07/05/2026
A ansiedade não é só “f**ar nervoso”. Psicologicamente, ela altera a forma como a pessoa percebe, interpreta e reage ao mundo. Quem está ansioso tende a superestimar ameaças, antecipar cenários negativos e agir como se o pior já fosse acontecer. Isso leva a comportamentos como evitar situações, buscar controle excessivo, precisar de garantias o tempo todo ou até se paralisar diante de decisões simples. Com o tempo, esses padrões reforçam o ciclo da própria ansiedade: quanto mais a pessoa evita ou tenta controlar tudo, menos ela aprende que conseguiria lidar com aquilo.
Além disso, a ansiedade impacta diretamente os pensamentos automáticos. Surgem ideias rígidas e distorcidas, como “não vou dar conta”, “vai dar errado”, “se algo sair do controle, será insuportável”. Essas interpretações alimentam emoções intensas e respostas físicas, como tensão, taquicardia e inquietação.
É aí que a psicologia entra de forma prática e estruturada. O trabalho terapêutico ajuda a pessoa a identif**ar esses padrões de pensamento, questionar distorções e desenvolver respostas mais realistas. Também atua na mudança de comportamento, incentivando a exposição gradual ao que é evitado e reduzindo estratégias que mantêm a ansiedade. Não é sobre eliminar a ansiedade, mas sobre mudar a relação com ela, tornando-a menos dominante e mais administrável no dia a dia.
🧠Psicóloga Arianny Tenório
CRP: 15/4431