que o nosso oponente seja um símbolo de nós mesmos, vamos dizer, a nossa própria sombra, e que a razão pela qual o combatemos tão particularmente é que somos muito como ele... E depois percebemos que nós mesmos somos o nosso pior inimigo, que contemos exatamente aquilo que estamos combatendo lá fora, que somos ao mesmo tempo tanto uma coisa como a outra, então finalmente temos que reconhecer, se somos homens, que a última coisa que combatemos é uma mulher, e que a última coisa que uma mulher combate é um homem. O reconhecimento supremo é que um homem é também uma mulher, e uma mulher é também um homem. Então, o que podemos fazer? Agora já não é possível chutar o outro, só podemos chutar a nós mesmos e isso não é interessante. Estamos simplesmente pendurados."

Jung - Os seminários sobre as visões

Marie-Louise von Franz sobre a morte"À medida que Jung se aproximava do fim da sua vida na terra, as imagens de um "casa...
16/04/2026

Marie-Louise von Franz sobre a morte

"À medida que Jung se aproximava do fim da sua vida na terra, as imagens de um "casamento sagrado", que ele um dia, próximo da morte, vira, voltaram. Quando Miguel Serrano o visitou, em 05 de maio de 1959, eles tocaram na questão da 'coniunctio'. Jung, relata Serrano, parecia estar perdido num sonho, e disse:

"Era uma vez, em algum lugar, uma Pedra, um Cristal, uma Rainha, um Rei, um Palácio, um Amante e sua Amada; e isso foi há muito tempo, numa ilha em algum lugar do oceano, há cinco mil anos [...]. Eis o Amor, a Flor Mística da Alma. Eis o Centro, o Self [...]. Ninguém compreende o que quero dizer [...] só um poeta poderia começar a entender [...]".

A morte é a última grande união dos opostos do mundo interior, o sagrado casamento da ressurreição, que os chineses antigos denominavam "a união negra nas fontes amarelas". Segundo eles, o homem, na morte, divide-se em suas duas partes psíquicas: uma, negra, pertencente ao princípio do yin, a parte feminina, "p'o", que mergulha na terra; e outra, brilhante, "hun" pertencente ao princípio do yang, que sobe aos céus. As duas continuam a sua jornada, a parte feminina para a divindade feminina do oeste; a outra, para o leste, dirigindo-se à "cidade negra" ou à "fonte amarela". Como "Senhora do Oeste" e "Senhor do Leste", eles celebram a "união negra" e, dessa união, o morto sai como um novo ser, "imponderável e invisível", capaz de "elevar-se como o sol e navegar com as nuvens".

Marie-Louise von Franz - C.G. Jung - Seu Mito em Nossa Época - págs. 227/228.

Jung sobre "quando estiver diante de uma alma humana, seja ap***s outra alma humana"."Muitas vezes as pessoas me procura...
12/04/2026

Jung sobre "quando estiver diante de uma alma humana, seja ap***s outra alma humana".

"Muitas vezes as pessoas me procuram na esperança de que eu me manifeste como um mago da medicina. Depois se sentem frustradas, porque as trato como pessoas normais e me comporto como pessoa normal. Uma paciente que me procurou só via, no consultório de seu médico anterior, o "deus silencioso" atrás de seu sofá. Quando comecei a falar com ela, disse-me, atônita e quase apavorada: "Mas o senhor externa afetos, externa até mesmo suas opiniões!" É evidente que eu tenho afetos e os mostro também. Nada me parece mais importante do que isto: É necessário considerar cada pessoa realmente como pessoa e tratá-la, por conseguinte, segundo sua própria índole. É por isto que digo aos jovens terapeutas: Aprendam o que há de melhor, conheçam o que há de melhor, mas se esqueçam de tudo, quando se acharem diante do paciente. Não há bom cirurgião só pelo fato de ter aprendido de cor o seu manual. Estamos diante do perigo de que a realidade seja substituída, em nossos dias, pelas palavras. Isto nos leva àquela terrível ausência dos instintos no homem de hoje, principalmente no homem urbano. Falta-nos o contato com a natureza em seu estado puro, a natureza viva e palpitante. Só sabemos o que é um coelho ou uma vaca pelas revistas ilustradas, pelas enciclopédias, ou através da televisão, e depois pensamos que os conhecemos realmente; mais tarde, porém, f**amos espantados ao verif**ar que os estábulos "fedem" porque isto não estava nas enciclopédias. Ocorre algo de semelhante nos diagnósticos dos enfermos. Sabe-se que sua doença foi tratada pelo autor X, no capítulo 17, e pensa-se, a seguir, que o principal foi feito, enquanto o pobre doente, infelizmente, continua a sofrer."

