Psicóloga Amanda Cavalin da Costa

Psicóloga Amanda Cavalin da Costa CRP 08/31201

O que vem e o que f**a desse leitura… O autor faz uma escrita poética sobre partes da sua formação enquanto analista. Vi...
13/03/2026

O que vem e o que f**a desse leitura…

O autor faz uma escrita poética sobre partes da sua formação enquanto analista. Vindo da área da medicina, usa muitas analogias bem humoradas e conversa com a leitora interessada em psicanálise de forma muito íntima, nomeando nós, leitoras, desse jeito mesmo!

A relação com a supervisora, a presença imponente dos analistas na história de suas escolhas, tudo reverbera em sua escuta e escrita clínica.

Um caso clínico em especial ganha destaque, o caso da “Madame”, construído clinicamente junto da supervisora e da história pessoal do analista. Uma paciente envolvente e envolvida, capturada por uma transferência amorosa que encobre e ensurdece o analista em alguns momentos, uma defesa inconsciente da paciente para a manutenção de sua pulsão de morte autodestrutiva. A história pessoal do analista é enlaçada ao caso de forma muito honesta e sensível.

O caso é descrito por ele com um tom de ficção, acredito que devido ao seu histórico de escritor. Acredito também que isso se deva ao tom literário que a própria psicanálise propõe.

Os relatos da supervisão, a sensação inexplicável de expor um caso e o próprio manejo aos colegas, a frustração da perda de um paciente antes mesmo de entender realmente a que este veio, a angústia frente a uma transferência desafiadora, são todos traços honestos e presentes na vida de um analista que se propõe a não descontinuar sua formação.

Tudo isso, a escrita, o testemunho, a supervisão, a identif**ação com os pares, são pequenos materiais que se juntam e ajudam a sustentar um alicerce, uma fundação.

A leitura endossou, para mim, uma compreensão importante: para ‘’tornar-se’’ psicanalista não é preciso apenas concluir uma formação técnica, mas sim implicar-se em um atravessamento, por meio de uma experiência subjetiva profunda, que (como dito por Freud em outro contexto) não pode ser vivenciada ​​“In effigie ou in absentia” é preciso que o analista tenha vivenciado isso “em corpo”.

Dito isso, recomendo a leitura a quem se propõe percorrer esse curioso percurso! 🌀🫆

Registrando o fim do Módulo 2/4 da formação básica em psicanálise, com o tema Sexualidade Infantil e suas vicissitudes. ...
28/02/2026

Registrando o fim do Módulo 2/4 da formação básica em psicanálise, com o tema Sexualidade Infantil e suas vicissitudes. Grata pelo percurso coordenado pela Mira, pelo grupo e tudo que elaboramos no último ano. A experiência de (de)formação de um analista é, essencialmente, possível entre pares!

Impulsionando um dos desejos pra esse ano: compartilhar e comentar mais as leituras por aqui. Como primeiro livro do ano...
23/01/2026

Impulsionando um dos desejos pra esse ano: compartilhar e comentar mais as leituras por aqui.

Como primeiro livro do ano, mais um testemunho de análise e do trabalho da psicanálise, essa que segue vivíssima, ainda! Dessa vez, diretamente com uma analisanda de Lacan. Betty Milan descreve o seu percurso de análise em um período bem diferente do atual (anos 70) e com recortes muito singulares do seu estilo e desejos na vida.

Por aqui, o centro da experiência de leitura ficou nas intervenções minimalistas, aguçadas e pontuais de Lacan, no tato inventivo do analista, e na abertura e impulsionamento que faz para com o desejo da analisanda de iniciar e seguir em análise.

A transferência é descrita e me fez imaginar esse enredo: ser transferida com uma figura já tão famosa na época, que trabalhão analítico deve ter sido ver o analista em tantos lugares e de tantas formas! Outra curiosidade é o “contato” dele com um pouco da cultura brasileira e libanesa, por meio da análise da Betty.

E ainda, o livro demarca a ideia do quanto nossa língua materna nos presenteia com identif**ações, palavras e um banho de linguagem muito singular, que produz redes e mais redes de símbolos e signif**antes. Que maravilha falar, ler e escrever em português-BR.

Psicanálise, ainda? Parece que sim e signif**ativamente agora.

