Psicóloga Mariane Gobbi

Psicóloga Mariane Gobbi 🗣️ Falo de psicanálise, saúde mental e cotidiano!

"Ultimamente eu ando dando uns palpites tão errados", disse eu, rindo, para as minhas colegas dos grupos de leitura, me ...
09/04/2026

"Ultimamente eu ando dando uns palpites tão errados", disse eu, rindo, para as minhas colegas dos grupos de leitura, me referindo às articulações teóricas que me aventuro a fazer ao longo dos estudos. É um alívio poder rir disso, a Mari de um tempo atrás provavelmente estaria se sentindo mal e inadequada.
 
Mas não. Eu, a Mari de hoje, me sinto viva.

Queria poder dar um palpite mais certeiro diante daquilo que estavamos discutindo. Mas tenho olhado com respeito e ternura a beleza do movimento que acontece, a partir do momento que as coisas não saem muito bem como eu pensei.

Me afeto pelo que leio, viajo, crio conexões, as coloco à prova diante dos meus pares. Discutimos sobre e às vezes concordamos, às vezes discordamos. Se discordam penso o porquê, tento entender. Saio do grupo cheia de interesse e curiosidade, vou buscar suporte, vou pesquisar, vou ler, pensar e aprender. Posteriormente, dou notícias às colegas sobre a minha breve pesquisa e, assim, constato que aprendi algo novo. 

Foi assim, a partir desse conhecimento não-todo - que ora falha, ora falta - que partimos para a leitura do caso Schreber e a leitura do livro preciosíssimo da Neusa Santos Souza, enquanto nos aventuravamos pelo Seminário 3; foi a partir desse Seminário também, e de um palpite equivocado meu, que me vi interessada em saber mais sobre o recalque originário; foi lendo o livro do Darian Leader sobre o Gozo, que me veio a curiosidade de entender como funciona o estádio do espelho na questão do autismo; foi escutando uma fala da Michele Roman Faria que me despontou a vontade de ler mais sobre a estrutura fóbica e a placa giratória.

Essa falta que me aparece no campo do conhecimento já foi motivo para muita angústia. Ao mesmo tempo que me gerava o sentimento de incapacidade, tornava os meus pares algozes vigilantes dos meus erros. 

Fato é: eu não vou me livrar permanentemente disso. Mas encontrar outros lugares pra ela - no riso, no movimento, no interesse, na curiosidade, nos laços de parceria - talvez me dê saídas menos sofridas.

Hoje, a minha angústia é não ter todo o tempo do mundo pra estudar tudo o que quero (achou o que? Que os tempos de angústia tinham acabado? Rsrs).

Pra deixar registrado no feed o dia que eu conheci pessoalmente a .roman.faria ! Tem muita coisa boa nessa vida, mas pou...
28/03/2026

Pra deixar registrado no feed o dia que eu conheci pessoalmente a .roman.faria !

Tem muita coisa boa nessa vida, mas pouco adianta elas existirem se nós não as encontrarmos pelo caminho. É o encontro que marca a presença em nós.
E quanto a mim, dentre tantos bons encontros, sou grata pelo que me colocou diante dos trabalhos da Michele. Por aqui, a sua transmissão da psicanálise ressoa em sentidos e efeitos.
Poder vê-la pessoalmente é um privilégio. Poder conhecer em carne, osso, corpo e vida uma autora que tenho como referência no meu campo de atuação é muito legal.
Fora isso, que baita orgulho ver uma mulher fazendo o que ela faz!

Usando o feed pra registrar memórias ✨Entre escutas e silêncios, café da tarde para psis gentilmente promovido pela  🌷É ...
10/03/2026

Usando o feed pra registrar memórias ✨
Entre escutas e silêncios, café da tarde para psis gentilmente promovido pela 🌷
É muita bom conhecer colegas novas, reencontrar pessoas queridas, comer comida boa e viver a vida fora da internet 🥰

10/02/2026

Um trabalho de análise laboroso, a custo de muito tempo, resumido num vídeo de 02:57. Vê se pode?! 😂
Brincadeiras à parte, o recorte é fundamental para a transmissão da ideia 😊

Uma análise jamais pretende aniquilar o sofrimento. Faz parte da experiência humana. Mas poder sofrer um pouquinho diferente, já é muita coisa. E para que isso aconteça, é preciso que a gente fale, pense, perceba, sinta, elabore, mude, posicione, reposicione... E articule. Articule com a vida, com a nossa história, nossas fantasias, hipóteses, e com os tantos Outros que cruzam o nosso caminho. Afinal, a gente não tá sozinho nesse mundo, nem sozinhos escrevendo a nossa história. E, às vezes, a gente precisa ser lembrado disso.

