Glaucia Pessoa Psicóloga

Glaucia Pessoa Psicóloga 🌻 Autoconhecimento é liberdade para ser você mesma
🌾 Gestalt-terapeuta | CRP02/20526
🌱 Psicoterapia on-line com adultas e idosas

Nem sempre a dificuldade está em sentir. Às vezes, está no reconhecimento do que sentiu.Você sente e quase no mesmo inst...
23/04/2026

Nem sempre a dificuldade está em sentir. Às vezes, está no reconhecimento do que sentiu.

Você sente e quase no mesmo instante começa a avaliação:

“isso é exagero?”
“tenho motivo para estar assim?”
“será que eu devia me afetar tanto?”
“isso faz sentido?”

Como se a experiência precisasse passar por uma banca antes de existir.

Há contextos em que certas emoções são acolhidas. Outras, não. Algumas ganham nome, espaço e escuta. Outras são tratadas como excesso, fraqueza, inconveniência ou descontrole. A questão é que, com o tempo, isso deixa de vir só de fora.

A própria pessoa passa a regular a vida afetiva a partir do que parece aceitável sentir. E então já não se pergunta apenas “o que estou sentindo?”, pergunta, antes: “posso sentir isso?”

Talvez uma parte importante do trabalho terapêutico esteja justamente aí: não em autorizar sentimentos, mas em perceber quem foi ocupando esse lugar de autorização dentro de você.

Ser uma gestalt-terapeuta, para mim, foi amor à primeira vista. Quando tive meu primeiro contato com essa abordagem, alg...
21/04/2026

Ser uma gestalt-terapeuta, para mim, foi amor à primeira vista. Quando tive meu primeiro contato com essa abordagem, algo fez sentido de um jeito muito profundo. Não era só teoria, era sobre a forma como eu já via o mundo.

A Gestalt conversa com a minha maneira de experienciar, de acolher, de me colocar em relação.

Ser gestalt-terapeuta é:

- olhar o ajustamento antes do rótulo
- compreender o para quê do sintoma
- sustentar a fronteira de contato
- lembrar que mudança não se força, se experiencia
- confiar no aqui-agora

Gestalt, para mim, não foi apenas uma escolha profissional. Foi um reconhecimento. 🤍

Crescer, para muita gente, não foi exatamente aprender a escolher. Foi aprender a se adaptar, a fazer o que era esperado...
16/04/2026

Crescer, para muita gente, não foi exatamente aprender a escolher. Foi aprender a se adaptar, a fazer o que era esperado, evitar conflito, aceitar sem questionar…

Em alguns contextos, isso funciona. Ajuda a manter vínculos, organiza a convivência, dá uma certa direção.

Mas, na vida adulta, a lógica muda. Nem sempre vai ter alguém dizendo o que fazer, nem sempre existe um “certo” tão claro assim.

E aí aparece um tipo de dificuldade que nem sempre é nomeada: decidir, sustentar escolhas, perceber o que faz sentido, pode ser mais difícil quando isso não foi exercitado antes.

Na Gestalt-terapia, falamos de introjeções para nos referir a tudo aquilo que foi incorporado sem muita elaboração. Ideias, regras, formas de agir que foram aprendidas, mas nem sempre escolhidas.

Isso não acontece de um dia para o outro. Mas pode começar quando você passa a se perguntar, com mais cuidado: O que aqui ainda faz sentido pra mim, e o que eu só aprendi a manter?

Durante muito tempo, a TPM foi tratada como descontrole, exagero, como algo que precisava ser contido.Mas, na prática cl...
14/04/2026

Durante muito tempo, a TPM foi tratada como descontrole, exagero, como algo que precisava ser contido.

Mas, na prática clínica, eu percebo outra coisa.

Nesse período, muitas pessoas que menstruam relatam sentir com mais intensidade aquilo que já estava presente: cansaço acumulado, frustração engolida, necessidade de cuidado ignorada.

A tolerância para o que machuca f**a menor.
A paciência para o que desrespeita também.

Em vez de transformar a TPM em inimiga, pode ser interessante perceber: o que ficou difícil de sustentar agora?

Talvez o corpo esteja fazendo um movimento legítimo de sinalização de limite ou desconforto.

E você, quando a intensidade aumenta, f**a tudo mais difícil de suportar?

Tem algo que, por muito tempo, foi entendido como risco na prática clínica: se envolver.Como se sentir fosse sinal de pe...
03/04/2026

Tem algo que, por muito tempo, foi entendido como risco na prática clínica: se envolver.

Como se sentir fosse sinal de perda de técnica, e a emoção ameaçasse a postura profissional.

Mas, na prática, o encontro terapêutico não acontece fora da relação. Ele acontece justamente ali, onde duas pessoas se afetam de alguma forma.

Por isso eu me emociono. E isso não me afasta da ética, nem compromete o meu olhar clínico.

Existe um trabalho constante de reconhecer o que é meu, de sustentar o que é do outro, de não ocupar um espaço que não me pertence. Mas também existe algo que não se ensina só nos livros: a presença.

Na Gestalt-terapia, compreendemos que o sentir também é parte do campo. Ele não é um erro a ser corrigido, mas uma via possível de compreensão.

E, quando isso encontra espaço, algo importante pode acontecer: a experiência deixa de ser apenas relatada… e passa a ser, de fato, reconhecida.

Algumas violências só se tornam visíveis quando já deixaram marcas.Por isso, falar de relações também pede atenção ao qu...
30/03/2026

Algumas violências só se tornam visíveis quando já deixaram marcas.

Por isso, falar de relações também pede atenção ao que vai se naturalizando: o desconforto que se repete, a liberdade que vai encolhendo, a sensação de precisar se reorganizar o tempo todo para manter a relação funcionando.

