24/01/2023
Ninguém se torna mãe/pai e pensa: “Vou f**ar com raiva e gritar com meus filhos o tempo todo”.
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Mas dê onde vem a raiva e os gritos? Vem de um sentimento de impotência. Impotência porque não consegue controlar o comportamento dos filhos. Então grita!
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Eu não conheço uma mãe/pai que nunca perdeu a calma. Alguns pais gritam porque estão sendo puxados em um milhão de direções diferentes e algo acontece que os deixam frustrados.
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Alguns pais acabam reproduzindo um padrão educativo de seus pais e acreditam que educar com gritos permite manejar o comportamento inadequado de seus filhos e passam a ter dificuldades de utilizar outras alternativas funcionais e respeitosas.
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A verdade é que ser mãe/pai pode ser desafiador em alguns momentos. Além de enfrentar os próprios desafios emocionais e dias ruins, o gritar parece uma ocorrência inevitável. Por mais que logo se desculpem com os filhos por ter perdido a cabeça e demonstrem carinho, o estrago está feito.
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A verdade é que gritar como disciplina não funciona, não controla comportamento, ou seja, não é ef**az para que o filho se comporte de forma desejada. Gritar apenas torna a relação entre pais e filhos aversiva, desagradável, desgastante e irritante.
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Provoca mais medo que respeito.
Esse modelo de prática educativa traz prejuízos relevantes para a educação das crianças e adolescentes. Além de desencadear instabilidade emocional, ansiedade, autoestima baixa e agressividade em função da frustração decorrente de não saber o que fazer para agradar os pais.
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Gritar não é algo que deva lhe controlar. Você pode fazer uma mudança dentro de si mesma. Que permita aprender maneiras mais fáceis de fazer os filhos realmente ouvirem, sem gritar (sim, é possível!) e que lhe permita controlar as próprias emoções de uma forma saudável.
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Lembre-se, nunca é tarde para mudar comportamentos e, se não conseguir nas primeiras tentativas, seja paciente consigo mesma e persevere em seu objetivo.