26/03/2026
Casos como o de Jeffrey Epstein nos obrigam a olhar para algo desconfortável: a violência raramente se sustenta sozinha.
Ela precisa de silêncio, de gente que prefere não perguntar, de sistemas que protegem reputações ao invés de pessoas.
Quando poder, dinheiro e prestígio entram na equação, o julgamento moral muitas vezes se distorce - e as vítimas passam a carregar não apenas a dor do que viveram, mas também o peso de não serem acreditadas.
Por isso, discutir esses casos não é curiosidade ou sensacionalismo, mas sim, é responsabilidade social.
Porque violência sexual não é apenas um problema individual, ela também é um problema estrutural - e estruturas só mudam quando o silêncio deixa de ser opção.