19/03/2016
SINMED DEFENDE MUDANÇAS NO BRASIL
O Sindicato dos Médicos de Alagoas acompanha com atenção os aconteci-mentos que movimentam a política nacional e que estão levando a população às ruas para se manifestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff. O sindicato esteve presente às manifestações de domingo, 13 de março, na orla de Maceió, e continuará indo às ruas até que as mudanças exigidas pela maioria dos brasileiros aconteçam.
Para a diretoria da entidade, o sindicato não pode se omitir e deve sim se juntar aos movimentos sociais do bem, que discordam da forma como a atual presidente está conduzindo o país, sacudido a cada dia por novos escândalos de corrupção e mergulhado numa crise que só se aprofunda.
A decisão de nomear o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva como ministro da Casa Civil para protegê-lo de um provável pedido de prisão causou e ainda cau-sa indignação, fortalecendo o clamar pela renúncia de Dilma. Mas o desrespeito ao Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Ministério Público Federal, Justiça Federal e Polícia Federal, além dos insultos à Câmara dos Deputados e Senado Federal, flagrados nas gravações resultantes dos grampos no telefone de Lula chocaram e revoltaram ainda mais os brasileiros.
O que se espera é que o STF, STJ, MPF e outras importantes instituições que foram desrespeitadas reajam à altura, mostrando dignidade e se imponham, atuando para acabar com a corrupção desenfreada e a imoralidade do atual governo.
Apoio ao acampamento na Ponta Verde
Desde a noite da última quarta-feira, quando milhares de pessoas foram às ruas em todo o Brasil para protestar contra o governo, pedir a renúncia ou o impeachment de Dilma e a prisão de Lula, manifestantes estão acampados na Praça Gogó da Ema, na Ponta Verde, em frente ao antigo Alagoinhas. Eles permaneceram no local depois de saírem em passeata em protesto à nomeação do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil.
Os manifestantes dizem que só deixarão o local quando o pedido de impeachment de Dilma for encaminhado ao STF ou, antes disso, se a presidente renunciar. E pedem que as pessoas que apoiam a causa apareçam para fortalecer o protesto.
Na praça estão à venda camisetas e bonecos infláveis de Lula caracterizado de presi-diário. O objetivo é angariar recursos para promover novas manifestações, como a do último domingo, 13 de março. O Sinmed apoia o acampamento e pede a quem for contra a corrupção e os desmandos do governo do PT que reforcem os protestos.
Sinmed e prefeito de Maceió iniciam diálogo
Na audiência da última quarta-feira (16) do Sinmed, uma comissão de médicos, o secretário municipal de saúde, Thomaz Nonô, e o prefeito de Maceió, Rui Palmeira, foi finalmente aberto um canal de negociação para tratar da questão salarial dos médicos do município, assim como das condições de trabalho. O Sinmed levou à reunião a pauta de reivindicações da categoria, incluindo o descongelamento do PCCV.
O prefeito explicou que o PCCV só pode ser descongelado quando o salário do cargo de prefeito tiver reajuste, o que acontece a cada quatro anos. O próximo quadriênio acontece no final deste ano. Os médicos estão insatisfeitos devido às perdas salariais acumuladas, entre 50% e 70%. Como forma de compensação por essas perdas, enquanto o PCCV continua congelado, o Sinmed reivindicou a implantação dos enquadramentos por produtividade, tempo de serviço e qualif**ação profissional, que não têm sido respeitados.
Sobre esse assunto, o Sinmed irá conversar com a Secretaria Municipal de Adminis-tração, antes retornar para uma nova rodada de negociação com o prefeito. Sobre o aumento de 2,2% que todas as categorias de servidores estão questionando na Justiça, o prefeito disse que a questão está no Tribunal de Justiça, que ele vai cumprir o que for decido e que o reajuste que for definido para as demais categorias será estendido aos médicos.
Finalmente, com relação às condições de trabalho nos postos da rede municipal, o prefeito disse que os processos de licitação dificultam uma solução mais rápida, mas que aos poucos está solucionando o problema da falta de suprimentos e também as reformas necessá-rias, como no caso do PAM Salgadinho. A audiência transcorreu num clima respeitoso entre as partes e foi considerada proveitosa pela diretoria do Sinmed e pela comissão de médicos que participou do encontro.
Pagamento da Contribuição Sindical é obrigatório
O Sinmed já encaminhou aos médicos os novos boletos da Contribuição Sindical 2016 em substituição aos primeiros, que seguiram com erro no código de barras. Mas caso alguém não tenha recebido pode solicitar o envio por e-mail através do endereço sinmedal@bol.com.br ou por telefone, ligando para 3221.0461.
A Contribuição Sindical é um tributo previsto no art. 8º, inciso IV da Constituição Federal de 1988 e também nos artigos 578 a 591 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), de pagamento obrigatório, recolhido uma vez por ano. Todos que participam de uma determinada categoria econômica ou profissional ou de uma profissão liberal devem pagar independente de filiação a alguma entidade sindical.