Alexandre Psicólogo Clínico

Alexandre Psicólogo Clínico Psicanalista As vezes é preciso mudar o rumo.
É certo que todos nós temos nossas angústias e problemas.

Muitas vezes é necessário mudar o rumo, fazer diferente, andar por outros caminhos e quem sabe até fazer outros laços, que possibilitem o mínimo para suportar a crueldade das mudanças do tempo e da vida. Muitas vezes procurar um psicólogo é o primeiro passo para a identificação da origem do sofrimento emocional ou o início de uma maravilhosa auto descoberta, de conhecer a si mesmo (a) e tomar deci

sões mais racionais que conduzam a resultados que provoquem mais satisfação que frustração. Olhar para eles pode ser um passo importante para nosso crescimento pessoal. Procurar um psicólogo deve ser uma forma de melhorar a nossa vida e não uma razão para nos sentirmos menores ou mais fracos que as outras pessoas. Trata-se de se presentear com auto cuidado, ter um momento só para si e saber quem você é, num mundo cada dia mais confuso.

Quando alguém pensa em buscar uma terapia, está tocando em um ponto de conflito: o reconhecimento de que algo não vai be...
05/11/2025

Quando alguém pensa em buscar uma terapia, está tocando em um ponto de conflito: o reconhecimento de que algo não vai bem, de que há um mal-estar que já não pode ser negado ou controlado pelos velhos mecanismos de defesa. E admitir isso por si só já faz parte do processo de auto cuidado.
É reconhecer que o eu, por vezes habituado a se crer autossuficiente — precisa de ajuda.
A decisão de começar vem quase sempre depois de um tempo longo de tentativas solitárias: entender, controlar, esquecer, superar. E quando essas estratégias já não funcionam, aparece um cansaço estranho — um esgotamento de continuar repetindo as mesmas histórias, os mesmos erros, os mesmos sentimentos que parecem voltar com outra roupagem. É aí que a ideia da terapia surge, tímida, quase como um sussurro.
Mas entre pensar em ir e de fato marcar a primeira sessão existe um abismo. O medo do que vai aparecer. O medo de não saber o que dizer. E, talvez mais fundo ainda, o medo de mudar — porque mudar é perder o conhecido, mesmo quando o conhecido dói.
A terapia começa quando você decide atravessar esse medo. Quando você aceita que não precisa entender tudo sozinho, que há algo em você pedindo para ser ouvido. É um começo frágil, meio trêmulo, mas profundamente humano.
Porque, no fundo, começar a terapia é um gesto de amor: o momento em que você escolhe cuidar de si, mesmo sem saber direito como.

Ao pensar em iniciar um processo analítico, é comum que surjam dúvidas e receios. Pensamentos como “não é o momento cert...
28/10/2025

Ao pensar em iniciar um processo analítico, é comum que surjam dúvidas e receios. Pensamentos como “não é o momento certo”, “não preciso disso” ou “não vai fazer diferença” aparecem com frequência. Em psicanálise, esse movimento é chamado de *resistência*.

A resistência é um mecanismo inconsciente que busca proteger a pessoa do desconforto que pode surgir ao entrar em contato com sentimentos, lembranças ou conflitos internos. Embora pareça um obstáculo, ela é, na verdade, um importante sinal de que algo significativo está acontecendo, por vezes gerando algum sofrimento ou sintoma.

O trabalho analítico é um convite ao reconhecimento e compreensão dessa resistência — não para vencê-la, mas para escutá-la. Cada recusa, cada silêncio e cada interrupção podem revelar aspectos profundos da história emocional de quem busca compreender a si mesmo.
A resistência indica que há algo dentro pedindo atenção. Encará-la é um ato de coragem e cuidado consigo.
O espaço psicanalítico oferece escuta, acolhimento e tempo para que esse processo aconteça com respeito ao ritmo de cada pessoa.
Iniciar uma análise é abrir-se à possibilidade de transformação. Mesmo quando algum receio resistente tenta proteger, é possível descobrir que o que parecia difícil de enfrentar, pode se tornar fonte de liberdade e autoconhecimento.

💭 Pensar em iniciar uma análise já é, por si só, um começo.Quando algo incomoda, faz sofrer, se repete ou parece sem exp...
26/10/2025

💭 Pensar em iniciar uma análise já é, por si só, um começo.

Quando algo incomoda, faz sofrer, se repete ou parece sem explicação, é como se uma parte de você estivesse pedindo para ser ouvida.
Esse é o ponto de partida da psicanálise.

Quando uma inquietação insiste, quando as mesmas situações retornam, quando o sofrimento se repete — é o inconsciente que começa a pedir espaço para se expressar.

