06/05/2026
Imagina só: 2026, e Sigmund Freud ainda é aquele cara que manda no grupo sem estar no grupo. O pai da psicanálise morreu há quase 90 anos, mas o legado dele tá mais vivo que notificação de Instagram. 170 anos se passaram após a criação da Psicanálise…
Antes de Freud, a gente achava que era 100% racional. Tipo personagem de planilha do Excel. Aí chega ele em Viena, com charuto na mão, e fala:
“Calma, tem um HD oculto rodando aí chamado inconsciente. E ele decide muita coisa por você.”
Foi ele quem botou no mapa a ideia de que sonhar com cobra não é só sonhar com cobra. Que chiste, ato falho e aquela raiva que você não sabe de onde vem têm história. Ele criou um espaço pra gente falar sem filtro: o divã. O primeiro lugar seguro pra ser contraditório, confuso e humano.
Porque descobriu que “Falar” cura, toda vez que você desabafa sente o peso sair do peito.
Aquela ansiedade do nada? Aquela birra com alguém que nem te fez nada? Freud mostrou que comportamento tem subtexto. E ler o subtexto muda o jogo.
Você não é culpado por tudo, mas é responsável: Ele tirou a gente do “é frescura” e colocou no “vamos entender de onde vem”. E isso é libertador.
E com todo seu trabalho penso, será que Freud seria feliz hoje? Eu acredito que sim porque finalmente as pessoas estão vendo e sentindo e a importância da terapia. Porque meme de “meu terapeuta depois que eu conto a mesma história pela 15ª vez” existe. Porque a gente entende que rir dos próprios atos falhos é saúde mental.
Ele não tinha todas as respostas, e muita coisa dele já foi atualizada. Mas o convite continua o mesmo, e é bem atual: olha pra dentro sem medo. Sua mente tem histórias incríveis pra te contar.
E quando você escuta, para de repetir e começa a escolher.
No fim, Freud nos deu a melhor licença poética: ser humano pode ser bagunçado. E tá tudo bem. O importante é transformar o piloto automático em consciência.
E com essa fala te pergunto, você já se deu a oportunidade de ouvir e ser ouvido por um psicanalista?