09/07/2020
A pandemia do Covid 19 também tem evidenciado e aumentado os números da violencia contra mulheres.
O atual cenário favorece a subnotificação das ocorrências de violência contra a mulher, fenômeno que se verifica em larga escala em âmbito Nacional e mundial e que se intensificou durante o período de isolamento, uma vez que a permanência em tempo integral ao lado do agressor reduz as possibilidades de a mulher realizar a denúncia.
No Paraná, dados revelam o:
a) Total de processos de violência doméstica instaurados no período de 19 de março a 30 de abril de 2020: 433;
b) Total de casos novos de feminicídio no período de 19 de março a 30 de abril de 2020: 18;
c) Número de medidas protetivas de urgência solicitadas e deferidas no período de 19 de março a 30 de abril de 2020: 2322.
Supõe-se que o elevado tempo de permanência em casa (locus da ocorrência tradicional dessas violências) – associado com outros fatores como o abuso de álcool e dr**as e o acirramento da crise econômica – configura verdadeiros catalisadores de uma violência estrutural que já vitimiza milhares de mulheres cotidianamente, e implica no aumento dos casos de violência sem que sejam registrados os casos.
Sendo assim as autoridades já estão adotando providencias para que o isolamento não seja sinonimo de violencia e que os serviços permanecem ativos e possam ser acessados pela própria vítima ou por terceiros
Assim lendo estes dados realmente espero que medidas estejam sendo tomadas e que essas mulheres possam sair dessa relação. Lembro também do trabalho incrível que fiz parte no Patronato Penitenciario de Londrina. Este que inclusive virou livro era um trabalho de execução da lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) para homens autores de violencia domestica. Trata-se de uma proposta de intervenção para que estes homens possam pensar, repensar e se questionar sobre seus conceitos de masculinidade, machismo e violência domestica.