24/01/2026
O sinal vai tocar, os corredores vão ganhar vida e o planejamento sairá do papel. Mas, entre listas de materiais e cronogramas, existe uma pergunta que raramente é feita: como está o coração de quem educa?
Como psicóloga, convido você professor, coordenador e gestor, a olhar para este retorno sob três perspectivas fundamentais para que o ano letivo seja sustentável:
1. O Cuidar de Quem Cuida
Antes de ser o suporte para seus alunos, você é um ser humano. A saúde mental do educador não é um “extra”, é a base. Para acolher, você precisa se sentir acolhido; para ensinar calma, você precisa de espaços de respiro. Valide seu cansaço e suas ansiedades; eles não te fazem menos profissional, fazem de você humano.
2. Pequenas Práticas, Grandes Alívios
Não espere o esgotamento para agir. A saúde mental se constrói nas pequenas escolhas:
* Limites claros: Onde termina o trabalho e começa a sua vida?
* Rituais de descompressão: Encontre uma atividade que sinalize para o seu cérebro que o expediente acabou.
* Flexibilidade: Aceite que nem tudo sairá conforme o plano — e está tudo bem.
3. A Responsabilidade é Coletiva
Saúde mental não se faz apenas individualmente; ela depende da cultura da escola. Gestores, criem espaços de segurança psicológica onde o erro não seja punido e a vulnerabilidade possa ser dita. Uma escola que cuida da sua equipe colhe não apenas melhores notas, mas seres humanos mais saudáveis e criativos.
Lembre-se: O seu melhor desempenho acontece quando você está em equilíbrio, não quando você está exausto. Que em 2026 a prioridade não seja apenas o conteúdo, mas as pessoas que o fazem acontecer.
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