Claudia Gibellato - Psicologia

Claudia Gibellato - Psicologia Textos com abordagens de fácil compreensão e que podem auxliar a pessoa a reconhecer a sua dor. Levar a Psicologia de forma simples e tornar mais acessível

29/04/2026

Grande parte das nossas reações não nasce no momento em que algo acontece. Elas vêm de experiências que deixaram marcas, de dores que não foram elaboradas, de vínculos que ensinaram, muitas vezes sem palavras, como sentir, como reagir e até como se proteger.

A dor tem um papel importante nisso.

Quando algo machuca e não encontra espaço para ser compreendido, o cérebro registra como perigo. E, a partir disso, cria formas de evitar que aquilo aconteça de novo. Às vezes isso aparece como defesa, como afastamento, como necessidade de controle, como intensidade emocional. Outras vezes aparece como silêncio, dificuldade de se posicionar ou medo constante de rejeição.

O problema é que o cérebro não diferencia passado de presente com tanta facilidade quanto a gente imagina. Ele reage ao que já foi vivido como se ainda estivesse acontecendo. E é por isso que, mesmo em situações diferentes, as respostas continuam parecidas.

Não é falta de controle. É memória emocional.

E por trás de muitos comportamentos que a pessoa não entende, existe uma dor que ainda não foi nomeada. Uma dor que, enquanto não é olhada, continua organizando a forma de viver, de se relacionar e de se enxergar.

Mas essa dor não precisa ser permanente.

Quando você começa a olhar para suas reações com mais honestidade e menos julgamento, algo importante acontece. Você deixa de se definir pelo padrão e passa a compreender o que existe por trás dele. E é aí que a mudança se torna possível.

Porque aquilo que hoje parece ser o seu jeito… pode ser apenas uma dor antiga tentando continuar te protegendo.

E quando a dor é compreendida, ela deixa de comandar.

25/04/2026

A vida adulta cobra respostas, decisões e maturidade o tempo todo, mas pouca gente fala que, junto com isso, seguimos carregando a criança que fomos. E ela não f**a no passado. Continua presente nas nossas reações, nas nossas escolhas, nas nossas inseguranças e até na forma como nos relacionamos.

Muitas dificuldades que aparecem hoje não começaram agora. Elas vêm de experiências que não foram compreendidas, de emoções que foram silenciadas, de momentos em que foi preciso ser forte antes da hora. E quando isso não é olhado, a vida adulta vira um acúmulo de coisas que a gente nem sempre sabe explicar.

É nesse ponto que o que o Justin Bieber fez naquele vídeo precisa ser visto com mais profundidade. Não foi um show preguiçoso, como muitos estão dizendo. Foi um gesto simbólico muito maior. Quando ele canta ao lado da própria versão criança, aquilo deixa de ser só música e vira um encontro. Um reencontro.

É como se, por alguns minutos, ele estivesse olhando para aquela parte dele e dizendo que não abandonou quem ele foi. E isso muda completamente o signif**ado das músicas. O que parece ser uma história de amor para o outro também pode ser entendido como uma relação consigo mesmo.

Porque, no fundo, muita gente passa a vida tentando encontrar no outro aquilo que nunca construiu internamente. E quando essa conexão não existe, nada do lado de fora sustenta.

Cuidar da criança interior não é algo abstrato. É reconhecer a própria história, validar o que foi vivido e construir uma relação mais honesta consigo. É isso que transforma a forma de viver no presente.

O que ele fez ali não foi só cantar. Foi se conectar com a própria história. E isso vai muito além de qualquer performance.

Quem aprende a viver em estado de alerta desde cedo não escolheu ser assim, se adaptou. Cresceu tentando prever o que po...
20/04/2026

Quem aprende a viver em estado de alerta desde cedo não escolheu ser assim, se adaptou. Cresceu tentando prever o que podia acontecer, lendo sinais no ambiente, ajustando comportamento para evitar conflito, dor ou rejeição. O problema é que, mesmo quando o perigo deixa de existir, o corpo continua reagindo como se ainda estivesse lá.

Isso se manifesta de formas que, muitas vezes, são mal interpretadas. Ansiedade constante, dificuldade de relaxar, necessidade de controle, cansaço emocional. Por fora, parece alguém atento, responsável, que dá conta de tudo. Por dentro, é alguém que nunca conseguiu desligar.

Viver assim não é equilíbrio, é sobrevivência prolongada.

E chega um momento em que esse estado de alerta começa a cobrar um preço. Porque não dá para viver o tempo todo preparado para algo ruim acontecer. O corpo precisa de descanso, a mente precisa de segurança, e isso não vem do ambiente, precisa ser construído internamente.

