Psilucimarabatista

Psilucimarabatista Psicóloga, 30 anos de experiência, psicoterapia focada em traumas (EMDR, Brainspotting, Experiência Somática), ofereço cursos e supervisão para psicólogos.

Escritora e palestrante.

10/02/2026

Talvez você tenha sido aquela criança que percebeu cedo demais:

Se eu cuidar deles…
se eu for forte…
se eu não der trabalho…
talvez alguém cuide de mim também.

Então você aprendeu a salvar.

Salvar o humor da mãe.
Salvar a paz da casa.
Salvar o pai da própria dor.
Salvar a família do conflito.

Mas a verdade silenciosa é esta:

Você não estava apenas cuidando.
Você estava tentando ser visto.
Amado.
Protegido.

A criança dentro de você fez um acordo invisível com a vida:
“Se eu salvar, talvez alguém me salve.”

E esse acordo não ficou na infância.

Na vida adulta, ele reaparece nos relacionamentos.

Você se envolve com quem precisa de ajuda.
Com quem está ferido.
Com quem é distante, confuso ou indisponível.

E, sem perceber, tenta salvar o parceiro…

não só por amor.

Mas porque, lá no fundo, a criança ainda espera:

“Desta vez, alguém vai me enxergar.”
“Desta vez, alguém vai me escolher.”
“Desta vez, alguém vai cuidar de mim.”

É como tentar reescrever a história antiga
usando um novo personagem.

Mas aqui está o despertar — com acolhimento:

Salvar o outro não cura a sua criança.
Se sacrif**ar não traz o amor que faltou.
Carregar o outro não preenche o vazio.

A cura começa quando você entende:

Você não precisa salvar ninguém para ser amado.
Você não precisa se abandonar para ser escolhido.

A criança que um dia salvou todo mundo
não precisa mais lutar por amor.

Agora, ela precisa de algo novo:

Alguém que a salve de dentro.

Você.


Psicóloga | Trauma & Regulação 🦋

09/02/2026

ROTEIRO DE RECONSTRUÇÃO DA CONFIANÇA
🧠 Princípio central
Se o corpo não confia, não é resistência.
É memória de sobrevivência.
A confiança não nasce da lógica.
Ela nasce de experiências repetidas de segurança.

1️⃣ Psicoeducação
Explique ao paciente:
• A amígdala reage ao perigo, não à razão.
• O sistema nervoso busca segurança, não lógica.
• Confiança = previsibilidade + ausência de ameaça.
Objetivo: retirar a culpa.

2️⃣ Mapear a resposta corporal
Pergunte:
“Quando alguém se aproxima emocionalmente, o que acontece no seu corpo?”
Observe sinais como:
• aperto no peito
• nó no estômago
• rigidez
• vontade de fugir ou se fechar
Orientação:
→ mão no local
→ respiração lenta
→ apenas observar, sem tentar mudar
Mensagem:
“Seu corpo está tentando te proteger.”

3️⃣ Micro-segurança (atualizar o presente)
• Olhe ao redor
• Nomeie 3 coisas seguras
• Sinta os pés no chão
• Perceba o apoio do corpo
Pergunta-chave:
“Existe algum perigo aqui, agora?”

4️⃣ Co-regulação
Confiança cresce com:
• tom de voz calmo
• ritmo lento
• previsibilidade
• ausência de invasão
Mensagem terapêutica:
“O seu corpo pode ir no tempo dele.”

5️⃣ Exercício corporal — Abraço de Segurança
• Cruze os braços e segure os ombros
• Inspire em 4
• Solte em 6
Repita internamente:
“Agora é diferente.”
“Estou seguro neste momento.”

6️⃣ Treino fora da sessão
Escolha uma pessoa segura:
• compartilhe algo pequeno
• observe a reação
• perceba o corpo
Pergunta:
“Meu corpo relaxou ou entrou em alerta?”

