28/01/2026
Quando uma menina cresce com imagem do pai como fraco, ausente, submisso ou incapaz de ocupar seu espaço, algo nela tenta compensar isso.
Não por bondade ou compaixão, mas por causa do seu amor infantil.
Ela olha para o pai e, inconscientemente, decide: “Eu faço por você, o que você não deu conta de fazer e serei forte onde você foi fraco.”
E assim, quando se torna adulta, tenta salvar os seus parceiros quebrados emocionalmente, imaturos ou indisponíveis.
Ela se torna aquela que compreende, que segura, que espera, que sustenta tudo sozinha. Mas, no fundo, não é sobre o homem à que está na sua frente, é sobre o pai atrás dela.
Sistêmicamente, quando a filha se coloca acima do pai, julgando sua fraqueza ou tentando compensá-la, ela sai do seu lugar.
E quem não sustenta ser apenas a pequena, não consegue ser mulher por inteiro no amor. Ela vira mãe, cuidadora, terapeuta, apoio, muleta… tudo, menos parceira.
O preço disso é alto: cansaço emocional, relações conturbadas, perda do desejo sexual, dificuldade de receber, bloqueios na prosperidade, dentre outras coisas.
Porque com a mesma postura que tenta salvar o pai, quer salvar os homens e o mundo e isso nunca termina bem.
A solução é relativamente simples: parar de ver o pai como pequeno, aceitando suas imperfeições e fraquezas humanas, e, ao mesmo tempo, dando um lugar a ele em seu coração, como grande.
Fora disso, é confusão, desgaste, sofrimento e solidão.
Se você cansou de tentar salvar os outros e quer olhar curar a si mesmo, já sabe o que fazer ao tocar no l¡nk do p€rfil!🔥
Guilherme Fernandes