05/03/2026
Hoje eu dancei para me escutar.
Para me sentir.
Meu corpo atravessa dias sensíveis.
Estou aguardando resultados de alguns exames e, como qualquer pessoa, também existem perguntas e silêncios.
Mas hoje eu não quis lutar contra nada.
Apenas estar presente.
Deixar o corpo se mover.
Respirar.
Sentir.
As lágrimas vieram.
E junto com elas algo inesperado:
meu braço e meu pescoço, que estavam tão doloridos, começaram a aliviar.
Como se o corpo dissesse:
“obrigado por me escutar.”
Meu corpo não é meu inimigo.
Ele é o lugar onde a minha vida acontece.
Hoje não foi sobre força.
Foi sobre ternura.