Jung - Escritos diversos págs 135/136.

Jung sobre a prática da psicoterapia"A psique humana é extremamente ambígua. Diante de cada caso particular, é preciso i...
08/04/2026

Jung sobre a prática da psicoterapia

"A psique humana é extremamente ambígua. Diante de cada caso particular, é preciso indagar se este comportamento ou aquele traço de caráter é verdadeiro, ou simplesmente uma compensação do seu contrário. Devo confessar que tantas vezes me enganei nesse aspecto, que no caso concreto me abstenho de usar, na medida do possível, o que a teoria preconceitua a respeito da estrutura da neurose e do que o paciente pode e deve fazer, e deixo a pura experiência decidir quanto aos objetivos terapêuticos. Isto talvez possa parecer estranho, pois normalmente se supõe que o terapeuta tenha um objetivo. Em psicoterapia, considero até aconselhável que o médico não tenha objetivos demasiado precisos, pois dificilmente ele vai saber mais do que a própria natureza ou a vontade de viver do paciente. As grandes decisões da vida humana estão, em regra, muito mais sujeitas aos instintos e a outros misteriosos fatores inconscientes do que à vontade consciente, ao bom-senso, por mais bem intencionados que sejam. O sapato que serve num pé, aperta no outro, e não existe uma receita de vida válida para todo mundo. Cada qual tem sua forma de vida dentro de si, sua forma irracional, que não pode ser suplantada por outra qualquer."

Jung - A Prática da Psicoterapia § 81.

Jung sobre a ressurreição em termos psíquicos"Como seres psíquicos e não dependentes inteiramente do espaço e tempo, pod...
05/04/2026

Jung sobre a ressurreição em termos psíquicos

"Como seres psíquicos e não dependentes inteiramente do espaço e tempo, podemos entender facilmente a importância central da ideia da ressurreição: não estamos completamente sujeitos aos poderes da aniquilação porque nossa totalidade psíquica ultrapassa a barreira do espaço e tempo. Através da integração progressiva do inconsciente temos uma chance razoável de fazer experiências de natureza arquetípica que nos dão o sentimento de continuidade antes e depois de nossa existência. Quanto melhor entendermos o arquétipo, mais participaremos de sua vida e mais perceberemos sua eternidade e intemporalidade.
(...) Para os cristãos primitivos e para todos os primitivos, a ressurreição tinha de ser um acontecimento concreto e material, para ser visto com os olhos e tocado com as mãos, como se o espírito não tivesse existência própria. Mesmo hoje em dia as pessoas não conseguem perceber facilmente a realidade de um fato psíquico, a não ser que seja bem concreto ao mesmo tempo. A ressurreição como fato psíquico não é certamente concreta; é ap***s uma experiência psíquica. É engraçado que os cristãos sejam ainda tão pagãos que só entendam a existência espiritual como um corpo e como um fato físico. Temo que nossas igrejas cristãs não possam manter por muito tempo esse anacronismo chocante se não quiserem enveredar por contradições intoleráveis. Como concessão a esta crítica, certos teólogos explicaram o corpo glorif**ado (sutil), devolvido aos mortos no dia do juízo (conforme ensina Paulo), como a "forma" individual autêntica, ou seja, uma ideia espiritual que caracteriza suficientemente o indivíduo para tornar supérfluo o corpo material. Foi a prova de uma vida após a morte e a esperança de escapar da condenação eterna que fez da ressurreição da carne o esteio da fé cristã. A única coisa que sabemos com certeza é o fato de que o espaço e o tempo são relativos para a psique."

