Consultório de Psiquiatria Luiz Eduardo Wawrick Fonseca

Consultório de Psiquiatria Luiz Eduardo Wawrick Fonseca Esclarecer dúvidas sobre psiquiatria e saúde mental Essa página tem como objetivo esclarecer dúvidas pertinentes relação à psiquiatria e saúde mental.

29/12/2025

🎭🧠 **Quando a arte traduz o que a clínica escuta.**

No vídeo, Tânia Galakhova retrata com profundidade como é viver com depressão:
não apenas a tristeza, mas o **vazio**, o cansaço constante, a perda de sentido e a luta diária para continuar funcionando.

Na psiquiatria, sabemos que a depressão não é fraqueza nem falta de vontade.
É um transtorno que altera a forma como a pessoa sente, pensa e se relaciona com o mundo — muitas vezes de maneira silenciosa e invisível aos outros.

Representações como essa ajudam a romper o estigma e a aproximar a sociedade da realidade de quem convive com a doença.
Porque, quando a dor é reconhecida, o sofrimento deixa de ser solitário.

📌 Falar sobre depressão não romantiza.
Humaniza. Informa. Salva.

💡 Tratamento existe.
E ninguém precisa atravessar isso sozinho.

Quando o ano pesa no corpo.O fim do ano não traz apenas balanços e encerramentos.Para muitos, traz **exaustão psíquica a...
22/12/2025

Quando o ano pesa no corpo.

O fim do ano não traz apenas balanços e encerramentos.
Para muitos, traz **exaustão psíquica acumulada**.

Ao longo dos meses, o cérebro sustenta cobranças, perdas, adaptações e expectativas.
Em dezembro, quando o ritmo diminui, o corpo finalmente sinaliza o que foi silenciado:
🔹 fadiga intensa,
🔹 irritabilidade,
🔹 dores difusas,
🔹 queda de energia,
🔹 dificuldade de concentração ou desânimo.

Não é falta de gratidão.
É **sobrecarga do sistema nervoso**.

Do ponto de vista psiquiátrico, esse cansaço reflete um estado prolongado de estresse, com impacto na regulação emocional, no sono e na imunidade.
O corpo fala quando a mente não teve espaço para parar.

📌 Cuidar da saúde mental também é reconhecer limites.
Nem todo cansaço se resolve com férias — alguns pedem escuta, ajuste de ritmo e cuidado profissional.

✨ O ano termina.
Mas você não precisa terminar esgotado.

18/12/2025

🧠 **Quando o trauma vira compulsão.**

Experiências adversas na infância alteram o desenvolvimento do sistema de regulação emocional e dos circuitos de recompensa do cérebro.
Na vida adulta, essa desorganização pode se manifestar como **adicção ou comportamentos compulsivos** — não por falta de controle moral, mas como tentativa de aliviar uma dor psíquica não elaborada.

O que chamamos de vício, muitas vezes, é um **mecanismo de sobrevivência** aprendido cedo:
algo que anestesia, distrai ou oferece sensação momentânea de alívio e controle.

📌 A clínica mostra que, sem acesso à memória traumática e à regulação emocional segura, o cérebro busca repetição, intensidade e fuga.
Por isso, tratar apenas o comportamento raramente é suficiente.

💡 O cuidado efetivo passa por reconhecer o trauma, reconstruir segurança interna e oferecer alternativas saudáveis de regulação.
Não é fraqueza.
É neuroadaptação.

Na psiquiatria, chamamos isso de **parentificação** e **hipermaturidade precoce** — quando a criança assume responsabili...
16/12/2025

Na psiquiatria, chamamos isso de **parentificação** e **hipermaturidade precoce** — quando a criança assume responsabilidades emocionais ou práticas que não correspondem à sua etapa de desenvolvimento.

Essas crianças aprendem cedo a conter emoções, a cuidar dos outros e a “dar conta” do que não deveriam.
Parecem fortes, maduras, responsáveis.
Mas essa maturidade vem à custa da própria infância.

Na vida adulta, esse padrão costuma reaparecer como:
🔹 dificuldade de pedir ajuda,
🔹 culpa ao descansar,
🔹 hiper-responsabilidade,
🔹 medo de depender,
🔹 sensação constante de estar em dívida com o mundo.

📌 Não foi escolha. Foi adaptação.
O cérebro infantil se moldou para sobreviver a um ambiente que exigia mais do que ele podia oferecer.

💡 O tratamento passa por reconhecer essa história, reconstruir limites internos e permitir que o adulto de hoje viva o que a criança não pôde.
Crescer cedo demais deixa marcas — mas elas podem ser cuidadas.

15/12/2025

A grande revelação 🫣

12/12/2025

🧠 **O perfeccionismo que não é virtude — é sofrimento.**

No **Transtorno de Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC)**, o perfeccionismo não aparece como busca de excelência, mas como **rigidez**, **autocobrança extrema** e **medo constante de errar**.
É uma forma de controle que aprisiona, não que organiza.