7️⃣ Reenquadramento
Desconfiança não é sabotagem.
É proteção.
O trabalho não é convencer a mente.
É ensinar ao corpo que o perigo passou.

🧬 Base neurobiológica
A confiança se reconstrói com:
• repetição
• previsibilidade
• ritmo lento

Resultados:
→ menor reatividade da amígdala
→ maior regulação pré-frontal
→ ativação do sistema ventral vagal

Frase de integração
“Confiança não é acreditar nas pessoas.
É o meu corpo aprender que agora estou seguro.”

Síntese
Quando o paciente não confia,
o problema não é a mente.
É um corpo
que ainda está vivendo no passado.

Compartilhe com quem precisa saber disso!


Psicóloga/ Trauma & Regulação 🦋

09/02/2026

Trauma não é apenas o que aconteceu com você.

É também o que faltou.

Como diz Gabor Maté:
uma criança não se traumatiza apenas por eventos terríveis…
ela também se fere com a ausência emocional, com o estresse dos pais, com a falta de presença segura.

Uma casa sem violência pode, ainda assim, ser um lugar de tensão.
Pais sobrecarregados.
Ansiosos.
Deprimidos.
Em constante estado de sobrevivência.

E a criança, com seu sistema nervoso imaturo, absorve tudo.

Ela sente o clima.
Ela percebe o olhar distante.
Ela capta a irritação contida.
Ela vive a insegurança que ninguém nomeia.

Porque para uma criança, o maior perigo não é o barulho lá fora.

É a desconexão de quem deveria ser o seu porto seguro.

E então o corpo aprende: – o mundo não é seguro
– preciso me adaptar
– preciso não dar trabalho
– preciso ser perfeito
– preciso desaparecer

Muitos adultos hoje carregam ansiedade, hipervigilância, culpa ou exaustão…
não por algo que aconteceu,
mas por algo essencial que não esteve presente.

Trauma não é só o excesso de dor.

Às vezes, é a falta de acolhimento.

E a boa notícia é: o que faltou lá atrás pode começar a ser construído agora — na terapia, nas relações seguras, na reconexão com o próprio corpo.

Você não está quebrado.
Você foi moldado por um ambiente estressado.

E o sistema nervoso pode aprender segurança de novo.


Psicóloga | Trauma & Regulação 🦋

07/02/2026

Você acha que tem insônia.
Mas talvez o seu corpo esteja lembrando
de noites em que você esteve sozinho demais para o que estava sentindo.

🌙 Para algumas pessoas, o problema não é o sono.
É o que a noite carrega.
Foi à noite que vieram as brigas.
Foi no escuro que vieram os gritos.
Foi na madrugada que o medo apareceu.
Foi ao anoitecer que alguém foi embora.
Ou que algo aconteceu… e ninguém protegeu.
Mas o que mais marca o sistema nervoso
não é só o que aconteceu.
É o desamparo.
É a sensação de:
“Estou sozinho. Ninguém vem.”

🧠 O cérebro não registra apenas o evento.
Ele registra o estado interno:
medo + solidão + falta de proteção.
E aprende:
noite é vulnerabilidade.
Silêncio é abandono.
Por isso, hoje: – o corpo entra em alerta quando tudo f**a quieto
– a mente começa a prever problemas
– o coração não desacelera
– o sono não chega, mesmo com exaustão
Não é falta de cansaço.
É excesso de vigilância.

💔 Muitas insônias são, na verdade,
a criança que um dia precisou enfrentar a escuridão
sem colo, sem segurança, sem alguém para dizer:
“Você não está sozinho.”
O adulto quer dormir.
Mas o sistema nervoso ainda está de plantão.

🌱 A cura não começa tentando forçar o sono.
Ela começa quando o corpo aprende, pouco a pouco,
que o desamparo acabou.
Que agora existe presença.
Que agora existe recurso.
Que agora existe proteção.
Regulação do sistema nervoso e psicoterapia informada para o trauma ajudam o cérebro a atualizar o tempo.
Porque o sono volta
quando o corpo deixa de se sentir sozinho no mundo.
Se isso fez sentido para você,
talvez a sua insônia não seja um problema de sono.
Talvez seja um corpo que aprendeu, cedo demais,
a atravessar a noite sem ninguém.

