Entre Uma e Outra - Enlaces Psicanalíticos

Entre Uma e Outra - Enlaces Psicanalíticos Duas psicólogas envolvidas na transmissão da psicanálise.

Beatriz Rodrigues Caldas Lourenção - CRP 08/30932 (43)99147-3702 / (14)981576880
Isadora Nicastro Salvador - CRP 08/24816 (43)99971-7717

24/02/2026

Há dias em que me pergunto o porquê de tanto trabalho, em como seria a vida se eu diminuísse o ritmo. Em outros, estou eu topando com entusiasmo uma possibilidade de trabalhar falando de arte e psicanálise em um sábado à tarde.

Falar de psicanálise é muito diferente de atender utilizando dela. A posição é outra, o holofote também.

Na clínica, gosto sempre de estar no mesmo lugar físico, raramente mudo a disposição dos móveis ou qual é o lugar em que vou me posicionar. Nas transmissões que faço da psicanálise, não. Estou sempre em outros lugares, me colocando de outra forma e também ouvindo palavras outras saírem da minha boca.

É também bem diferente de como me coloco ao supervisionar, ou então ao deitar no divã que me acolhe há 12 anos. Diante de algumas figuras que estiveram no início da minha formação, eu apreendi que pra fazer psicanálise, há que ser rígida.

Que bom que esse (des)aprendizado durou pouco na minha vida. Eu gosto muito de circular, de encontrar os pares, e cada vez mais de forma orgânica, presencial. Atendo online, supervisiono online, faço falas no formato online.

Mas é assim, quando estou rodeada pelas pessoas em matéria, recebendo acenos de cabeça e diferentes brilhos no olho direcionados ao que digo, é que sinto que estou no lugar onde sempre sonhei em estar. Unindo a posição do analista com a de um leitor, de um escritor, de um editor e, claro, fazendo arte in loco.

Que mágico ser tantas e ver tantas das minhas também se esforçando para serem infinitas. Obrigada, .thaiscastro por esse evento que, de tantas palavras, f**amos sem. E obrigada e pela escuta atenta e pelo match de milhões, deixando exposto o espaço bonito entre o que se pode escrever também com os olhares marejados. Um beijo no coração de vocês 🤍

É nesse sábado, dia 21/02, às 16h! A convite da .thaiscastro , vamos bater um papo bem interessante sobre esses dois tem...
19/02/2026

É nesse sábado, dia 21/02, às 16h!
A convite da .thaiscastro , vamos bater um papo bem interessante sobre esses dois temas que conversam tanto pra mim e estão tão presentes no meu cotidiano, no meu trabalho e no meu lazer.

A da também estará com a gente compondo essa escrita em palavra falada de forma tão bonita!

Espero vocês lá. É gratuito, não precisa fazer inscrição, só chegar! Um beijo e até sábado,

Isa.

Iniciando um belo ano de trabalho e estudos. Quem vem comigo? 🩷
09/01/2026

Iniciando um belo ano de trabalho e estudos. Quem vem comigo? 🩷

07/01/2026

Sejam bem-vindos ao meu novo espaço de trabalho para atendimentos presenciais.

Já demos início a 2026 com cheirinho de novo 🍃

03/11/2025

Que gostoso relembrar essa trajetória até essa função de supervisionar!

Se você tiver interesse em fazer supervisão em grupo, estou com uma vaga às quintas, às 14h30.

Deixe seu WhatsApp por direct que entro em contato 💕

13/10/2025

Não sei se vocês se lembram desse texto, "Pé de romã". Há muito tempo, postei ele aqui. Ele tem um signif**ado muito forte pra mim e, pelos comentários que recebi, parece que também afetaram outras várias pessoas que o leram.

Ele afetou a também. Bibi é a minha professora de canto e virou minha grande amiga e confidente. Ela estava buscando um compositor que morasse em Londrina e que enviasse um texto para ela musicar e inserir no seu disco solo lindíssimo "Retalhos do interior".

Compartilhei esse pedido no meu Instagram, falando para as pessoas enviarem seus textos. Uma amiga querida, .mferreira me respondeu, dizendo para eu enviar um texto de minha autoria. Dei risada e falei que ia pensar, e aquilo ficou fazendo fagulha aqui dentro, sem eu ter nenhuma ação (na prática, ao menos) para que isso acontecesse.

Depois de umas semanas, a Bibi me escreve, dizendo que havia pensado em mim e nos meus textos para esse grande feito. Já muito honrada e emocionada, selecionei alguns. Ela logo me responde dizendo que tinha se emocionado muito com "Pé de romã", que também tinha uma história com essa fruta e me contou em uma de nossas aulas.

A partir daí, um processo lindo e leve foi acontecendo. A Bibi é uma daquelas artistas que a gente ouve e carrega marcas ao longo da vida. Ninguém esquece os seus agudos e os seus graves, nem a forma como ela interpreta cada palavra que sai dessa boca e desse corpo como um todo.

