30/04/2026
Abril acaba.
A escuta não.
Quando as campanhas terminam, as famílias continuam.
As terapias continuam.
As adaptações continuam.
As crises continuam.
As pequenas conquistas também.
O autismo não desaparece quando o calendário muda.
Por isso, conscientização não pode existir só em abril.
Ela precisa estar na escola, nos espaços públicos, nas conversas, nos olhares menos apressados, na forma como acolhemos diferenças e no cuidado com aquilo que não é visível.
Porque inclusão não é uma ação simbólica de um mês.
É uma construção diária.
Que a gente não leve de abril apenas frases bonitas.
Mas uma escuta mais sensível, mais respeito e mais humanidade para o resto do ano inteiro.