“A análise com Lacan não me curou definitivamente da angústia, mas mudou a minha vida. Me permitiu aceitar as minhas origens, o meu s**o biológico e me tornar mãe. Isso, por um lado, aconteceu graças ao interesse real dele pela mudança. Por outro, graças à maneira como trabalhava e que, ainda hoje, causa indignação.” - Betty Milan

Só agora pude me permitir escrever e compartilhar mais sobre as impressões e reflexões que surgiram dessa leitura, mas e...
25/11/2025

Só agora pude me permitir escrever e compartilhar mais sobre as impressões e reflexões que surgiram dessa leitura, mas em tempo… A autora é muito gentil em compartilhar sobre seu percurso de análise, mas além disso, em compartilhar isso tão detalhadamente, com as viradas de vida possibilitadas por esses espaços de escuta e de coragem.

Em análise, logo descobrimos que não é trabalho simples atravessar as fantasias que construímos, pois construímos elas também com muito trabalho, necessariamente.

Poucos têm a oportunidade ou o desejo de se questionar o que se é. “Ser tudo para a mamãe, ser a merdinha, ser invicta, ser perdedora…”

Como bem pontuado pela autora, esse tipo de superação da fiação que temos sobre nossa própria narrativa e a construção de uma nova não é tão simples como uma substituição, e sim surge a partir de uma virada, que após tempos de descoberta pode vir com as questões: como posso fazer algo melhor com isso? algo melhor do que um sintoma ou uma neurose em carne viva? Como ocupar outra posição, que possa ser melhor do que a que eu imagino que me restou?

Bom, mas para isso… quantas feridas narcísicas precisam ser abertas… E, quantas vezes precisaremos descobrir que não somos tão especiais e onipotentes quanto pensávamos: também temos lados feios, que alívio é perceber isso! Talvez então possamos, de fato, falar o que vier à mente!

É preciso muita coragem, pra escrever, pra falar, pra atravessar. Mas, como li de Rosa Maria, ‘’é preferível uma ferida narcísica, do que uma neurose em carne viva’’. Apenas um obrigada a todas as autoras que compartilham em palavras um pouco desse trajeto que é feito na pele!

Último encontro do módulo I da formação em psicanálise! Dia de trocas sobre os trabalhos elaborados (entre angústias e d...
07/12/2024

Último encontro do módulo I da formação em psicanálise! Dia de trocas sobre os trabalhos elaborados (entre angústias e desejos) nesse ano de percurso tão rico e potente.

Grata pela transmissão e pelos colegas da turma 4! E além de tudo, muitíssimo feliz pela construção que fiz possível entre sonhos e obras e pelos ouvidos e comentários generosos dos colegas! 🤍

Sobre as especificidades do ofício de estar vivo. Algumas dessas coisas impalpáveis são sentidas e vividas na pele. As a...
23/01/2024

Sobre as especificidades do ofício de estar vivo. Algumas dessas coisas impalpáveis são sentidas e vividas na pele. As angústias, os sofrimentos e prazeres, os desejos e amores que doem e ardem…

Afetam no corpo, mas como um alívio ou infortúnio não criam forma palpável a não ser por meio da palavra. Então, que possamos continuar criando-as e apalpando-as em espaços de escuta… (ou de escrita) 📝

O grupo de leitura compartilhada tem como objetivo a leitura do livro “Psicanálise e Psicoterapia” da autora Radmila Zyg...
17/10/2023

O grupo de leitura compartilhada tem como objetivo a leitura do livro “Psicanálise e Psicoterapia” da autora Radmila Zygouris.

O livro coloca em questão temas históricos e atuais da psicanálise, com uma visão crítica e que nos abre diversas questões sobre a teoria e a prática. A autora levanta indagações sobre a radicalização de posturas teóricas, as fronteiras movediças entre psicanálise e psicoterapia e os indícios diferenciadores entre as práticas, bem como problematiza o discurso enrijecido de dinheiro como desejo, entre outros temas de extrema relevância.

A leitura do livro será realizada durante os encontros, que terão duração de 1 hora. A proposta é de um grupo em formato horizontal para compartilhamento de reflexões e compreensões.

Aguardamos vocês pra compartilharmos e aprendermos a partir dessa leitura movimentadora! Para mais informações, só acessar o link da bio ou direct!

Ainda em clima de dia dos psis, resgatei um recado do Calligaris em Cartas a um jovem terapeuta:“Portanto, se você sente...
28/08/2023

Ainda em clima de dia dos psis, resgatei um recado do Calligaris em Cartas a um jovem terapeuta:

“Portanto, se você sente uma responsabilidade diante da tendência de seus pacientes a se identif**arem com você, essa responsabilidade deveria lhe sugerir o seguinte: seja você mesmo.