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Mariane Gobbi
Psicologia (CRP 08/26260) & Psicanálise
Atendimento presencial e online

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Atualizando as informações por aqui!Reapresentando o meu trabalho aos que já me conhecem, e mostrando-o a quem é novo po...
03/02/2026

Atualizando as informações por aqui!
Reapresentando o meu trabalho aos que já me conhecem, e mostrando-o a quem é novo por essas terras 😊

Estou passando para atualizar o feed com os projetos de transmissão em psicanálise que estão em andamento!Os grupos apre...
28/01/2026

Estou passando para atualizar o feed com os projetos de transmissão em psicanálise que estão em andamento!
Os grupos apresentados nas imagens são:

✨ Projetos contínuos
✨ Horizontais
✨ Gratuitos
✨ Duração de 1h

➡️ Requisitos para participação: interesse e disponibilidade

Divido a coordenação da maioria deles com a minha parceira .helviamodesto . O último grupo, de Psicanálise, Raça e Discurso, deixo como indicação. Embora seja conduzido pela Hélvia e eu seja apenas participante, creio que valha a menção pela relevância do tema.

É isso, tem coisa pra gente estudar quase que a semana inteira 😅

Há alguns dias, a ordem aleatória do Spotify me levou até esse episódio onde pude escutar um bate-papo entre Larissa Lim...
22/12/2025

Há alguns dias, a ordem aleatória do Spotify me levou até esse episódio onde pude escutar um bate-papo entre Larissa Lima e Vladimir Safatle. Grata surpresa.

Vladimir nem sabe, mas me trouxe uma perspectiva bonita para uma questão que eu me indago há tempos: por que eu topei estudar Lacan? Todos falam quão difícil é, e eu também acho. Então, por que topei?

Já notei isso: o difícil sempre me seduziu. E isto está para muito além da psicanálise - embora não a exclua. É coisa de antes. Já me questionei e me estranhei por isso. 

Hoje reconheço a importância de cada "difícil" que foi possível bancar por aqui - que fique claro: nem sempre é.
Reconheço a importância de não ter paralisado.
Reconheço a importância de não ter associado o "complexo" ao impossível. Céus, é fundamental não matar as possibilidades! 

"O mundo amplia", diz Safatle. E assim pude criar um novo sentido para isso que se faz viver em mim. Um sentido bem bonito, diga-se de passagem. Por isso, transformo ele nos meus votos para 2026 a todos e todas que passaram por aqui ao longo desse ano (arrasta pro lado!).

Por agora entro em recesso, mas logo mais retorno!
Bom descanso, e boas festas a todos(as)! 🥂



A separação entre mente e corpo é uma crença a ser superada, e os consultórios médicos são testemunhas de que essa divis...
21/11/2025

A separação entre mente e corpo é uma crença a ser superada, e os consultórios médicos são testemunhas de que essa divisão não se sustenta na experiência humana - para o desespero de profissionais descrentes e despreparados, e de pacientes resistentes e mal informados. 

Suzanne O'Sullivan, a autora de Isso é coisa da sua cabeça: Histórias verdadeiras sobre doenças imaginárias (2016), é uma neurologista e neste livro ela compartilha a sua experiência com os transtornos dissociativos. Um material riquíssimo para pensarmos a dimensão da complexidade desses fenômenos em que a palavra falha - como diz Freud no caso Dora - e o corpo se torna um recurso de expressão e manifestação, onde o sintoma carrega uma mensagem que o próprio mensageiro desconhece. Eis outra grande contribuição de Freud, que nos ajuda a pensar esses casos: O Eu não é senhor em sua própria casa (Uma dificuldade da Psicanálise (1917)) 

Esses casos não são poucos, nem raros. Mas se deparam:

- com a dificuldade de um diagnóstico assertivo; 

- com a falta de consenso entre profissionais que passam pelo caso; 

- com a falta de acolhimento de profissionais que desacreditam dos efeitos dos afetos no corpo e invalidam a experiência e a história do sujeito que sofre; 

- com o preconceito social que torna loucura, invenção ou atuação um padecimento que é real, dificultanto o recebimento e a aceitação do diagnóstico e, consequentemente, inviabilizando a aquisição de informações, a busca pelo tratamento adequado e piorando o prognóstico do caso.