Lucimara Batista de Morais
Psicóloga | Trauma & Regulação 🦋

Se a noite desperta sensação de solidão ou alerta em você, escreva SEGURANÇA nos comentários.
Salve este post para lembrar: o seu corpo não está exagerando — ele só não esqueceu o desamparo.

07/02/2026

“A rejeição na infância me ensinou
a evitar, desconfiar e não depender.”
Mas isso não é apenas um relato emocional.
É um fenômeno documentado pela ciência.
Pesquisas em neurociência do desenvolvimento e apego mostram que a rejeição precoce — emocional ou relacional — altera a forma como o sistema nervoso organiza vínculo, segurança e proximidade.
Evitar não foi frieza.
Foi uma resposta adaptativa.
Estudos com neuroimagem indicam que crianças expostas à rejeição ou negligência apresentam hiperativação da amígdala e alterações no córtex pré-frontal medial — áreas envolvidas na leitura de ameaça e na regulação emocional.
O corpo aprende cedo: precisar é perigoso.

👶 A criança rejeitada não registra a experiência como um “evento isolado”.
Ela registra como estado corporal crônico.
Segundo pesquisas sobre apego (Ainsworth, Bowlby) e aprofundamentos contemporâneos em trauma (van der Kolk), a rejeição repetida leva o organismo a desativar a busca por cuidado como forma de autoproteção.
Não depender não vira escolha.
Vira estratégia de sobrevivência.

🧠 Na vida adulta, isso se manifesta como: • dificuldade em confiar
• desconforto com intimidade
• autonomia defensiva
• tendência a sair antes de ser deixado
Não porque a pessoa “não sabe amar”,
mas porque o corpo associa proximidade à dor antiga.
Estudos em psicologia do trauma relacional mostram que o adulto não evita pessoas —
ele evita o estado interno de vulnerabilidade que um dia não foi seguro.

💔 A rejeição infantil não se dissolve com força de vontade ou insight.
Ela precisa de experiências corretivas de segurança, repetidas no corpo, no vínculo e no tempo.
A ciência é clara:
o sistema nervoso muda quando encontra presença consistente, não explicações.
Se isso te atravessou,
não tente se corrigir.
Isso não é falha de caráter.
É neurobiologia da sobrevivência.



Lucimara Batista de Morais
Psicóloga | Trauma & Regulação🦋

06/02/2026

Se as brigas ativam a criança ferida,
não adianta tentar resolver só com conversa.
É preciso desarmar o corpo primeiro.
Aqui estão caminhos práticos reais para interromper o ciclo antes que ele vire ataque, fuga ou colapso:
1️⃣ Pare de discutir quando o corpo já entrou em sobrevivência
Se a voz subiu, o peito apertou, o coração disparou ou veio vontade de atacar/fugir:
📛 a conversa já acabou.
Combine fora da crise uma frase-chave:
“Meu corpo saiu do lugar agora. Vamos pausar.”
Isso não é abandono.
É proteção do vínculo.
2️⃣ Troque o “quem está certo” por “o que foi ativado”
Em vez de:
“Você sempre faz isso!”
Experimente:
“Isso tocou um lugar antigo em mim.”
Essa mudança desarma o sistema de defesa e devolve escolha ao adulto.
3️⃣ Regule o corpo antes de continuar
Sem regulação, não existe diálogo adulto.
Use uma âncora física curta (1–3 minutos):
pés firmes no chão
pressão suave no peito e abdômen
olhar lento ao redor do ambiente
O objetivo não é “acalmar a emoção”.
É voltar para o presente.
4️⃣ Nomeie a parte ferida, não ataque o parceiro
Pergunta-chave:
“Quantos anos tem a parte de mim que está reagindo agora?”
Isso separa o passado do presente
e impede que a infância dirija a conversa.
5️⃣ Conversem depois — com o corpo calmo
Só depois da regulação falem de:
limites
necessidades
acordos
Nunca de “culpa”.
Casais não se curam vencendo discussões.
Se curam criando segurança relacional.
6️⃣ Quando isso se repete, ajuda especializada é essencial
Se o ciclo é recorrente, intenso ou destrutivo,
isso não se resolve só com boa vontade.
Traumas relacionais exigem:
psicoterapia informada para o trauma
compreensão do sistema nervoso
trabalho com partes internas e regulação
👉 Não para “culpar a infância”,
mas para impedir que ela continue governando o presente.
Buscar ajuda especializada não é sinal de fracasso no amor.
É sinal de maturidade emocional.
💬 Se você quer aprender a desarmar o conflito antes que ele vire dor, comenta SEGURANÇA.
📩 Se conhece um casal que se ama, mas se machuca, envia este post.
Amar com consciência não é não brigar.
É saber como parar antes de ferir — e como buscar ajuda quando sozinho não dá.