Transformamos aquele textão em uma música linda. Ontem fui assistir ao primeiro show desse disco que ainda nem foi lançado e tive a surpresa de ouvir as nossas palavras saírem nesse som tão exuberante que a Bibi e o produziram. Obrigada, obrigada e obrigada.

Foi uma noite inesquecível e emocionante. Vocês conseguem ouvir, além da música linda, também o meu choro. E logo no dia das crianças! Que homenagem maravilhosa à criança que fui, às pinturas que um pé de romã fizeram na minha existência e a esse choro que estava guardado desde lá e que transbordou, junto com as notas agudas da nossa música.

É isso, pai. Você foi músico e hoje eu fui compositora. E não é que você está inserido e atravessado nessa letra? 💕

Depois de sei lá quanto tempo, saímos só nós duas juntas, sem a criança 😂Mais de dois anos que isso não acontecia, acred...
05/10/2025

Depois de sei lá quanto tempo, saímos só nós duas juntas, sem a criança 😂

Mais de dois anos que isso não acontecia, acredite se quiser. Eu, Isa, morro de amores pela Sarah, adoro estar com ela e esmagar o quanto posso. Mas também estava com saudade de ver a Bia sem precisar estar na função mãe, por um curto período, que seja.

Como é bom papear por horas com você, amiga, e ainda assim, sobrar tanto pra dizer.

Entre Uma e Outra de novo, sem a outra da uma no meio, rs 💕

Amo você, Beatriz!

Esses dias vi um galho de árvore parado no meu parabrisa e me lembrei de algo simples, mas que foi passado como uma hera...
24/08/2025

Esses dias vi um galho de árvore parado no meu parabrisa e me lembrei de algo simples, mas que foi passado como uma herança transgeracional na minha família.

Quando não estávamos em casa e minha avó ou as irmãs dela iam nos visitar, deixavam um galho entrelaçado no portão. Chegávamos e sabíamos que a minha avó tinha passado por ali, mas, como não encontrou ninguém, mostrou que esteve e se foi.

Lembro do dia que eu estava com ela, fomos visitar alguém e ela reproduziu esse feito. Agora, eu não era aquela que via o galho sem a minha vó. Eu era a que via a casa vazia e punha o galho.

Eu sempre sorria quando chegava em casa e encontrava isso. Não era a minha avó, mas era o galho que a representava. Em tempos sem WhatsApp, ela havia passado e não conseguia se comunicar nesse momento, mas fazia questão de deixar rastro.

Em outro dia, em uma conversa com uma amiga, ela me conta que havia adoecido depois de alguns dias muito gostosos de comemoração do seu aniversário. Outra pessoa que conheço também conta que, depois de um show muito importante em sua carreira e de muita entrega, ficou de cama.

Tenho ouvido essa música do Belchior no repeat por aqui. Sempre me pego pensando nessa frase. "A felicidade é uma arma quente". A arma pela qual a bala já passou, já atingiu, já foi. A arma que f**a quente depois, mas quente pelo rastro da bala, pela ausência dela, e não porque está preenchida. A felicidade, essa que já foi, que já se esvaiu, que é uma fração de segundo.

Ficamos com as marcas. Do show, da festa, da minha vó. Mas, como o galhinho que tirávamos do portão para entrar em uma casa sem ela, há que se estar atento ao tempo. Esse que vem é vai e carrega com ele a felicidade.

"Aproveitem a vida, porque o tempo passa muito rápido", me disse ontem uma velhinha no parque, com toda a sabedoria e a experiência do que já passou.

"João, o tempo andou mexendo com a gente, sim", diz Belchior.
Aproveitemos enquanto a bala atravessa a arma. Dura pouco, mas causa.

- Isadora Nicastro Salvador

Eu sempre dou risada ao ouvir minha mãe, no alto de seus 63 anos, referindo-se ao meu avô, que faleceu com 97 anos muito...
10/08/2025

Eu sempre dou risada ao ouvir minha mãe, no alto de seus 63 anos, referindo-se ao meu avô, que faleceu com 97 anos muito bem vividos, como "papai".

Minha tia que faleceu depois dele, aos 74 anos, também continuava a chamá-lo assim até a sua morte. Minhas outras tias e meu tio o chamam assim até hoje.

Vi esses dias um vídeo de uma senhora de quase 60 anos sendo cuidada no hospital por seu pai, um senhor de 80+, no qual dizia que não há idade para continuar sendo a eterna filhinha do papai.

Recebo pacientes que começam a falar dos problemas com os pais e logo dão risada: "ah, mais uma com a questão do pai". Será que tem como os pais não serem questão? Um completo e qualquer desconhecido em oposição à relação simbiótica da mãe e da criança vira um pai e pronto, a questão já está posta.

Ouvi uma entrevista de Gilberto Gil muito novo, falando do nascimento da filha Preta. Dizia que, quando Preta nasceu, ele chorou por oito dias seguidos. Só depois percebeu o que o fazia tanto chorar. Era o fato de a nova filha marcar um tempo. O tempo que havia sido antes, que ele havia perdido, e o tempo novo que se iniciava com a presença da filha.