Ou seja, não aja para apresentar a seu paciente (e ao mundo) uma imagem que seria agradável ou mesmo presumivelmente "boa" para quem com ela se identif**asse, mas aja quanto mais perto possível de seu desejo. Você não deve se vestir, conter seus gestos, modular sua aparência ou inibir sua vida pública de forma a compor a vinheta de uma normalidade desejável. Deveria, ao contrário, comportar-se pública e privadamente como seu desejo manda.

Você me pergunta por quê? Aqui vai.
Concordei com você: em alguma medida, inevitavelmente, o paciente se identif**a com o terapeuta. Concordo também com a ideia de que isso implica uma responsabilidade do analista.

Ora, sua responsabilidade é de viver quanto mais próximo possível de seu desejo, de forma que, se o paciente procurar um exemplo em você, será o exemplo de quem ousa se permitir o que deseja.”

Feliz dia do psicólogo a todas as colegas de profissão 🩵  Que possamos continuar atuando e lutando por uma psicologia hu...
27/08/2023

Feliz dia do psicólogo a todas as colegas de profissão 🩵

Que possamos continuar atuando e lutando por uma psicologia humana, ética e compromissada 📖

Fim dessa primeira caminhada: curta e intensa! Quando eu e a gi topamos estudar juntas não imaginamos que seria do jeito...
21/08/2023

Fim dessa primeira caminhada: curta e intensa! Quando eu e a gi topamos estudar juntas não imaginamos que seria do jeito que foi (e que bom, porque isso possibilitou ser muito melhor).

Encontramos pessoas interessadas em estudar o mesmo tema, com a mesma sagacidade e desejo de compartilhar que nós duas!

Que trajeto bom de ser feito, daquelas primeiras experiências que merecem ser registradas. Obrigada pela parceria, gi, fran, isa e gabi! Que possamos continuar estudando a transferência e principalmente vivenciando-a aberta e intensamente 🩵

Um pouco de foto e um pouco de históriaChegando no mês dos psis e há quase 1 ano de inauguração da minha própria clínica...
03/08/2023

Um pouco de foto e um pouco de história

Chegando no mês dos psis e há quase 1 ano de inauguração da minha própria clínica, resolvi fazer fotos profissionais. Não que fotos profissionais garantam a existência de um bom profissional, longe disso, mas pra mim, representa estar em um lugar muito sonhado e idealizado.

Quando me formei, fiquei perdida. Chegava na minha analista e falava: o que será que eu preciso pra me sentir psicóloga? uma calça de psicóloga? Sempre que me lembro da calça que eu imaginava ser de psicóloga, dou risada, mas também lembro perfeitamente da angústia que sentia em não me sentir pronta.

Ainda não me sinto pronta, acho que mudei a própria concepção do que é estar pronto. Se algo está pronto, não há mais o que ser feito. E se tem algo que eu quero, é fazer e experimentar novas coisas.

Hoje sinto que uso a calça de psicóloga, é como se ela coubesse em mim e eu gosto do aspecto e do colorido que ela traz pra minha vida. Bom, mas acho que nessa sessão definitivamente não estávamos falando de calças…

“Ser quem só a gente mesmo pode ser é quase uma desolação. Quem eu sou e deverei ser? Minha individualidade é um mistéri...
18/07/2023

“Ser quem só a gente mesmo pode ser é quase uma desolação. Quem eu sou e deverei ser? Minha individualidade é um mistério. Quantas vezes eu não preferi ser outra pessoa! Se não, pelo menos pensei se não seria melhor ter nascido em outra família, em outra época, com outra situação financeira, outra cara, outro corpo, outro temperamento. Ainda mais porque, aparentemente, sempre soube resolver a vida dos outros muito melhor do que a minha própria.

Para ser sincera, quando penso que o meu "eu" está aberto, o que sinto mesmo é um grande alívio. Se eu tivesse nascido pronta, não teria conserto. E se não houvesse remédio para os meus erros e uma chance para os meus fracassos? E se eu não pudesse mudar de ponto de vista, de gosto, de planos, de opinião? E se eu não tivesse escolhas nem alternativas?

Mas também vejo um lado sombrio em ser um projeto aberto: o de nunca ter certeza, sobretudo de antemão, de ter tomado a atitude certa, de ter feito a escolha mais apropriada -aquela em que não me traio. Quando percebo que um gesto qualquer vai afetar o meu destino, sinto medo, angústia, suo frio, tenho vertigens, adoeço. Aí, a tentação de pegar carona na escolha dos outros ou no estilo de vida deles é grande, mas minha alma grita que não vai dar certo e me lembra que o meu molde foi quebrado, que ele é exclusivo.”

Dulce Critelli ✍🏼🤍

Endereço

Rua Neo Alves Martins, 2999
Maringá, PR

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