09/02/2026
O “super alimento” não nasceu na natureza.
Nasceu no marketing.
Nos últimos anos, a mídia, influenciadores e a indústria alimentícia criaram a ideia do alimento perfeito:
sem lactose, sem glúten, sem açúcar, sem gordura, sem “tudo”.
O problema?
Esse “super alimento” quase sempre é ultraprocessado.
Criou-se uma confusão nutricional perigosa:
a ideia de que retirar componentes transforma um produto industrializado em algo mais saudável do que comida de verdade.
Essa confusão é amplificada pela mídia social.
Afinal, a influenciadora com o corpo perfeito aparece consumindo e fazendo propaganda desse “super alimento”, associando o produto a um resultado estético desejável — e a um conceito atraente, simples e promissor.
👉 Para algumas pessoas, retirar lactose, glúten ou açúcar é necessário e terapêutico.
👉 Mas isso não transforma automaticamente um alimento industrializado na base de uma alimentação saudável.
🥦 Comida de verdade não precisa de marketing.
Ela não vem com selo chamativo.
Não promete milagres.
Não depende de “sem isso” ou “sem aquilo”.
Ela simplesmente funciona.
Frutas, verduras, legumes, ovos, arroz, feijão, raízes, carnes, azeite.
Reconhecíveis. Simples. Acessíveis.
Para a maioria das pessoas, essa sempre foi — e continua sendo — a base mais sólida da saúde.
✨ Antes de perguntar “o que esse produto não tem?”,
talvez a pergunta certa seja:
“Isso ainda é comida?”