Jung - A vida Simbólica 18/2 § 1572/1574

Jung sobre o corpo sutil"Sr. Baumann: Era o sinal da divindade no Egito que os reis vestissem p***s como roupas. Dr. Jun...
04/04/2026

Jung sobre o corpo sutil

"Sr. Baumann: Era o sinal da divindade no Egito que os reis vestissem p***s como roupas.

Dr. Jung: Sim, a transformação no pássaro, assim como se supunha que nossas almas se transformavam em pássaros depois da morte, em anjos com asas de ouro. (...)
(...) Tudo isso se refere à leveza do corpo sutil, esse corpo aeriforme que se tornaria pesado se enchido com comida substancial. Por isso, a comida deve ser de uma natureza supersubstancial, de modo que o corpo também possa ascender. Na Índia, sempre se entendeu que o sábio perfeito é capaz de voar - esse é o critério do sábio. Veremos, mais tarde, quando Zaratustra desce ao submundo, que ele também pode voar; de novo, uma 'enantiodromia'. Ele então, atingiu o estado de 'hamsa', o cisne, que é o termo para o estado do alado na Índia; daí cada sábio ter isso como um título honorífico. O cisne também aparece na lenda do Santo Graal, e o próprio Santo Graal é mantido em estado de suspensão. É mantido suspenso por anjos entre o céu e a terra. A suspensão é também um aspecto de crucif**ação, o aspecto inconsciente da transfiguração. É o estado de transformação, mas é o destino do corpo, enquanto a transfiguração é o destino do corpo sutil. Assim, o corpo sutil aparece aqui em uma espécie de crucif**ação, o martírio do corpo; e há, aqui, um estado de suspensão que precede o nascimento ou a criação. Encontramos esse símbolo muito belamente no Edda, no primeiro verso do capítulo intitulado 'Runenkunde', que conta como Odin inventou as letras sagradas, ou runas, enquanto estava suspenso na árvore:
'Eu sei que pendi de uma árvore fustigada pelo vento
Por nove noites
Ferido por uma lança, dedicado a Odin
Eu mesmo para mim mesmo.'
Esse estado atormentado de suspensão é a incubação do corpo sutil. Supõe-se que Cristo foi visto, após a crucif**ação, por seus discípulos e muitas outras pessoas; seu corpo sutil apareceu após o estado de suspensão. Ou se morre nessa suspensão, produzindo-se o corpo sutil por meio da morte, ou se produz um conhecimento superior como as runas."

Jung - O Zaratustra de Nietzsche págs. 204/205 Vol. I

"(...) O inconsciente parece sempre saber dessas coisas com antecedência, de modo que o discurso que fez no jantar de de...
02/04/2026

"(...) O inconsciente parece sempre saber dessas coisas com antecedência, de modo que o discurso que fez no jantar de despedida, no fechamento do seminário, foi particularmente comovente, como se ele soubesse que estava falando pela última vez a muitas pessoas da plateia. Várias pessoas falaram comigo acerca desse discurso, inclusive Esther Harding.
(...) Jung discorreu por algum tempo sobre Cristo como ser humano e mostrou o grande problema com que ele se defrontara. Na condição de filho ilegítimo, naturalmente ele teve uma batalha vitalícia com o demônio do poder. Isso f**a claro quando é tentado no deserto, mas ele dispunha do mais inusitado senso de integridade, para recusar todas as ofertas de Satanás. Entretanto, não conseguiu fugir completamente delas; seu reino não era deste mundo, todavia não deixava de ser um reino. E o estranho incidente de sua entrada triunfal em Jerusalém parece originar-se da mesma vertente. Porém todas essas convicções abandonaram-lhe na cruz, quando falou as trágicas palavras: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" Esse foi o momento de completo fracasso para Cristo, ao constatar que a vida que havia vivido de acordo com suas mais puras convicções e com tamanha integridade havia se baseado amplamente em uma ilusão. Na cruz, ele foi abandonado por sua missão, mas, por haver vivido com tamanha devoção, apesar disso foi vitorioso e teve a ressurreição do corpo.
A seguir, Jung disse à plateia - e foi isso que a tantos tocou como sendo as suas palavras de despedida - que só nos restava seguir o exemplo de Cristo e viver nossas vidas o mais plenamente possível, ainda que baseados em um erro. Devemos prosseguir e cometer nossos enganos, não há vida completa sem erros. Ninguém jamais havia encontrado a verdade completa, mas se vivêssemos com a mesma integridade e devoção que Cristo, ele esperava que todos nós, como Cristo, sairíamos vitoriosos com um corpo ressurreto."

