Ser Especial É Ser Você Mesma

Ser Especial É Ser Você Mesma Trago direcionamentos de autoconhecimento ao público "FEMININO"!

14/04/2026
Certa vez perguntaram a Bob Marley se a mulher perfeita existia.Ele respondeu: “Quem se importa com a perfeição?”A lua n...
03/02/2026

Certa vez perguntaram a Bob Marley se a mulher perfeita existia.
Ele respondeu: “Quem se importa com a perfeição?”

A lua não é perfeita — está cheia de crateras.
O mar é incrivelmente belo, mas é salgado e escuro em suas profundezas.
O céu é sempre infinito, mas muitas vezes está coberto de nuvens.

Assim, tudo o que é belo não é perfeito — é especial.
Por isso, toda mulher pode ser especial para alguém.

Pare de buscar ser “perfeita”.
Busque ser livre e viver, fazendo o que você ama,
não tentando impressionar os outros.

Muitas mulheres ganham peso como forma de defesa! O corpo que aprendeu a se proteger!
27/01/2026

Muitas mulheres ganham peso como forma de defesa! O corpo que aprendeu a se proteger!

Peso não é descuido, é armadura! Pois é o corpo que aprendeu a sobreviver ganhando peso!
27/01/2026

Peso não é descuido, é armadura! Pois é o corpo que aprendeu a sobreviver ganhando peso!

Ela tinha apenas 12 anos quando o namorado pediu que se encontrassem na floresta.
Quando chegou lá, doze crianças a esperavam.

Ela não contou a ninguém.
Guardou silêncio por anos.
Depois escreveu — e mudou a forma como falamos sobre sobrevivência.

Roxane Gay cresceu em Omaha, Nebraska, em uma família haitiana afetuosa. Os pais perceberam cedo sua imaginação e lhe deram uma máquina de escrever quando ela ainda inventava histórias. Era tímida, desajeitada, feliz entre livros. Adorava os irmãos mais novos.

“Eu tinha 12 anos quando isso aconteceu.”
Anos depois, em uma palestra no TED, ela diria:
“Chamo de acidente. Preciso desse nome para suportar o peso do que foi.”

Ele levou amigos. Doze.
“Naquela idade, eu ainda não sabia o que os meninos podem fazer para quebrar uma garota”, escreveu Roxane.
Eles a trataram como se ela não valesse nada.

Ela voltou para casa diferente.
Mas não falou.
Nem com os pais. Nem com os irmãos. Nem com adulto algum.

Em vez disso, começou a comer.
“De propósito”, escreveu.
Pensou: Vou engordar para que os meninos me deixem em paz.

Seu corpo tornou-se uma fortaleza.
Carne como armadura.
Peso como proteção.

Os pais a viam mudar sem compreender. Tentavam dietas, advertências, correções. Mas bastava alguém comentar sobre seu corpo para que ela recuperasse todo o peso. Aquela armadura não era negociável.

Entrou em Yale para estudar medicina.
Aos 19 anos, fugiu com um homem que conheceu online. Pela primeira vez, deixou de fingir ser a filha exemplar.

Os pais levaram um ano para encontrá-la.
Ela voltou para Nebraska, deixou Yale e recomeçou do zero.

Fez mestrado. Depois doutorado. Tornou-se professora.
Escrevia de tudo: contos, ensaios, textos acadêmicos, erotismo sob pseudônimo.

Cada palavra era uma maneira de dizer o que nunca conseguiu dizer em voz alta.

Em 2012, quase vinte anos depois, escreveu finalmente sobre a floresta.
What We Hunger For foi um golpe no silêncio. Não falava apenas da violência, mas de tudo o que veio depois: os anos vividos dentro de um corpo usado como escudo.

As mulheres responderam imediatamente.
Centenas. Depois milhares.

Elas reconheceram o silêncio.
A vergonha.
As estratégias que parecem autodestrutivas, mas que são, na verdade, formas de sobreviver.

Em 2014, publicou Bad Feminist.
O título era uma afirmação.

Roxane se dizia uma “feminista ruim” porque gostava de coisas que o feminismo tradicional desaprovava: música pop, rosa, romances românticos.

Perfeição, escreveu ela, é uma armadilha.
E o feminismo também precisa acolher contradições.
Melhor uma feminista imperfeita do que nenhuma.

O livro foi um sucesso.
Roxane estava em todos os lugares: escrevendo, ensinando, falando.

E então vieram os rótulos.

Falava de raça? Divisiva.
De feminismo? Exigente demais.
De peso? Irresponsável.
Como editora? Difícil.

Ela entendeu o mecanismo.

Quando uma mulher pede igualdade, é chamada de difícil, emotiva, exagerada.
Isso diz muito sobre quem se beneficia do silêncio.

Ela viveu em silêncio por vinte anos.
Sabia exatamente quem ele protegia.

Por isso continuou a escrever.

A fome dividiu sua vida em duas partes: antes e depois daquela floresta.
Not That Bad reuniu vozes silenciadas por tempo demais.
Cada livro quebrava um pedaço do silêncio coletivo.

Mentora, editora, ativista, Roxane Gay passou a criar espaços para quem sempre foi ignorado.

As críticas nunca cessaram.
Radical. Zangada. Excessiva.

Ela sabia que essas palavras não eram neutras.
Eram instrumentos.
Serviam para diminuir, silenciar, apagar.

Mas Roxane entendeu algo fundamental:

Se o seu silêncio convém a alguém,
a sua voz é uma ameaça.

Ela nunca fingiu estar “curada”.
“Curada o máximo possível”, disse certa vez.

Mas provou algo essencial:
sobreviver não signif**a parecer forte.

Às vezes, sobreviver signif**a dizer a verdade.

A menina que construiu uma fortaleza ao redor do próprio corpo tornou-se a mulher que construiu uma vida com a própria voz.

E toda vez que alguém a chama de difícil, emocional ou excessiva, ela sabe:
disse exatamente aquilo que esperavam que ela nunca dissesse.

A pergunta que f**a é simples — e incômoda:

por que ainda punimos mais quem fala sobre a violência
do que quem a comete?

Endereço

Maceió, AL

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