Um filho marca um tempo para o pai. Transforma as velhas formas do viver, como o próprio Gil canta.

E nós, os filhos e filhas, passamos a vida fazendo essa marca, que não é literal e nem no carnal, ressoar. Para a minha mãe e minhas tias, a marca do "papai". Para mim, a marca da presença se esvaindo, aos poucos. Como desenho na areia que o tempo desenha outro.

"Sentir é questão de pele
Amor é tudo que move", de novo com Gil.

Obrigada por me mover, pai.
E com isso, claro, os issues, daddy.

- Isadora Nicastro Salvador

“Os meus três são o simbólico, o real e o imaginário. (...) Eu dei isso aos meus. Dei-lhes isso para que se orientem na ...
09/04/2025

“Os meus três são o simbólico, o real e o imaginário. (...) Eu dei isso aos meus. Dei-lhes isso para que se orientem na prática”.

Real, simbólico e imaginário são três registros que, para Lacan, compõem a realidade humana. Sendo impossível de hierarquizá-los ou de considerá-los de forma isolada, os três registros darão suporte para a investigação teórica e clínica de Lacan e, portanto, para a nossa orientação na prática.

De um lado, teremos um grupo de estudos em que nos deteremos, junto com Lacan, a partir do estudo do Seminário da Carta Roubada, a articular as incidências imaginárias que observamos na clínica ao registro do simbólico e ao funcionamento da cadeia signif**ante, que as liga e orienta.

De outro, teremos o grupo de leitura do livro “Real, simbólico e imaginário no ensino de Jacques Lacan”, da Michele Roman Faria, a partir do qual vamos traçar um panorama da construção dos três registros ao longo da obra da obra de Lacan, podendo apreender de forma mais ampla como os registros aparecem e de desenvolvem.

Vamos juntos? 🌷

Os links para as inscrições está na bio!

Primeiro dia do ano. Falava para a médica sentada à minha frente que estava sentindo muita dor. Depois de algumas explic...
17/01/2025

Primeiro dia do ano. Falava para a médica sentada à minha frente que estava sentindo muita dor. Depois de algumas explicações, ela me pergunta:
"- Quer uma injeção pra dor?
- É muito dolorida?
- Vai te ajudar bastante a passar essa dor em menos tempo."

Aceito a proposta indecente.
Lá de dentro, com a enfermeira, faço uma pergunta parecida:
"- Dói muito?
- Menos que Benzetacil"

Nenhuma delas me respondeu que não doía.
Até porque, dor eu já estava sentindo.
Mas essa era outra.
Como posso explicar a diferença de uma dor interna pra uma dor que vem de fora pra dentro?
Além do fato de essa última se relacionar a lembranças e traumas também dolorosos, ora veja.
E ainda ter sido minha escolha. A médica era contra autoritarismos.

É tudo dor, você poderia me dizer.
Bem, não é bem assim.

Uma dor para passar a dor?
Qual era a minha preocupação com a dor que remedia, já que a dor que estava sentindo me fuzilava por dentro?

A resposta, agora, me vem de sopetão: é impossível que não doa.

Isso serve para injeções para aliviar a dor.
Mas também serve para análises.

- Isadora Nicastro Salvador

Isso tudo pra dizer Tenho ouvido essa frase com frequência e algo nela me incomoda. Fala-se o que parece ser tudo, mas q...
25/10/2024

Isso tudo pra dizer

Tenho ouvido essa frase com frequência e algo nela me incomoda. Fala-se o que parece ser tudo, mas que não se basta.
É preciso explicar o que queria dizer, mesmo tendo dito tudo. Como se o que viesse depois do dizer explicasse o tudo, mas não explica, só diz mesmo.
"Dizer tudo pra isso?" Penso nessa subversão e ela me ajuda um pouco com o incômodo.

"Isso tudo" parece que não diz nada. Isso tudo pra dizer nada. Nada disso para dizer tudo.

Ontem a carta de Antônio Cícero me disse. Com o nada, disse tudo.

Tenho escrito pouco. Sinto saudades do ato, penso no que quero escrever, mas depois, se evapora no ar. O que escrevo, geralmente, tem sido endereçado. Ou guardado. Às vezes, penso: "não tenho nada a dizer".

Engraçado. Eu que tinha tanto. Que tinha que cortar frases inteiras pra fazer caber. Sinto, agora, que foi muita falação. Tenho gostado mais do restinho que ficou, essas minhas palavras escritas a poucos. Há pouco.

Tudo isso pra dizer. E eu aqui sem fazê-lo. O que quero dizer, me escapa. Então eu marco o nada disso pra dizer tudo. Tudo isso pra nada dizer. Isso tudo para Cícero dizer o nada. Contornou o nada. E nos deixou "guardando" isso tudo pra dizer...

Isadora Nicastro Salvador

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Londrina, PR

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