Para a pele, toques sutis. Para ‘cicatrizes’ sintomáticas, caminho de cura. Simples assim. Em uma maca apropriada, o paciente relaxa durante sessões que duram cerca de 45 minutos. O fisioterapeuta aplica uma leve massagem intitulada micropalpação em pontos-chaves do corpo; a intenção é encontrar pontos de bloqueio que são resultantes de traumas emocionais ocorridos ao longo da vida.
É fato que o c
orpo pode adoecer por diversos fatores, como hereditariedade e exposição a substâncias nocivas. Entretanto, para a microfisioterapia, condições ligadas ao campo emocional também podem perturbar o organismo, marcar os tecidos da pele e ocasionar doenças. Os nós, traços e cicatrizes – essas são as denominações mais comuns – ficam registrados no tecido orgânico, entre a derme e a epiderme, e é possível senti-los em leves toques. Com a sensibilidade dos dedos, o terapeuta aplica movimentos para simular a agressão novamente e estimular o reprocessamento do cérebro fazendo a mente reviver o trauma e provocando a autocorreção do órgão e seu desbloqueio para uma melhor receptividade de medicamentos convencionais. Aplicável a pacientes de todas as idades, a técnica da microfisioterapia é atribuída no Brasil a uma das áreas da fisioterapia manual. Recente na área da saúde, baseia-se nos estudos da embriologia e filogênese desenvolvidos pelos franceses Daniel Grosjean e Patrice Benini.