Marcio Rocha

Marcio Rocha Informações para nos contatar, mapa e direções, formulário para nos contatar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Marcio Rocha, Serviço de saúde mental, Edifício Tower Office Center Rua Monsenhor Gonzalez nº 618/Sala 105, Manhuaçu.

Graduado em Psicologia, com especialização em Dependência Química na Universidade Federal de São João Del-Rei, UFSJ, Márcio também é Mestre em Psicanálise pela Universidad de Léon, UNILEON, Espanha.

08/05/2026 -   36 – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”Cuidar do meu jardim no apartamento me...
08/05/2026

08/05/2026 - 36 – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

Cuidar do meu jardim no apartamento me lembra isso todos os dias. As plantas respondem ao cuidado com beleza, crescimento e silêncio cheio de gratidão. É um vínculo simples, mas verdadeiro — basta presença, paciência e afeto.

Pena que com as pessoas nem sempre é assim. Nem todo laço floresce do mesmo jeito.
Ainda assim, sigo escolhendo cultivar o que vale a pena — na terra, na vida e no coração.

01/05/2026 -   35 – 1º de Maio, Dia do Trabalhador, à luz da Psicanálise  O Dia do Trabalhador costuma evocar lutas hist...
01/05/2026

01/05/2026 - 35 – 1º de Maio, Dia do Trabalhador, à luz da Psicanálise

O Dia do Trabalhador costuma evocar lutas históricas e direitos conquistados, mas a psicanálise amplia esse olhar ao revelar o mal-estar subjetivo que atravessa o trabalho na vida contemporânea.

Em O Mal-Estar na Civilização (1930), Freud argumenta que a cultura exige a renúncia das pulsões — sobretudo agressividade e sexualidade — como condição de convivência. O trabalho surge aí como eixo organizador, proteção contra o desamparo e forma de pertencimento. Ao mesmo tempo, transforma-se em fonte de culpa, exigência e sofrimento, alimentado pelo superego cultural que demanda produtividade incessante.

Na sociedade do cansaço descrita por Byung-Chul Han, a coerção já não vem de fora: o próprio sujeito se converte em fiscal de si mesmo, acreditando precisar “dar conta de tudo”. O resultado é um cenário de burnout, ansiedade e exaustão, em que as fronteiras entre vida e trabalho se apagam e o descanso passa a ser visto como inadequação.

Lacan também ajuda a pensar esse impasse ao aproximar o mais-de-gozar da mais-valia marxista. Se Marx descreve o excedente econômico apropriado pelo capital, Lacan mostra o sujeito contemporâneo capturado por um circuito de desejo infinito: sempre buscando “mais”, sempre reencontrando a falta. É o motor subjetivo que sustenta o discurso do capitalista e mantém o trabalhador preso à lógica da performance.

Por isso, neste 1º de maio, a psicanálise lembra que dignidade no trabalho não é só salário, carga horária ou contrato — é também saúde psíquica, direito ao ócio, ao limite, ao desejo e à vida que não se reduz à produtividade.

Lacan

29/04/2026

O que fazemos com nossos restos? Vergonha, honra e singularidade

No vídeo, falo sobre a ideia de Miller de que nossa “salvação” não vem dos ideais, mas dos restos — aquilo que tentamos esconder, o que nos causa vergonha, o que não cabe na imagem perfeita de nós mesmos.

A psicanálise mostra que é justamente esse pedaço rejeitado que carrega nossa singularidade. Vergonha e honra aparecem aí:
a vergonha tenta apagar o resto;
a honra é conseguir sustentá‑lo sem recuar de si.

É aprendendo a lidar com esses “dejetos” que algo realmente novo pode nascer na vida de cada sujeito.

22/04/2026 -   34 – Entre o desejo próprio e o ideal do outroO desejo nem sempre aponta para aquilo que realmente nos fa...
22/04/2026

22/04/2026 - 34 – Entre o desejo próprio e o ideal do outro

O desejo nem sempre aponta para aquilo que realmente nos faz bem. Muitas vezes, ele se confunde com imagens de felicidade, sucesso e plenitude que vemos no outro — especialmente nas redes sociais — e passamos a desejar o que não é nosso.

A psicanálise nos lembra que o sujeito não é totalmente transparente para si mesmo: desejamos a partir de faltas, idealizações e fantasias que nem sempre reconhecemos.

Por isso, é importante distinguir o desejo próprio do ideal do outro. Nem tudo o que parece felicidade no outro corresponde ao que precisamos para nós. Quando nos deixamos capturar por essas aparências, corremos o risco de nos afastar da nossa singularidade e virar reféns de desejos que não nos pertencem.

A psicanálise, nesse sentido, não oferece respostas prontas. Ela abre espaço para que cada sujeito possa escutar a si mesmo, compreender sua história e encontrar o que, de fato, lhe diz respeito.

20/04/2026

O luto nos lembra que a dor da perda não desaparece de imediato, mas pode se transformar em memória, presença e cuidado. Inspirado nas reflexões de Christian Dunker e Ana Cláudia Quintana Arantes, este vídeo fala sobre finitude, acolhimento e a importância de aprender a viver com mais sentido.
Pensar a morte não nos afasta da vida — ao contrário, pode nos ensinar a viver com mais verdade, mais coragem e mais presença. Em tempos em que tantas perdas nos atravessam, falar de luto é também falar de humanidade, vínculo e amor que permanece.

17/04/2026 -   33 – Entre o que nos atravessa e o que podemos elaborar A vida psíquica não se organiza apenas pelos gran...
17/04/2026

17/04/2026 - 33 – Entre o que nos atravessa e o que podemos elaborar

A vida psíquica não se organiza apenas pelos grandes acontecimentos. Muitas vezes, é no que parece pequeno, repetido e quase imperceptível que algo em nós se desarruma.