O processo terapêutico ajuda justamente nisso. Em reconhecer esse padrão, entender de onde ele vem e, aos poucos, ensinar o corpo que já não é mais necessário viver em constante defesa.

Porque você não precisa continuar reagindo a um passado que já passou.

Tem histórias que não foram contadas, mas nunca deixaram de existir.Elas f**am guardadas no corpo, nos silêncios, nas re...
15/04/2026

Tem histórias que não foram contadas, mas nunca deixaram de existir.

Elas f**am guardadas no corpo, nos silêncios, nas reações que a própria pessoa não entende. Aquilo que não pôde ser dito em algum momento da vida não desaparece. Só muda de lugar. Às vezes vira ansiedade, às vezes vira irritação, às vezes um cansaço que não passa, mesmo quando aparentemente está tudo bem.

Muita gente aprendeu a seguir em frente sem olhar para trás, acreditando que esquecer é o mesmo que resolver. Mas não é. O que não é elaborado continua atuando, influenciando escolhas, relações e a forma como a pessoa se enxerga.

Não é sobre reviver a dor, é sobre dar sentido ao que foi vivido.

Quando uma história encontra espaço para ser reconhecida, ela deixa de pesar da mesma forma. O que antes era confuso começa a ganhar nome, compreensão e, aos poucos, outro lugar dentro de você.

Porque não existe sofrimento maior do que carregar sozinho algo que nunca teve espaço para ser dito.

13/04/2026

Vincent van Gogh é lembrado pela arte, pela intensidade e pela forma única de ver o mundo. Mas pouca gente sabe que o dia 30 de março, data do seu nascimento, foi escolhido como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno Bipolar.

Mais do que tentar encaixar a história dele em um diagnóstico, esse marco traz um ponto importante: transtorno bipolar não é exagero, não é frescura e não é falta de força. É uma condição real, que impacta profundamente a forma como a pessoa sente, pensa e vive.

E nem sempre isso aparece de forma evidente.

Existem casos mais intensos, que chamam atenção. Mas também existem aqueles silenciosos, que passam anos sendo interpretados de forma equivocada. Pessoas que são vistas como instáveis, desorganizadas, difíceis ou desmotivadas, quando, na verdade, estão lidando com algo que nunca foi compreendido corretamente.

O problema não é só o diagnóstico. É o tempo que se perde sem ele. O sofrimento que se prolonga, os rótulos que se acumulam e a culpa que a pessoa carrega por não conseguir “funcionar” como esperam.

Falar sobre saúde mental é abrir espaço para que mais pessoas se reconheçam, se compreendam e, principalmente, busquem o cuidado adequado.

Porque quando o sofrimento é nomeado, ele deixa de ser invisível.

Tem dores que não aparecem. Não fazem barulho, não pedem ajuda, não chamam atenção. Elas f**am ali, silenciosas, enquant...
08/04/2026

Tem dores que não aparecem. Não fazem barulho, não pedem ajuda, não chamam atenção. Elas f**am ali, silenciosas, enquanto a vida continua acontecendo do lado de fora.

Tem gente que aprendeu a seguir mesmo machucado. A sorrir quando precisava chorar, a resolver tudo enquanto estava cansado, a estar disponível para todo mundo, menos para si. E, com o tempo, isso vira padrão. A pessoa já nem percebe mais o quanto está carregando.

Essas dores não somem só porque foram ignoradas. Elas vão se organizando por dentro, influenciando a forma de pensar, de sentir, de se relacionar. Aparecem no cansaço que não passa, na irritação que surge sem explicação, na dificuldade de confiar, de se permitir, de simplesmente descansar.

Não é fraqueza sentir. E também não é força dar conta de tudo sozinho o tempo todo.

Tem coisa que precisa ser olhada, nomeada, compreendida. Porque quando a dor encontra espaço, ela deixa de comandar a vida em silêncio.

E, aos poucos, o que antes pesava tanto começa a encontrar outro lugar dentro de você.

O medo de decepcionar o outro nem sempre tem a ver com o outro. Muitas vezes, tem a ver com a dificuldade de sustentar a...
06/04/2026

O medo de decepcionar o outro nem sempre tem a ver com o outro. Muitas vezes, tem a ver com a dificuldade de sustentar a própria imperfeição.

Pessoas que se cobram demais, que tentam corresponder a tudo, que vivem antecipando erros para não frustrar ninguém. Mas, quando a gente aprofunda, não é só sobre responsabilidade ou cuidado. É sobre não conseguir lidar com a própria falha, com a possibilidade de não ser suficiente, com o desconforto de não atender expectativas.

