16/01/2024
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que cerca de um bilhão de pessoas vivem com algum tipo de transtorno mental, e quando o assunto é ansiedade, o Brasil ocupa o primeiro lugar no mundo e o quinto em número de depressivos. (globo.noticia 06/01/2024)
Estima-se que 7,3% das crianças com 5 a 10 anos e 10,1% dos adolescentes de 10 a 15 anos sofrem de algum transtorno mental.
Os trantornos com mais prevalência na infância são: depressão, transtornos de ansiedade, transtornos de déficit de atenção/ hiperatividade (TDAH), transtorno por uso de substâncias e transtorno de conduta.
Saúde mental implica muito mais que a ausência de doenças mentais. Falar de saúde mental abrange a promoção de saúde, ou seja, é ter espaço para falarmos da nossa subjetividade, das nossas emoções e sentimentos; é avaliarmos nosso propósito de vida; é conseguir observar e lidar com o desenvolvimento das diversas áreas da nossa vida, o que inclui não apenas saúde física, mas também relacionamentos interpessoais, espiritualidade, hobbies, profissão, contribuição social, desenvolvimento intelectual, entre outros.
E infelizmente muitas vezes as crianças não são ouvidas, por acharem que "criança não tem problema", " infância é só brincadeira" e nesse sentido, a criança não é ouvida, não é respeitada pela sua individualidade, suas diferenças, suas expressões emocionais e suas janelas de desenvolvimento, passando então por uma invalidação emocional.
Falar sobre saúde mental e desenvolver habilidades socioemocionais na infância são formas de promover resiliência diminuindo a probabilidade de transtornos mentais na adolescência e na vida adulta.