17/12/2025
Sabe aquele momento em que você chega na sessão e fala de tudo que aconteceu na semana…
mas f**a um silêncio estranho quando o assunto se aproxima do que realmente te machucou?
Você percebe o incômodo, muda de tema rápido, tenta parecer “bem”, tenta não demonstrar demais.
E, no fundo, sente uma pontinha de vergonha por estar fugindo, mesmo querendo avançar.
Não porque você não quer melhorar, mas porque existe uma parte sua que ainda não acredita que é seguro tocar nesse assunto.
Na terapia, esse movimento não é visto como fraqueza.
É visto como um pedido interno por cuidado.
E a gente trabalha exatamente nesse ponto: no ritmo que sua história suporta, sem pressa, sem cobrança, sem arrancar nada de você.
Resistir também é uma forma de dizer “ainda dói”.
E tudo que dói merece acolhimento.