E isso precisa ser dito com clareza: ninguém sustenta perfeição. E quando você tenta viver assim, o preço é alto. Ansiedade, culpa constante, exaustão emocional e uma sensação permanente de estar em dívida consigo e com o outro.

Não é o mundo que exige tanto o tempo todo. Muitas vezes, é você que não se permite ser humana.

Decepcionar faz parte das relações. Frustrar e ser frustrado também. Isso não te diminui, não te invalida, não te torna menos digna de afeto ou pertencimento. O problema começa quando você organiza toda a sua vida para evitar esse desconforto.

Como psicóloga, eu afirmo: maturidade emocional não é acertar sempre. É sustentar o erro sem se destruir por causa dele.

Enquanto você não aprender a se aceitar fora do lugar da perfeição, vai continuar vivendo para não decepcionar. e, no meio disso, se decepcionando com você mesma.

Quando a rejeição marca cedo, algo muda na forma de se relacionar com o mundo. A pessoa começa a se proteger antes mesmo...
01/04/2026

Quando a rejeição marca cedo, algo muda na forma de se relacionar com o mundo. A pessoa começa a se proteger antes mesmo de existir um risco real. Evita se expor, se antecipa ao afastamento, se retira antes de se envolver por completo. Não porque não queira vínculo, mas porque aprendeu que se aproximar pode doer.

É um movimento silencioso. Por fora, parece desapego. Por dentro, é medo. Medo de não ser escolhido, de não ser suficiente, de reviver a sensação de não pertencimento.

E, sem perceber, a pessoa passa a repetir o que mais teme: se afasta, se cala, não se mostra por inteiro. Não dá tempo para o outro f**ar, porque já foi embora antes.

Isso não é falta de interesse. É proteção.

Mas o que um dia protegeu, hoje pode limitar. Porque relações saudáveis exigem presença, troca e, em algum nível, vulnerabilidade. E isso só é possível quando o passado deixa de comandar as escolhas do presente.

O processo terapêutico ajuda a reconhecer esse padrão, entender de onde ele vem e construir uma forma mais segura de se relacionar, sem precisar desaparecer para não ser ferido.

Porque você não precisa ir embora de si para evitar que alguém vá.

30/03/2026

Nem toda dor é visível. Algumas não aparecem em forma de choro, crise ou desabafo. Elas f**am guardadas. Engolidas. E, com o tempo, passam a influenciar a forma como você pensa, sente e se relaciona, sem que você perceba.

Muitas dessas dores surgem em experiências onde você precisou se adaptar para continuar pertencendo, sendo aceito ou evitando sofrimento maior. Então você aprendeu a se calar, a se controlar, a agradar, a não se expor, a não sentir tanto. Não porque quis, mas porque, naquele momento, era o que dava para fazer.

O problema é que o que foi engolido não desaparece. Ele se transforma em padrão. Em medo de rejeição, em necessidade de aprovação, em dificuldade de confiar, em excesso de controle ou em afastamento emocional. Aos poucos, aquilo que você não pôde expressar começa a organizar suas escolhas, suas relações e até a forma como você se enxerga.

Você não reage só ao presente. Muitas vezes, reage a histórias que ainda não foram compreendidas.

Por isso, o caminho não é se forçar a ser diferente. É entender o que, em você, precisou se proteger por tanto tempo. Quando essa dor é reconhecida, ela deixa de comandar a vida de forma silenciosa.

E, aos poucos, o que antes era defesa pode se tornar escolha.

27/03/2026

No começo, isso parece força. Independência, autonomia, capacidade de resolver tudo. A pessoa se acostuma a não pedir ajuda, a não depender, a não esperar nada de ninguém. E, aos poucos, isso vira padrão.

Mas existe um custo silencioso nisso.

Quando alguém aprende que precisa dar conta de tudo sozinho, também aprende a não confiar, a não se permitir ser vulnerável, a não relaxar na presença do outro. Receber cuidado começa a gerar desconforto. Parece estranho, excessivo ou até desnecessário.

E, sem perceber, a pessoa passa a sustentar tudo… inclusive o que não deveria.

Ser forte não deveria signif**ar estar sozinho. Conseguir se virar não anula a necessidade de vínculo, de apoio, de troca. O cuidado também precisa circular. Precisa ser recebido, não apenas oferecido.

Aprender a ser cuidado é tão importante quanto aprender a cuidar.

E isso também faz parte do processo.

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