Cecília Feliciano Psicóloga

Cecília Feliciano Psicóloga Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Cecília Feliciano Psicóloga, Psicólogo/a, Rua Espírito Santo, 536. Sala 22, Londrina.

Hoje foi dia de participar da mesa de Psicanálise e Música do congresso organizado pela  ! Pude fazer uma leitura da let...
11/04/2026

Hoje foi dia de participar da mesa de Psicanálise e Música do congresso organizado pela !
Pude fazer uma leitura da letra e do som da música Vilarejo, da Marisa Monte, me valendo dos fundamentos da psicanálise lacaniana. Em breve, falarei mais dessa construção que amei produzir para este encontro.

Agradeço à Liga e aos meus amigos com quem dividi a mesa: , e !

Também agradeço aos meus amigos com quem dividi o palco, para interpretar a música escolhida, e quem ouvi o show com muito carinho: , , e ❤️

Por fim, e muito especialmente, agradeço à minha companheira, , por me acompanhar, incentivar e ser a responsável por todos esses registros! ❤️
Também em breve colocarei à parte a interpretação da música!

Fiquei emocionada em ver um auditório cheio de futuros jovens analistas, engajados com a causa da Psicanálise.

Que dia feliz!

Hoje e amanhã! Vamos lá?
06/03/2026

Hoje e amanhã! Vamos lá?

19/01/2026

Uma ode ao tempo

Das coisas da vida, uma das que mais me encanta é o tempo, e ele também sempre esteve entre meus maiores desafios.

A rapidez do meu raciocínio e a facilidade escolar se revelaram ainda adolescente como altas habilidades/superdotação, e com isso diversas perguntas sobre o que fazer com ela e com seus impasses (eles existem e não são poucos!).

Também minha relação com o tempo é costurada numa memória que pouco esquece. Lembro de tanta coisa, de minúcias de anos e anos atrás. No começo da clínica, me preocupava de esquecer o que meus analisandos diziam (como se fosse necessário lembrar tudo), e minha supervisora na época disse “se você escutou, vai lembrar. Não se preocupe”. Sempre que precisei, me lembrei.

Acho que minha paixão pelas coisas antigas, como o toca-discos e a máquina fotográfica de filme, também são tentativas de elaboração do tempo, dele mais devagar, na contramão da minha rapidez. De precisar ligar o aparelho, escolher o disco, por a agulha, ouvir uma por uma até chegar na que quero ouvir (e com isso aprender muitas novas), virar o disco quando acabar o lado A; pensar duas ou três vezes se vou tirar certa pose (só temos 36!!!), não saber como saiu o resultado, se divertir no processo, mandar revelar, esperar sair, ver quais queimaram e quais serão recordações materiais. E assim também procuro costurar outra relação com a memória. Não é preciso lembrar tudo.

E, se olharmos direitinho, temos aí noção de inconsciente, sintoma, tempo lógico, savoir-faire. Mas hoje ficarei por aqui!

07/01/2026

Janeiro costuma produzir mais cobrança do que começo. Quando o ideal vira lei, o sujeito some.

Talvez não seja sobre fazer mais, e sim sobre se escutar melhor, diferente.

A clínica começa onde o ideal falha.

Atendo presencialmente em Londrina/PR e on-line. Agende sua sessão e conversamos melhor por lá!

O que é que nos liga ao Outro? Na semana passada, fiz as unhas. Raramente vou ao salão e, menos ainda, faço as unhas. Eu...
16/10/2025

O que é que nos liga ao Outro?

Na semana passada, fiz as unhas. Raramente vou ao salão e, menos ainda, faço as unhas. Eu toco violão, então, numa batida ou duas, elas descascariam. Por que fazê-las? Nunca me interessou.

Ver minhas unhas feitas nessa semana me fez lembrar de uma história que vivi no ensino médio. Eu estudava à tarde, mas, para o último ano, precisei mudar de turno para não mudar de escola.

Sempre gostei de sentar na carteira na parede, na frente dos professores. Gostava de conversar com eles. Mas quando cheguei no primeiro dia de aula, me dei de cara com umas cinco ou seis meninas que eram amigas havia mais tempo, com várias construções em comum, fechadas na sua panelinha. Pedi para sentar na primeira carteira, argumentei de todas as maneiras possíveis e elas insistiam que eu era novata e tinha acabado de chegar. Já estavam ali antes. Com muito custo, convenci de colocar uma carteira a mais, argumentando que isso não alteraria o que era delas, e elas toparam.

Passamos semanas quase sem conversar. Não tínhamos nada em comum. Elas ficavam no espaço delas, e eu no meu. Um dia, eu, que tocava violão e nunca fazia as unhas, resolvi passar um esmalte entre vermelho e laranja nos dedos.

Foi adentrar a sala, pisando os tacos no chão, que as cinco se levantaram, gritando “Alá a Cecília, de unha pintaaaaadaaaaa!” e, num piscar de olhos - ou numa pincelada nos dedos -, eu era da panelinha “das meninas”.

Fui convidada para aniversários, tirávamos fotos, elas me incentivavam a dançar e tiravam minhas sobrancelhas. Eu ajudava em alguma matéria que elas não entendiam. Não me lembro de ter pintado as unhas novamente… mas o engate já estava feito. Éramos muito amigas!

