30/04/2026
Tem gente que se estranha por sentir isso.
Gosta de estar com pessoas, se envolve, se entrega, mas depois precisa de silêncio, de espaço, de ausência. E acha que tem algo errado aí.
Na prática, isso costuma ter mais a ver com regulação emocional do que com personalidade. Porque estar com o outro não é neutro. Você percebe, responde, se adapta, sustenta presença. E, quando não existe pausa, o risco não é só cansaço. É começar a se desconectar de si para continuar funcionando bem com o outro.
Na terapia, muita gente aprende justamente a reconhecer esse limite antes de ultrapassar. A sair não por fuga, mas por consciência. A pausar não por rejeição, mas por cuidado.
Porque o problema não é gostar de gente, é não perceber quando você já passou do seu próprio ponto.
Se você sente que se doa muito nas interações e depois f**a exausta, talvez não seja sobre mudar quem você é. É sobre aprender a se escutar no tempo certo.