19/02/2026
"O símbolo reúne o diferenciado e o primitivo, o consciente e o inconsciente e também todos os contrários psíquicos possíveis. Sempre que um tal símbolo se revela espontaneamente do inconsciente, ele se torna um conteúdo predominante em toda a personalidade, que arrasta a força dos contrários para um leito comum, possibilitando, assim, que a vida continue fluindo em direção a novos objetivos. Jung designa a atividade desconhecida do inconsciente, geradora de símbolos autênticos e estimulantes, como "função transcendente", porque este processo possibilita uma passagem de uma postura psíquica para outra. Consequentemente, um símbolo autêntico, ainda vivo, jamais poderá ser "dissolvido" por uma interpretação racional, mas somente modificado e enriquecido por pensamentos conscientes; seu núcleo carregado de significado permanece enquanto viver inconsciente e apenas pressentido. Se o interpretarmos intelectualmente, "mataremos" o símbolo e evitaremos todo e qualquer desdobramento do seu conteúdo.
Marie-Louise von Franz - Reflexos da alma pág. 96.
Imagem: Brasão/mandala "MORAES" recebido em um sonho.
Em silêncio:
Recebo. Habito.
Entrego. Sigo.
E a luz se expande.