Nesses últimos dois anos lendo o dificílimo seminário 9 sobre a identificação, de Lacan, fico pensando na beleza de pensar que, do Outro, resta apenas um traço que se escreve. Traço esse que não sabemos qual é, e não podemos prever. Lindo, né?

Se você acompanha o trabalho de Lacan há algum tempo, provavelmente já ouviu falar que o discurso universitário não comb...
15/10/2025

Se você acompanha o trabalho de Lacan há algum tempo, provavelmente já ouviu falar que o discurso universitário não combina e é diferente com o discurso analítico, certo?

Lacan, quando elaborou essas noções, nos entornos dos seminários 16, 17 e 18, quis dizer, entre outras coisas, que o discurso analítico não é aquele que funciona ou que se propõe a oferecer como um saber a ser adquirido, um conhecimento - seja ele qual for.

Mas isso não impediu que, por exemplo, depois de sua expulsão da IPA, Lacan escolhesse a École Normale Supérieure e a faculdade de Direito para proferir seus seminários. Ali, Lacan não fazia análise dos seus ouvintes, mas defendia uma tese de retorno a Freud e construía seu ensino, seu legado. Ali, instigava dezenas de pessoas à causa analítica.

Acho muito bonito esse papel da psicanálise nas universidades. Por serem discursos diferentes, e por sermos humanos, certamente não são todos os psicanalistas na universidade que atuam para a causa analítica, para instigar o desejo de seus estudantes. Mas há os que atuam!

Saúdo aos meus amigos e amigas professoras que disseminam a pérola da causa analítica nas universidades! E também saúdo aos professores que eu tive que contribuíram para a minha formação como psicanalista até aqui, na graduação, na especialização, no mestrado, e aos colegas de trabalho nas faculdades que lecionei!

Por fim, saúdo e agradeço à minha analista, que um dia já foi minha professora, e transbordava causa analítica para mim, em sua voz e olhar doces, diante das difíceis figuras topológicas! “Quando se coloca o corpo para fazer, não se aprende, mas possibilita caminho para en-corporar alguma coisa”.

Feliz dia dos professores e professoras! ❤️

Em “De um trauma ao Outro”, Soler (2021) nos lembra que o traumatismo não desapareceu, apenas se infiltrou no cotidiano....
14/10/2025

Em “De um trauma ao Outro”, Soler (2021) nos lembra que o traumatismo não desapareceu, apenas se infiltrou no cotidiano.

O sujeito está cada vez mais exposto. Seja pelas inúmeras irrupções do real nas telas, nas promessas de sucesso ou no saber ao custo de um clique, seja nas frustrações consecutivas, seja nas falhas do simbólico em tentar dar conta disso tudo.

Aí, estamos diante de angústia.

Seria a psicanálise uma alternativa frente a isso?

Penso que sim, já que o papel do psicanalista é dar condições de se trabalhar as questões de seu tempo, pautadas na ética que lhe é própria. É uma alternativa na medida em que oferece um caminho possível para escutar o próprio de cada um.

Gosto de pensar na experiência que é fazer uma análise. Não necessariamente sobre seus fundamentos, mesmo que esse refle...
07/10/2025

Gosto de pensar na experiência que é fazer uma análise. Não necessariamente sobre seus fundamentos, mesmo que esse refletir acabe passando por eles. Mas sobre o experimentar que só o fazer análise proporciona.

Durante todo meu percurso, curiosamente, sempre fiz questão de manter o que apelidei de maneira carinhosa de “pós-análise”. Nem que seja um café, ou uma fatia de bolo. Mas algo que fizesse um tempo entre aquela experiência e a vida depois. Gosto de sentir os efeitos no meu corpo de uma sessão de análise, mesmo quando eles são de angústia ou “o que eu faço agora?!” Talvez o que eu goste é do desejo que isso me mobiliza. Do “ainda há o que ser dito, o que ser feito, então sigo em trabalho”.

E lá se vão tantos anos em análise… e sigo encantada, entre a alegria e a angústia, a satisfação e a frustração, a facilidade e a dificuldade, buscando bordar os furos que encontramos na existência, por aí…
E também para sustentar esse trabalho que me mobiliza. Afinal, não há analista sem análise! Essa é nossa ética.

Registro de uma conversa bacanérrima com os estudantes de Psicologia da  , da  ❤️O dia era de conversas sobre Lacan e Wi...
06/10/2025

Registro de uma conversa bacanérrima com os estudantes de Psicologia da , da ❤️
O dia era de conversas sobre Lacan e Winnicott. Feliz em poder representar o ensino lacaniano nesse diálogo!

Muito obrigada pelo convite!!!

Deixo aqui um pequeno registro do fórum dessa última segunda-feira com a  na  !Uma alegria trabalhar junto aos presentes...
03/10/2025

Deixo aqui um pequeno registro do fórum dessa última segunda-feira com a na !
Uma alegria trabalhar junto aos presentes algumas considerações sobre a Ética da Psicanálise ❤️

Com alegria convido a todos e todas para meu primeiro fórum na  , no qual articularei alguns pontos sobre a Ética da Psi...
29/09/2025

Com alegria convido a todos e todas para meu primeiro fórum na , no qual articularei alguns pontos sobre a Ética da Psicanálise, nos tempos do seminário sete do ensino de Lacan!
Quem fará o debate é a Mônica Leite!

Conto com a presença de todos!

Endereço

Rua Espírito Santo, 536. Sala 22
Londrina, PR
86010510

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