Da minha leitura, f**a a importância do trabalho que nós, psicanalistas, realizamos ao devolver o poder à palavra; da necessidade de buscarmos conhecimento para que não sejamos parte do grupo de profissionais que desamparam o paciente no caso; e da nossa possibilidade de contribuirmos com a produção de conhecimento nesta área. 

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Mariane Gobbi

Psicóloga (CRP 08/26260) & Psicanalista

"Independente do que acontecer, eu vou dar um jeito de ser feliz", eu não sei quem - ou o que - falou isso dentro de mim...
02/11/2025

"Independente do que acontecer, eu vou dar um jeito de ser feliz", eu não sei quem - ou o que - falou isso dentro de mim e para mim, só sei que achei bonito 😂
Uma questão complexa me assolava, e eu buscava* uma resposta. Sim ou não? Quero ou não quero? É difícil tomar decisões quando prós e contras se misturam. Invariavelmente, toda escolha aponta para um ganho. Porém, na justa balança da vida, invariavelmente toda escolha apontará para uma perda também. E essa parte dói. No nosso imbróglio neurótico, perder é questão delicada.
Eis que um dia essa frase me veio na cabeça: Independente do que acontecer, eu vou dar um jeito de ser feliz. E eu concordo com isso que pensei/que foi pensado em mim. Alguma saída existe. Alguma felicidade pode se instituir diante daquilo que falta e daquilo que se perde. A felicidade resiste!
E resiste porque a gente pode ser criativo, inventivo e resiliente. Pode costurar, adornar e criar em torno disso que falta. Talvez, isso permita um giro. Se a ideia de que algo se perderá traz angústia e indecisão, a ideia de que algo se ganhará pode trazer alguma leveza e clareza.
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*"Buscar" uma resposta chega a soar engraçado. É como se ela estivesse pronta, dada, e a mim somente coubesse acessá-la. "Construir" a resposta me parece um pouco mais honesto.

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Mariane Gobbi
Psicologia (CRP 08/26260) & Psicanálise

⚠️ O texto abaixo é uma tentativa de expor o que a atividade de estudo tem signif**ado para mim ao longo desse tempo de ...
03/09/2025

⚠️ O texto abaixo é uma tentativa de expor o que a atividade de estudo tem signif**ado para mim ao longo desse tempo de formação e atuação. Portanto, é uma escrita inteiramente pessoal, mas que intenciona deixar um conselho a quem disso se aproveitar. 

Estudar não me soa como uma opção. Se desejo fazer um trabalho ético, aprimorado e cuidadoso, preciso considerar 1️⃣ que o saber da minha área de atuação não está pronto e acabado, 2️⃣ que a minha formação não está pronta e acabada - por isso ela é contínua, 3️⃣ que eu não sei de tudo - afinal, também estou submetida à castração ($), e 4️⃣ que há alguns que sabem aquilo que eu ainda não sei e podem me ajudar. Diante disso, estudar me surge como uma obrigação, uma necessidade, uma saída possível às minhas considerações. Como parte daquilo que sustenta o meu exercício profissional e a analista que escolhi ser. 

Talvez aí more uma diferença que eu penso ser importante de se considerar. Se elejo o estudo como uma opção, ele não é uma prioridade. Sendo opção, posso escolhê-lo, ou não. Logo, tende a ser relegado a um segundo plano. Por outro lado, se o elejo como necessidade, ciente do seu sentido e importância, tendo a me comprometer. E é aqui o ponto que quero chegar.

Para aqueles que, assim como eu, enxergam a atividade de estudo enquanto algo necessário, incluí-lo na agenda da semana, destinar alguns horários para ele, e contabilizá-lo na sua carga horária de trabalho - considerando-o de fato um trabalho em execução - podem ser meios possíveis para se manter esse compromisso e não acabar sendo engolido por uma agenda com vida própria.

Algo que pode ajudar nessa missão, além de incluir o estudo no planejamento das atividades, é poder fazê-lo das formas que mais combinam com você: individual, em grupos maiores, em grupos menores, presencial, online, entre amigos, via livro físico, via PDF, via videoaula, via gravação... 

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