10/06/2020
Ciúme é uma emoção básica. Crianças sentem ciúmes quando seus brinquedos são tomados ‘emprestado’ por outras crianças. Ciúmes é uma maneira como nosso cérebro envia a mensagem: ‘Ei, isso é seu e você tem que proteger’. Parece muito útil e natural que pessoas sintam ciúmes, afinal é uma instinto de preservação. Porém, através da história e cultura, ciúmes pode ser dessas emoções que confundem as pessoas. Há quem diga que ter ciúmes é ‘ruim’ ou mau, pois nos faz querer ter controle das coisas, mesmo daquilo que não podemos controlar. Ciúmes pode se propagar tanto que influencia a maneira como interpretamos situações, fazendo, por exemplo, com que ingênuas trocas de mensagens entre amigos se tornem fonte de estresse e desentendimento para um casal. Por outro lado, se queremos proteger tanto, deve ser porque nos importamos, certo? (será?) Os que pensam assim fazem parte do grupo de pessoas que vêm (equivocadamente) no ciúmes, a expressão de amor e cuidado. E assim, em meio à discussão daqueles que são a favor ou contra o ciúmes, esquecemos que ciúme nada mais é que uma emoção, e portanto uma informação. A ideia aqui não é controlar e nem sufocar, mas sim fazer com que estejamos alerta ao risco de que nem tudo nos pertence totalmente ou é eterno. É um lembrete de que precisamos fazer por merecer o que temos e sermos agradecidos por tudo o que conquistamos. E o seu medo de perder algo ou alguém, é real ou imaginário?