Psicóloga | Trauma

05/02/2026

🧠 COMO DESMONTAR A ARMADILHA DO CASAL ANSIOSO + ANSIOSO
(Na prática. Com ciência. E com ajuda real.)
🔴 Primeiro: a verdade que liberta
Diga claramente ao casal:
“O problema da relação não é falta de amor.
É um sistema nervoso ferido tentando amar.”
E aqui vem algo essencial:
👉 esse padrão não se resolve só com força de vontade, conversa ou maturidade emocional.
Porque ele não nasceu na relação atual.
Ele foi moldado na infância.
1️⃣ PASSO 1 — Separar amor de trauma
Casais ansiosos confundem ativação fisiológica com amor.
Intervenção prática:
“Isso que eu sinto agora é amor…
ou é meu sistema nervoso em pânico?”
Se for pânico: 🚫 a conversa precisa parar.
📌 Sem regulação, qualquer diálogo vira ataque, súplica ou colapso.
2️⃣ PASSO 2 — Criar o Protocolo Anti-Afogamento
O casal precisa de acordos claros, não promessas emocionais.
Frase-chave combinada:
“Eu tô ativado(a). Preciso regular antes de falar.”
Regra: • ninguém persegue
• ninguém abandona
• a conversa f**a pausada, não cancelada
Isso protege o vínculo e o sistema nervoso.
3️⃣ PASSO 3 — O corpo vem antes da conversa
Casais ansiosos não falham por falta de amor.
Falham porque o corpo entra em modo sobrevivência.
Exercício simples: • pés no chão
• mão no peito
• expiração mais longa
• frase interna:
“Agora não é infância. Agora eu sou adulto.”
Sem isso, o cérebro relacional não ativa.
4️⃣ PASSO 4 — Tirar o parceiro do papel de regulador
O parceiro não é terapeuta, nem boia, nem salvador.
Quando você exige resposta imediata, prova de amor ou fusão: ➡️ não é amor
➡️ é trauma pedindo segurança
Aprender isso já é um movimento terapêutico.
5️⃣ PASSO 5 — Onde entra a psicoterapia (isso é fundamental)
Aqui está a parte que muitos ignoram:
👉 Casais ansiosos raramente conseguem sair desse ciclo sozinhos.
Por quê?
Porque: • o trauma ativa antes da consciência
• o corpo reage antes da fala
• as feridas são antigas
• o medo de abandono distorce a percepção
A psicoterapia informada em trauma: ✔️ ensina regulação do sistema nervoso
✔️ ajuda a diferenciar passado de presente
✔️ trabalha a criança ferida sem colocá-la no parceiro
✔️ constrói segurança interna — não dependente do outro
📌 Compartilhe!

05/02/2026

🧠 Você não é exagerado… você é adaptado ao que viveu.
Quando uma criança cresce em um ambiente imprevisível, crítico, negligente ou assustador…
o cérebro não tem escolha: ele se reorganiza para sobreviver.