A primeira sessão é o momento em que você oferece lugar a essa fala.
O analista escuta o que escapa, o que se diz nas entrelinhas. É nesse movimento que algo novo pode emergir — uma pergunta, uma nova possibilidade de se posicionar diante da vida, um outro olhar sobre a própria história.
A diferença entre contar sua história a um(a) amigo(a) e contá-la a um analista não está apenas no que é dito, mas principalmente no modo como se escuta.
As perguntas iniciais do analista podem abrir caminhos para enxergar o mesmo problema de outra forma, revelando aspectos antes reprimidos ou inconscientes, que começam a se manifestar no espaço da sessão.
Fazer a primeira sessão não é apenas “começar uma terapia”;
é escolher comprometer-se com o próprio cuidado.
Se algo em você sente que é hora de começar,talvez esse já seja o momento certo...

Na psicanálise, o passado é investigado como raiz dos conflitos e sofrimentos, muitas vezes ligados à infância. O presen...
26/08/2025

Na psicanálise, o passado é investigado como raiz dos conflitos e sofrimentos, muitas vezes ligados à infância. O presente mostra como essas experiências influenciam pensamentos, emoções e comportamentos. Ao trazer à consciência desejos, traumas e padrões inconscientes, a psicanálise permite integrar essas experiências e promover mudanças na vida do paciente.

O foco está no que “ainda não passou”, ou seja, nos elementos inconscientes que continuam moldando a vida. Naquilo que insiste em repetir de forma inconsciente.
Assim, a psicanálise não é apenas uma retrospectiva, mas um processo de investigação e transformação que utiliza o passado para construir um presente mais consciente e um futuro mais livre. Portanto, mais saudável.

A escuta de um psicanalista é diferente da escuta de um amigo.O amigo ouve para acolher, consolar e dar conselhos, está ...
30/07/2025

A escuta de um psicanalista é diferente da escuta de um amigo.
O amigo ouve para acolher, consolar e dar conselhos, está do seu lado e quer ajudar. Já o psicanalista escuta de um outro lugar: sem julgar, atento, não só ao que é dito, mas também ao não dito, mas que se repete, escapa ou falta.
Ele não busca consolar, mas provocar o exercício do pensamento, da reflexão. Enquanto o amigo tenta aliviar o sofrimento, o analista auxilia a sustentar o incômodo, o sofrimento, para que algo novo possa surgir.
O amigo te entende pelo que ele mesmo viveu; o analista te escuta pelo que você diz — e até pelo que não consegue dizer. E flui, e segue, amenizando os sintomas e dando um outro curso para o sofrimento...

09/11/2024
PalavraNão existe palavra sem intenção. Toda palavra pretende. Derrama. Especializa-se em alguém ou alguma coisa. Entre ...
20/09/2023

Palavra
Não existe palavra sem intenção. Toda palavra pretende. Derrama. Especializa-se em alguém ou alguma coisa. Entre um pensamento e outro, toda palavra tem a intenção de. Com ou sem razão, abriga um sujeito, ou, apenas repousa nele. Experimenta e se reafirma. Não existe palavra sem intenção. É um ser-sem-querer-querendo-muito. Existe palavra sem noção. Palavra perdendo o tino. Perdendo-se. A palavra Saudade, por exemplo, perde-se no outro quando se diz para matar a própria fome de proximidades. A palavra Proximidade nasce para discutir beijos e distâncias. Palavra Beijo, geralmente, é silêncio-com-silêncio, estralada ou não, na folha é sempre úmida. A palavra Longe constrói estradas em “n”, uma curva, um U de cabeça pra baixo – ao percorrê-la, dispensamos o aceno. Palavra Aceno pode até engolir choros, mas, declama adeuses e vive à beira da palavra Lágrima – que pode cair depois, dos olhos ou no esquecimento. A palavra Depois é preguiçosa – a minha, pelo menos, é – e coleciona ontens que não deram certo; vãos lugares. Na palavra Amor sempre há um quê de agora, um quê de qualquer coisa que risca urgente e em vermelho – cor de desejo encontrado. Encontro-desencontro. Não existe palavra Amor sem intenção. Se houvesse palavra sem intenção, pouco sentida, essa calcularia entrelinhas pra comover elogios. Palavra Elogio é curta e pode vir a ser rasa e – e em qualquer lugar, a qualquer momento – desaprender arrepios. E sabemos: palavra Arrepio é uma palavra-lugar, o recomeço da pele que repleta de emoção, eriça os (p)elos. Vai e volta. Inicia e finaliza textos. Texto é palavra que, às vezes, finge desconhecer o próprio fim só pra não ter que dizê-lo. Fim é a palavra-destino de quase todas as palavras. Terminal amoroso dos que acertam. Palavra boa é palavra que acerta – mesmo quando nasce desprovida de certezas. Palavra boa é palavra que ama. Palavra que não ama, só faz ruído. Palavra que não ama, encolhe. Palavra que não ama, morre. Palavra que ama, se reinventa. Palavra que ama não faz sentido – faz prosa, poesia, poema. Palavra que ama, não tem remédio. Siga as instruções – do (in)verso, sempre.

__ Priscila Rôde - psicanalista.

Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso ...
16/09/2023

Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido br**car com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que canta, ainda existe gente que br**ca.

[Eduardo Galeano]

Endereço

Mogi Das Cruzes, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Alexandre Psicólogo Clínico posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria