09/03/2026
Nós, mulheres, aprendemos que decidir sozinha é arriscado. Esses dias o Dani, meu marido, me disse que eu sempre peço aprovação dele, da minha psicóloga ou dos meus pais. Nós assimilamos que, se formos pacientes com a decisão do outro para guiar a nossa vida, a recompensa vem.
No primeiro relacionamento, perguntamos às amigas se ele foi realmente grosso ou se estávamos sensíveis porque “estava chegando a TPM”. Quantas vezes, na terapia, eu mostrei prints para provar que não estava louca, mesmo me sentindo assim?
No trabalho, buscamos a aprovação do chefe. Às vezes deixamos que o cliente decida se somos boas o suficiente. Se você muda de ideia só porque alguém pensa diferente, talvez não esteja conseguindo sustentar o desconforto de um posicionamento firme.
Autoconfiança não nasce da permissão alheia. Nasce de assumir responsabilidade pelos próprios desejos e seguir com suas escolhas, mesmo com medo.
Quando penso em autoconfiança, lembro de:
• Taylor Swift defendendo a capa e o título do álbum 1989 porque confiava na própria intuição.
• Todos os “quase algo” em que esperei ser escolhida.
• Minha mãe, que nunca escolhe o sabor da pizza quando há outras pessoas, principalmente meu pai, à mesa.
• A frase da Halsey: “sempre peça por perdão, mas nunca por permissão.”
Pergunte a si mesma:
– Quantas decisões da sua vida você realmente tomou sozinha?
– Na terapia, você busca reflexão ou autorização?
– Quando foi a última vez que sustentou uma escolha sem pedir validação?