07/04/2026
Tem um medo silencioso que não é da solidão.
É do instante em que alguém atravessa a porta e vê algo para além do que se foi possível organizar com antecedência.
Vê o que a gente adiou, o que a gente guardou, o que a gente aprendeu a chamar de “normal”. Vê até uma bagunça que a gente pede para não reparar.
Porque quando alguém chega de verdade, ja não dá mais pra se esconder inteiro. E talvez seja isso que assuste.
Não a presença do outro, mas a vida que ela inaugura.