O paciente vive em um ciclo de:
🔹 padrões inalcançáveis,
🔹 necessidade excessiva de ordem,
🔹 preocupação persistente com detalhes,
🔹 dificuldade de delegar,
🔹 e incapacidade de relaxar sem culpa.

Esse perfeccionismo não melhora a vida — **limita**.
Rouba espontaneidade, afeto, descanso e até oportunidades.
A pessoa parece funcional, produtiva, “exemplar”…
mas por dentro está exausta.

O TPOC não é TOC.
É um padrão fixo de personalidade, marcado por rigidez emocional e comportamental que atravessa todas as áreas da vida.

📌 E, apesar de silencioso, é profundamente doloroso.
Muitos só procuram ajuda quando percebem que o padrão de excelência virou **auto-aniquilação emocional**.

💡 O tratamento envolve flexibilização cognitiva, trabalho de autocompaixão e construção de uma vida possível — não perfeita.
Porque saúde mental não é fazer tudo certo:
é aprender a existir sem se punir.

No TEPT complexo, o impacto não está apenas no que foi vivido — mas também no que o cérebro precisou esquecer para sobre...
10/12/2025

No TEPT complexo, o impacto não está apenas no que foi vivido — mas também no que o cérebro precisou esquecer para sobreviver.
Muitos traumas não ficam registrados como narrativas explícitas, e sim como memórias implícitas: sensações corporais, reações automáticas, padrões emocionais que surgem sem que a pessoa compreenda de onde vêm.

É por isso que o corpo reage antes da consciência.
E por que certos medos, vergonhas ou bloqueios persistem, mesmo sem lembrança clara do evento traumático.

O cérebro infantil, em especial, tende a transformar experiências insuportáveis em **fragmentos sensoriais**, desligando a memória declarativa para proteger a mente.
O resultado aparece na vida adulta:
🔹 hipervigilância,
🔹 dificuldade de confiar,
🔹 explosões emocionais,
🔹 desconexão afetiva,
🔹 sensação de “algo está errado em mim”.

Esse é o trauma silencioso: não lembrado, mas ativo.
Não visto, mas vivido.

📌 E o mais importante: **não é falha de caráter. É adaptação neurológica.**
O tratamento envolve reconstruir segurança, integrar memórias implícitas e fortalecer o corpo como fonte de regulação — passo a passo, dentro de um vínculo terapêutico estável.

04/12/2025

Às vezes, as vozes não são reais — mas as ideias que elas trazem parecem ser. 🤣 Você se identifica?

27/11/2025

Na maior serenidade 😌

24/11/2025

O Transtorno de Estresse Pós-Traumático não é “falta de superação”. É a consequência de um sistema nervoso que aprendeu a sobreviver — e agora precisa reaprender a viver.

🔁 O trauma se repete sem pedir permissão:
• lembranças intrusivas,
• pesadelos,
• sensação constante de perigo,
• hipervigilância,
• fuga emocional e comportamental.

📍Para quem vive isso, pequenas situações do cotidiano podem ativar reações intensas: taquicardia, medo, congelamento, irritabilidade.
Não é escolha. É memória emocional.

O TEPT como uma resposta prolongada a experiências extremamente ameaçadoras — violência, acidentes, abusos, perdas — que ultrapassam a capacidade de processamento psíquico no momento em que ocorreram.

Mas, com tratamento especializado focada em trauma e, quando necessário, suporte medicamentoso o cérebro pode se reorganizar.
Há vida depois do trauma.

O cuidado não apaga o passado, mas devolve ao paciente algo ainda mais valioso: o direito de viver sem medo do que já aconteceu.

Psiquiatria SaúdeMental

19/11/2025

Os desafios do TDAH em lembrar de detalhes simples.

Quem vive o Transtorno de Personalidade Borderline não sofre por “intensidade demais”. Sofre porque cada vínculo parece ...
18/11/2025

Quem vive o Transtorno de Personalidade Borderline não sofre por “intensidade demais”. Sofre porque cada vínculo parece ser a última chance de não ser abandonado.

A idealização surge rápido:
“Finalmente alguém que me entende.”
“Agora tudo vai mudar.”

Mas basta um sinal de distância — uma mensagem que demora, um tom diferente, um detalhe mínimo — para o medo ativar o pior cenário: “vou ser deixado mais uma vez”.

E aí o mesmo vínculo que era perfeição se torna ameaça.
É a oscilação dolorosa entre idealizar e desvalorizar, entre querer estar perto e temer ser ferido.

Essa instabilidade como um núcleo central do Borderline. Não é manipulação, não é fraqueza — é um padrão de apego formado em contextos de insegurança emocional profunda.

🧠 Com tratamento adequado e suporte psiquiátrico — essa dinâmica pode ser reorganizada.
O sofrimento não precisa ser destino.

Endereço

Avenida Mário Ypiranga, 315. Sala 803/Edifício The Office
Manaus, AM
69057-250

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 18:00

Telefone

+5592991950166

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Consultório de Psiquiatria Luiz Eduardo Wawrick Fonseca posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Consultório de Psiquiatria Luiz Eduardo Wawrick Fonseca:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram

Categoria