Ele aprende a:
⚠️ f**ar em alerta o tempo todo
⚠️ antecipar rejeições
⚠️ reagir com ansiedade, irritação ou congelamento
⚠️ transformar emoções em dor física, cansaço ou exaustão

Isso não é fraqueza.
Isso é neurobiologia do trauma.
O cérebro traumático passa a funcionar como se o perigo ainda estivesse acontecendo… mesmo quando a ameaça já passou.

Por isso, muitas pessoas se sentem:
• cansadas sem entender o motivo
• ansiosas mesmo quando “está tudo bem”
• com dificuldade de confiar
• com o corpo sempre tenso ou dolorido
• com medo de relaxar ou sentir felicidade

O que pouca gente explica é que o trauma não é só uma lembrança.
Ele pode alterar circuitos ligados ao medo, ao estresse e até à forma como o corpo percebe dor e segurança.
Mas existe algo muito importante que você precisa saber:
✨ O cérebro também é capaz de reaprender segurança.
✨ O sistema nervoso pode voltar a sentir calma.
✨ O que foi adaptado para sobreviver pode ser reorganizado para viver.

A cura não começa tentando “ser diferente”…
Ela começa entendendo que seu cérebro tentou te proteger da única forma que sabia.

🦋 E quando você entende isso, a culpa começa a dar espaço para a compaixão.

💬 Me conta nos comentários:
Você sente que vive em alerta constante?


Psicóloga/ Trauma & Regulação 🦋

04/02/2026

Você não está cansada.
Seu cérebro está tentando sobreviver.
A fadiga crônica não nasce na preguiça.
Ela nasce no sistema nervoso.
Quando uma criança cresce em ambiente de medo, crítica, imprevisibilidade ou abandono emocional, o cérebro aprende cedo demais uma lição perigosa:
👉 “Estar alerta custa caro.”

🧠 O que a neurociência mostra:
Traumas de infância alteram profundamente os circuitos cerebrais que regulam energia, motivação e movimento.
🔹 Dopamina ↓
— menos impulso para iniciar tarefas
— sensação de “não consigo começar”
🔹 Serotonina ↓
— desânimo persistente
— dificuldade de sentir prazer ou esperança
🔹 Noradrenalina desregulada
— ou hiperalerta… ou colapso
— o corpo oscila entre tensão extrema e exaustão total
🔹 Cortisol cronicamente ativado (e depois esgotado)
— o corpo viveu tanto tempo em estresse que “queimou o motor”
O resultado?

🧠 Um cérebro que aprendeu que economizar energia é mais seguro do que viver.
Na infância, quando não era possível lutar nem fugir, o organismo escolheu a única saída disponível:
❄️ congelar.
Hoje, isso aparece como: – fadiga que não passa com sono
– corpo pesado
– mente lenta
– culpa por “não render”
Isso não é fraqueza.
É memória neurobiológica.

💬 Se isso descreve você, comenta CÉREBRO.
📩 Se alguém que você ama vive exausta e se chama de preguiçosa, envia este post.
Seu corpo não falhou.
Ele sobreviveu.


Psicóloga | Trauma & Regulação 🦋

03/02/2026

💔 Se você ama demais… e o outro parece sufocar.
💨 Se você precisa de espaço… e o outro entra em pânico.
Talvez o problema não seja falta de amor.
Talvez seja a combinação de apego.

🧠 No casal ambivalente + evitativo, acontece um desencontro profundo:
👉 Quem tem apego ambivalente
ama intensamente, busca proximidade, confirmação, resposta.
O silêncio do outro dói como abandono.
A distância ativa medo, ansiedade, urgência.
👉 Quem tem apego evitativo
ama, mas se sente invadido quando o vínculo aperta.
A demanda do outro ativa sufocamento.
A aproximação soa como perigo, não como aconchego.

