09/12/2022
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Faço minha as palavras dele:
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Derrotas são mais comuns do que vitórias. Fracassos são mais prováveis do que sucessos. E isso não é necessariamente uma coisa ruim.
Em 2008 eu estava comendo pizza e assistindo aos Jogos Olímpicos de Pequim na casa do meu amigo Clóvis De Barros Filho.
Não lembro qual era a modalidade, mas em certo momento as câmeras estavam mostrando os vencedores no pódio. Era uma emocionante mistura de êxtase e alívio. Estavam radiantes de alegria.
Foi quando Clovão virou para mim e disse: "As câmeras enfocam a alegria, e com isso escondem a realidade de todo esporte: sempre há mais perdedores do que vencedores, sempre há mais lágrimas de tristeza do que de alegria".
Hoje a derrota brasileira nos escancarou essa realidade. Até ontem, éramos nós que ríamos dos derrotados. De hoje em diante, os vitoriosos rirão de nós.
E pelo bem da nossa saúde mental, devemos também rir de nós mesmos — e seguir em frente...
Pois é um fato inevitável: a vida ainda nos trará muitas batalhas e dificuldades. Só que isso não é necessariamente ruim.
Afinal, em todas as arenas da vida, as derrotas nos ensinam muito mais do que as vitórias. Ninguém conquista vitórias sem mastigar o amargor dos tropeços e quedas.
Mas não basta cair. É preciso aprender com esse gosto amargo. Ele é um excelente professor.
O êxito, quando atingido, é fruto de aprimoramento, de aprendizagem com fracassos e de perseverança para tentar de novo, sempre um pouquinho melhor do que antes.
Para cada lágrima de vitória, é natural: encontraremos baldes preenchidos pelos prantos da derrota. Mas não podemos esquecer que é justamente nesses baldes que reside a possibilidade de crescimento.
Que a tristeza que sentimos hoje seja o combustível do desejo de aprender, aprimorar e lutar cada vez mais fortes. Como disse o grande Stephen Hawking, “enquanto há vida, há esperança”.
Nestes tempos de dificuldade e divisão, a Copa nos uniu. A seleção brasileira nos lembrou da poderosa energia de um povo unido.
Pessoalmente, eu me recuso a deixar essa energia ir embora, mesmo após a eliminação. E você?