Somos atravessados, todos os dias, por experiências, exigências, perdas, impasses e afetos que nem sempre conseguimos nomear de imediato. E é justamente aí que a análise encontra seu lugar: no cuidado com aquilo que insiste, com aquilo que retorna, com aquilo que nos toca e nos desestabiliza sem que saibamos, de pronto, o que fazer com isso.

Freud nos ensina que não há sofrimento sem história. Há sempre algo do sujeito implicado naquilo que o afeta, mesmo quando isso se apresenta como sintoma, angústia ou repetição. E não é fácil perceber isso! Lacan, por sua vez, nos lembra que há um saber inconsciente em jogo, e que nem sempre se trata de eliminar o mal-estar, mas de poder escutá-lo de outro modo. Pra isso, é preciso disposição para olhar para si.

A análise não promete uma vida sem atravessamentos. Ela nos ajuda, antes, a sustentar o encontro com aquilo que nos desconcerta, para que possamos produzir uma resposta menos automática e mais singular diante do que insiste em nós.

Talvez seja isso: aprender a olhar para o pior sem se deixar capturar por ele.

08/04/2026

Coisas de fineza em psicanálise:
Nesta 1ª lição, Jacques-Alain Miller retoma Lacan para defender a especificidade da psicanálise diante da pressão por resultados rápidos, cura e adaptação social. Em vez de reduzir a análise a uma técnica terapêutica, ele destaca a importância do inconsciente, do desejo e do sinthoma, apontando para uma prática que sustenta a verdade singular do sujeito.

27/03/2026

Psicanálise: a escuta do seu desejo

Hoje, em Caratinga, realizamos o primeiro encontro presencial do curso Nós na Rede, um momento marcado por acolhimento, ...
26/03/2026

Hoje, em Caratinga, realizamos o primeiro encontro presencial do curso Nós na Rede, um momento marcado por acolhimento, integração e construção coletiva.

Ao longo da atividade, o grupo foi convidado a se conhecer melhor, compartilhar trajetórias, refletir sobre o cuidado em saúde mental, álcool e outras dr**as e, juntos, pactuar acordos de convivência para sustentar um percurso formativo respeitoso, participativo e colaborativo.

Também foi um espaço importante para fortalecer vínculos, ampliar a escuta e reafirmar o compromisso com uma formação alinhada ao cuidado em liberdade, à redução de danos e ao trabalho em rede.

Foi um encontro potente, cheio de trocas, afetos e aprendizagens, que abre caminho para os próximos momentos da formação.

Você já teve a sensação de entender exatamente por que age de determinada maneira, mas, ainda assim, não conseguir agir ...
04/03/2026

Você já teve a sensação de entender exatamente por que age de determinada maneira, mas, ainda assim, não conseguir agir diferente?

Muitas vezes, acreditamos que o sucesso de uma análise (ou terapia) está em simplesmente “descobrir o porquê” das coisas. Mas a verdade é que o objetivo principal da psicanálise não é a compreensão racional. É a mudança.

Como nos lembra Lacan, uma análise não chega a um desfecho bem-sucedido apenas porque percebemos algo conscientemente. O verdadeiro movimento transformador não é em direção à consciência, mas sim em direção à fala — e uma fala que encontra alguém disposto a escutar.

Não se trata de buscar significados fechados para tudo. O significado, muitas vezes, é apenas uma armadilha onde o nosso eu se acomoda.Trata-se de colocar o indizível em palavras. É dar voz àquilo que sempre pareceu impensável ou inaceitável dentro de nós.

Escavar o material lá da nossa primeira infância e trazê-lo para a superfície não é um processo fácil. Pode ser lento, doloroso e angustiante.

Mas é exatamente quando fazemos isso, quando finalmente dizemos, que a própria fantasia que nos prendia começa a perder a força e se dissolve.

Dizer todas as coisas não é o mesmo que entendê-las. E tudo bem. A compreensão pode esperar e, às vezes, ela vem como consequência. O essencial é permitir que a palavra transforme o que está estagnado.

17/02/2026 - Foco na “Verdade da Máscara” e nos Corpos Muitos posts nos lembra que o Carnaval é resistência e elaboração...
18/02/2026

17/02/2026 - Foco na “Verdade da Máscara” e nos Corpos

Muitos posts nos lembra que o Carnaval é resistência e elaboração de sentidos. E, vivendo o Carnaval de 2026 nas ruas de Belo Horizonte, o que vi foi a Psicanálise acontecendo a céu aberto.

Dizem que no Carnaval usamos máscaras para esconder quem somos. Minha escuta (e meu olhar) captaram o oposto: a fantasia hoje não esconde, ela marca o sujeito. Ela escancara a verdade que o cotidiano reprime.

Vi a dissolução das fronteiras rígidas entre o masculino e o feminino. A vaidade, antes território do “Outro” feminino, migrou. Corpos masculinos esculpidos, narcísicos, criados não para o olhar da mulher, mas para o olhar do semelhante — homens ‘competindo’ corpos para homens. Uma liberdade que circulava fluida, onde a diversidade era a regra, não a exceção.

E o que dizer da Lei? A Polícia Militar pedindo “com licença” e agradecendo ao passar entre os foliões me fez pensar na função da autoridade quando ela opera a favor do laço social, e não contra ele.

O Carnaval é uma política escancarada do desejo. É a prova de que a alegria, como diria Freud sobre o chiste, é uma economia de repressão que libera energia vital. Viva a folia, viva a liberdade de ser!

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