Em tempos em que tantas notícias de feminicídio nos atravessam, ampliar a percepção também é cuidado. 🤍

Esse movimento aparece com frequência na clínica:uma tentativa constante de manter vínculos mesmo que, para isso, seja n...
27/03/2026

Esse movimento aparece com frequência na clínica:
uma tentativa constante de manter vínculos mesmo que, para isso, seja necessário reduzir a própria expressão.

Na Gestalt-terapia, isso pode ser compreendido como um ajustamento criativo que, em algum momento, deixou de ser funcional.

O que antes sustentava relações passa a produzir desgaste. E então surge um ponto importante: quando deixar de se adaptar não é ruptura — é reorganização de si.

Nem todo desconforto indica erro. Às vezes é só o limite aparecendo depois de muito tempo sendo atravessado.

E quando isso acontece, alguma coisa muda no nosso jeito de estar, fazendo com que sejamos um pouco mais honesta consigo e para o mundo ao redor.

Às vezes, pertencimento aparece assim, na liberdade de existir sem tanta vigilância.Sem precisar corrigir o jeito de fal...
25/03/2026

Às vezes, pertencimento aparece assim, na liberdade de existir sem tanta vigilância.

Sem precisar corrigir o jeito de falar, sem medir cada reação e sentir que precisa estar sempre bem para continuar sendo acolhida.

São experiências pequenas, mas muito reveladoras. Porque ajudam a mostrar onde a gente se contrai… e onde a gente finalmente consegue relaxar.

Talvez você já tenha sentido isso em algum lugar, com alguém, em alguma fase da vida.

E talvez também já tenha sentido o contrário.

Você consegue perceber, hoje, em quais espaços você pode ser um pouco mais você?

Tem experiências que deslocam a gente por dentro antes mesmo de qualquer explicação. Morar fora costuma ser uma delas.Nã...
23/03/2026

Tem experiências que deslocam a gente por dentro antes mesmo de qualquer explicação. Morar fora costuma ser uma delas.

Não só pela adaptação ao novo, mas pelo encontro com partes suas que, no cotidiano de antes, passavam despercebidas. Coisas simples começam a ganhar outro sentido. E, aos poucos, aquilo que parecia tão definido (quem você é, de onde você é) começa a se tornar mais amplo, mais vivo, mais em movimento.

Nem sempre isso vem com clareza. Às vezes vem como estranhamento, às vezes como saudade, às vezes como a sensação de não caber completamente em um lugar só.

Mas também pode ser um jeito de se aproximar de si por outros caminhos. E talvez você não precise escolher um lugar para pertencer.

Mas, reconhecer que a gente se constrói nos lugares que atravessa, nas relações que vive, nas experiências que carrega.

Porque identidade não é um ponto fixo, é algo que se move, se reorganiza — e continua acontecendo enquanto a gente vive.

Em muitos contextos da vida, a gente aprende cedo que, para ter lugar, é preciso se ajustar.Ajustar o jeito de falar, o ...
13/03/2026

Em muitos contextos da vida, a gente aprende cedo que, para ter lugar, é preciso se ajustar.

Ajustar o jeito de falar, o jeito de reagir, o que mostramos, o que escondemos, o que seguramos para não incomodar…

Isso não acontece por acaso. Em vários ambientes (família, escola, trabalho, relações) existe uma expectativa silenciosa de adequação. Aos poucos, muitas pessoas passam a viver tentando corresponder a essas expectativas.

A Psicoterapia propõe outra experiência. Não é um espaço construído para avaliar quem você é, nem para comparar sua história com a de outras pessoas. Também não é um lugar onde alguém vai dizer como você deveria viver.

É, antes de tudo, um espaço de encontro. Um lugar onde a pessoa pode falar do que sente, observar suas próprias experiências com mais curiosidade e perceber coisas que, no ritmo do cotidiano, passam despercebidas.

Quando existe essa abertura, algo importante começa a acontecer: a espontaneidade encontra espaço. Algumas falas aparecem com mais verdade, alguns sentimentos f**am mais claros, algumas perguntas se tornam mais honestas.

Na Gestalt-terapia, esse espaço também funciona como um ensaio. Um lugar onde novas possibilidades de si podem surgir, ser percebidas e experimentadas. 🍃

E, aos poucos, aquilo que encontra espaço na experiência pode começar a encontrar espaço também na vida.

13/03/2026
Cátia na letra da música “Vinte palavras girando ao redor do sol” nos convoca à atuação na vida.No campo de vivências, à...
11/03/2026

Cátia na letra da música “Vinte palavras girando ao redor do sol” nos convoca à atuação na vida.

No campo de vivências, às vezes, pode haver um jogo de forças. Como um ajuste comum às experiências em grupo. Uns avaliam, outros solicitam, outros demandam ou se afastam…

Muitas vezes, influenciado por uma demanda interna, nos ajustamos a tudo que está posto. Mas até que ponto esse é um ajuste “saudável” - no sentido de flexível, de promotor de bem-estar a si e aos outros? Até que ponto esses ajustes são tão constantes que se aproximam do papel de um mamulengo?

Calar demais, aceitar demais se aproxima do papel de mamulengo, que na cultura é um brinquedo em que uma pessoa possue nas mãos o controle sobre qualquer movimento do boneco.

Com essa referência cultural, Cátia de forma criativa nos alerta à necessidade de mostrar o nosso palavreado. A mostrar nossos incômodos, dores e desejos para o processo de assumir autonomia na vida.

Você também sente que chegou a hora dessa decisão? Liberdade com responsabilidade ou papel de mamulengo?

A psicoterapia é o espaço para refletir e reconstruir caminhos. ✨

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Lençóis, BA

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