Barbara Hannah - Jung vida e obra - uma memória biográf**a - págs. 247/248.

"Por que perguntar por Deus? Ele se agita dentro de nós e nos leva às especulações mais singulares." Jung - Cartas vol I...
02/04/2026

"Por que perguntar por Deus? Ele se agita dentro de nós e nos leva às especulações mais singulares."

Jung - Cartas vol II pág 180.

Jung sobre a interpretação de sonhos"A interpretação de  sonhos e símbolos requer certa inteligência. Não é possível mec...
29/03/2026

Jung sobre a interpretação de sonhos

"A interpretação de sonhos e símbolos requer certa inteligência. Não é possível mecanizá-la ou incutí-la em cabeças imbecis e sem fantasia. Ela exige um conhecimento sempre maior da individualidade do sonhador bem como um autoconhecimento sempre maior por parte do intérprete. Ninguém familiarizado com este campo negará que existem regras básicas que podem ser úteis, mas devem ser usadas com cautela e inteligência. Não é dado a todos dominar a "técnica". Pode-se seguir corretamente as regras, andar pelo caminho seguro da ciência e, assim mesmo, incorrer no maior absurdo pelo fato de não ter levado em consideração um detalhe aparentemente sem importância que não teria escapado a uma inteligência mais aguçada. Mesmo uma pessoa com inteligência altamente desenvolvida pode errar muito porque não aprendeu a usar sua intuição ou sentimento que podem, inclusive, estar num grau de desenvolvimento lastimavelmente baixo.
Fato é que a tentativa de entender símbolos não se confronta só com o símbolo em si, mas com a totalidade de um indivíduo que gera símbolos. Se tivermos real aptidão, podemos ter algum êxito."

Jung - A Vida Simbólica 18/1 § 573/574.

Jung dialoga com sua alma "Estou perplexo. Quero estar perplexo, pois eu, minh'alma, jurei confiar em ti, mesmo que me f...
26/03/2026

Jung dialoga com sua alma

"Estou perplexo. Quero estar perplexo, pois eu, minh'alma, jurei confiar em ti, mesmo que me faças atravessar a loucura. Muitos sonhos dos últimos tempos me falavam disso, eu sei. Mas estou disposto. Pois a luz divina nos brilha na mais profunda escuridão. Mas como devo ter parte do teu sol se eu não tiver bebido até a última gota da amarga poção noturna? Ajuda para que eu não me sufoque em meu próprio conhecimento. Eu a acumulei, não só por ganância, ambição e vaidade, mas em nome da verdade e para me aproximar de ti, como vim a entender mais tarde. Mas a plenitude do meu conhecimento ameaça desabar sobre mim. Meu conhecimento tem um exército de mil oradores com vozes de leão, o ar estremece quando falam, e eu sou uma vítima indefesa. Eles me agarram e me arrastam para longe do teu silêncio e da profundeza calma, onde jorra ap***s a verdade e a visão mais profundas, onde passado e futuro se unem numa corrente e onde vislumbro, na distante imagem do passado, o futuro em escuras imagens enigmáticas. Mantém longe de mim a interpretação, aquele cruel carcereiro da ciência, que prende as almas e as tranca em cárceres sem luz, mas protege-me sobretudo da serpente venenosa da crítica, que é cobra curadora ap***s para a superfície; em tua profundeza é, porém, veneno infernal e morte agonizante.
Quero descer para as tuas profundezas como pessoa pura de roupa branca, não quero vir como um ladrão, pegar e fugir sem fôlego.
Permite que eu permaneça em divina perplexidade, para que eu esteja pronto para contemplar teus milagres que sobem da profundeza eterna.
Ajuda, ajuda, permite que eu deite minha cabeça numa pedra diante do teu portão e espere por ti, para que eu esteja pronto para receber em mim a luz da tua glória."

Jung - Os Livros Negros pág. 171 vol. 2.

Endereço

Lauro De Freitas, BA

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