🔥 E então o ciclo se repete:
Quanto mais um pede amor,
mais o outro pede ar.
Não porque não se importam.
Mas porque cada corpo aprendeu a sobreviver de um jeito.

🧩 Isso não é drama.
É sistema nervoso em alerta.
É história emocional não curada tentando se proteger.
💬 Se você se reconhece nesse lugar —
correndo atrás ou se afastando para não se perder —
saiba: isso pode ser compreendido e transformado.

✨ Relações não precisam doer para serem reais.
Mas precisam de consciência, regulação e segurança emocional.
🦋 Série “Quando amar machuca” — Episódio 1


Psicóloga | Trauma & Regulação 🦋

01/02/2026

💥 Se você tem fibromialgia, eu preciso te dizer algo importante:
a sua dor é real.
E ela não começou no músculo.

📚 Pesquisas em trauma e dor crônica mostram que a fibromialgia está ligada à sensibilização central — quando o cérebro passa a amplif**ar a dor depois de anos em estado de alerta.
Estudos descritos por Bessel van der Kolk mostram que o corpo pode continuar reagindo como se o perigo ainda existisse, mesmo décadas depois.
E Gabor Maté aponta que muitos quadros de dor crônica surgem em pessoas que aprenderam cedo a se adaptar demais para sobreviver.

🧠 O que isso tem a ver com a infância?
Quando uma criança cresce em ambientes de: • medo
• críticas constantes
• abandono emocional
• excesso de responsabilidade
• necessidade de agradar para manter vínculo

o sistema nervoso aprende uma regra silenciosa:
👉 “relaxar não é seguro.”
Esse corpo cresce.
Vira adulto.
Mas o alarme nunca desliga.

📌 Exemplos que vejo todos os dias na clínica: • adultos que “aguentam tudo” e só desabam no corpo
• pessoas que não sabem parar, descansar ou pedir ajuda
• histórias de infância onde não havia colo, escuta ou proteção
• emoções engolidas por anos — que hoje doem nos músculos

💊 O remédio pode diminuir o volume da dor.
Mas não ensina o sistema nervoso a se sentir seguro.

🦋 Fibromialgia não é fraqueza.
É um corpo que foi forte por tempo demais.
Se isso tocou você, salve este post.
E compartilhe com quem ainda acha que essa dor é “coisa da cabeça” —
quando, na verdade, é história gravada no corpo.







LucimaraBatistaDeMorais
Psicóloga especialista em trauma.
Trauma & Regulação 🦋

31/01/2026

Você não é o que aconteceu com você.
Mas o seu corpo pode ter aprendido a acreditar que é.
A vergonha traumática não nasce de um erro isolado.
Ela se forma quando, lá atrás, ser quem você era colocou o vínculo em risco.

Não foi só a crítica.
Foi o riso quando você chorava.
Foi o silêncio quando você pediu ajuda.
Foi o olhar que dizia “tem algo errado com você”.
Então o corpo aprendeu a se encolher.
A se ajustar.
A se vigiar o tempo todo.

Hoje, isso aparece como:
– medo intenso de errar
– perfeccionismo rígido
– dificuldade de se expor
– colapso diante de críticas pequenas
– vontade de sumir
Isso não é drama.
Não é falta de autoestima.
É um sistema nervoso tentando evitar rejeição.

🧠 Vergonha traumática não diz “eu errei”.
Ela sussurra “eu sou o erro”.
E é por isso que ela não se cura com conselho, lógica ou força de vontade.
Ela se transforma com segurança relacional, regulação do corpo e vínculos que não humilham.

🦋 Você não é defeituosa.
Você é alguém que precisou se adaptar cedo demais para continuar pertencendo.

Se isso tocou você, salve este post.
Compartilhe com quem sempre se sente “errado” sem saber por quê.
E lembre: curar a vergonha não é se tornar outra pessoa — é parar de se esconder de si. Procure a psicoterapia informada para o trauma.


Psicóloga/ Trauma & Regulação 🦋

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