05/01/2026
Antes de qualquer técnica, existe uma conversa. E antes de qualquer conversa, existe alguém tentando dar conta da própria vida com dor.
Grande parte do meu trabalho começa assim: sentando, ouvindo, anotando. Entendendo há quanto tempo dói, o que essa dor já tirou, o que ela impede hoje. Porque uma coisa é sentir dor. Outra, bem diferente, é parar de viver por causa dela.
Eu preciso saber se você consegue trabalhar, dormir, se concentrar, brincar com quem ama. Se essa dor te acompanha há dias… ou há anos. Se você já tentou de tudo, ou se ainda está tentando “aguentar”.
Não dá pra cuidar de um corpo sem entender a pessoa que habita nele. Não dá pra propor movimento sem compreender o medo. E não dá pra prometer solução rápida quando o que existe é história acumulada.
É por isso que eu escuto tanto. É por isso que eu pergunto. E é por isso que eu anoto. Porque quando a escuta é boa, o plano faz sentido. E quando o plano faz sentido, o corpo responde.
Se você está procurando alguém que apenas execute técnicas, talvez eu não seja a pessoa certa. Mas se você busca um cuidado que começa pela conversa, então a gente pode, sim, caminhar juntos.