05/01/2026
Infelizmente, muitas mães ainda escutam que estão exagerando, que é “coisa da cabeça”, que é ansiedade. E isso machuca. Faz a gente duvidar de si mesma, silenciar uma percepção que é profunda, legítima e construída a partir de conexão diária, de presença, de amor.
Como profissional da saúde e como mãe, eu afirmo com muita responsabilidade: esse sentimento não é exagero, é atenção. Ouvir o instinto materno não signif**a pânico, signif**a cuidado. É ele que faz você observar mais de perto, buscar ajuda, insistir quando algo não encaixa.
E, em muitos casos, é exatamente essa insistência que faz toda a diferença no desfecho. Quantas vezes uma mãe percebeu algo cedo e, por não ser ouvida, viu o quadro se agravar?
Confie no que você sente. O seu instinto é sagrado porque nasce do vínculo mais profundo que existe. Se algo no seu filho não parece certo, vale investigar, vale perguntar, vale procurar um profissional que escute você com respeito. Cuidar também é confiar na sua percepção.
E, muitas vezes, é isso que protege e salva.