Dr. Rui Alberto Gomes

Dr. Rui Alberto Gomes Especialista em nefrologia, doutor pela Unifesp, professor de medicina. RQE 16983 - CRM-SP 62.826

Experiente e conceituado na área médica, as consultas com o Dr. Rui Alberto Gomes são sempre humanizadas, deixando o paciente à vontade para atendê-lo sem pressa. Como professor universitário, está em atualização constante e, por isso, os atendimentos que faz são baseados nas melhores evidências científicas para abranger a saúde do paciente como um todo.

A obesidade é hoje um dos principais fatores de risco para doença renal crônica (DRC). E isso não é uma suposição, é evi...
04/03/2026

A obesidade é hoje um dos principais fatores de risco para doença renal crônica (DRC). E isso não é uma suposição, é evidência científica consolidada. O excesso de tecido adiposo provoca:

▪️Ativação inflamatória crônica;
▪️Resistência à insulina;
▪️Maior risco de diabetes tipo 2;
▪️Hipertensão arterial;
▪️Hiperfiltração glomerular.

Esse processo pode levar à chamada glomerulopatia associada à obesidade, caracterizada por sobrecarga funcional dos néfrons e progressiva perda da função renal.

Além disso, a obesidade aumenta significativamente o risco de formação de cálculos renais, progressão da doença renal crônica e maior risco cardiovascular (principal causa de morte em pacientes renais). Mesmo antes do surgimento de diabetes ou hipertensão, a obesidade por si só já pode gerar lesão renal estrutural.

Assim como outras doenças renais, a perda de função ocorre de forma gradual e sem sintomas nas fases iniciais. Por isso, avaliação clínica, controle de peso, exames laboratoriais periódicos e acompanhamento médico são fundamentais.

Estudos mostram que a redução de peso melhora a proteinúria, o controle metabólico e reduz a hiperfiltração glomerular. Mudança de estilo de vida impacta positivamente na preservação da função renal.

Cuidar do peso não é apenas uma questão estética. É proteção renal.

Fontes: WHO – Obesity and overweight fact sheets, World Obesity Federation, KDIGO – Diretrizes para Doença Renal Crônica, National Kidney Foundation – Obesity and Kidney Disease e Sociedade Brasileira de Nefrologia – Informações sobre fatores de risco para DRC

Dr. Rui Alberto Gomes | Nefrologista
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Março Vermelho é um alerta importante para a saúde dos rins.O câncer renal, especialmente o carcinoma de células renais,...
02/03/2026

Março Vermelho é um alerta importante para a saúde dos rins.

O câncer renal, especialmente o carcinoma de células renais, representa cerca de 2% a 3% de todos os cânceres no mundo. No Brasil, milhares de novos casos são diagnosticados todos os anos, muitas vezes de forma silenciosa.

O grande problema: Na fase inicial, o câncer renal costuma não apresentar sintomas. Quando aparecem, podem incluir:
▪️Sangue na urina (hematúria);
▪️Dor lombar persistente;
▪️Massa palpável no abdome;
▪️Perda de peso inexplicada;
▪️Anemia ou febre sem causa definida.

Fatores de risco importantes:
▪️Tabagismo;
▪️Obesidade;
▪️Hipertensão arterial;
▪️Doença renal crônica;
▪️Histórico familiar;
▪️Exposição ocupacional a substâncias químicas.

Hoje, muitos tumores renais são descobertos incidentalmente em exames de imagem realizados por outros motivos, como ultrassonografia ou tomografia.

Prevenção e diagnóstico precoce salva vidas. Avaliação clínica regular, controle da pressão arterial, cessação do tabagismo, manutenção do peso adequado e acompanhamento adequado de pacientes com doença renal crônica são medidas essenciais.

Como nefrologista, reforço: Cuidar dos rins não é apenas tratar doença, é atuar antes que ela se instale. Se você tem fatores de risco ou doença renal prévia, o acompanhamento especializado é indispensável.

Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA), Sociedade Brasileira de Urologia, National Cancer Institute (NCI), European Association of Urology – Guidelines on Renal Cell Carcinoma e World Health Organization – Global Cancer Observatory (GLOBOCAN).

Dr. Rui Alberto Gomes | Nefrologista
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A creatinina é um marcador laboratorial amplamente utilizado para avaliar a função renal. Entretanto, ela isoladamente n...
27/02/2026

A creatinina é um marcador laboratorial amplamente utilizado para avaliar a função renal. Entretanto, ela isoladamente não é suficiente para descartar doença renal, principalmente nas fases iniciais.

Por que a creatinina pode enganar? Ela sofre influência de diversos fatores: massa muscular, idade, s**o, estado nutricional e hidratação. Um paciente idoso, por exemplo, pode apresentar creatinina “normal” e ainda assim ter redução significativa da taxa de filtração glomerular (TFG). É exatamente por isso que avaliamos a Taxa de Filtração Glomerular estimada (TFGe), calculada por fórmulas como a CKD-EPI, recomendadas pelas principais diretrizes internacionais. A TFGe permite interpretar o valor da creatinina para aquele paciente específico.

Quando suspeitar de doença renal crônica (DRC) mesmo com a creatinina dentro de valores normais? Quando o paciente apresentar: diabetes, hipertensão arterial, histórico familiar de doença renal, doenças autoimunes (como lúpus), idade avançada, uso frequente de anti-inflamatórios, proteinúria ou alteração no exame de urina. A DRC pode evoluir de forma silenciosa por anos.

Segundo a diretriz do Kidney Disease: Improving Global Outcomes (KDIGO), da Sociedade Internacional de Nefrologia, o diagnóstico de DRC não se baseia apenas na creatinina, mas na presença de: redução sustentada da TFG (

O transplante renal representa um recomeço. Ele devolve qualidade de vida, autonomia e estabilidade clínica ao paciente ...
25/02/2026

O transplante renal representa um recomeço. Ele devolve qualidade de vida, autonomia e estabilidade clínica ao paciente com doença renal avançada. No entanto, esse novo momento exige acompanhamento cuidadoso, porque uma das possíveis complicações no pós-transplante é o desenvolvimento do chamado diabetes pós-transplante.

Esse quadro pode surgir principalmente em razão do uso de medicamentos imunossupressores, essenciais para evitar a rejeição do rim transplantado. Alguns desses fármacos podem aumentar a resistência à insulina ou reduzir sua produção, favorecendo a elevação da glicose no sangue. Além disso, fatores individuais como idade mais avançada, excesso de peso, histórico familiar de diabetes e alterações metabólicas prévias também contribuem para esse risco.

É importante esclarecer que nem toda elevação da glicemia nas primeiras semanas após o transplante significa diabetes definitivo. No período inicial, pode ocorrer hiperglicemia transitória relacionada ao estresse cirúrgico e às doses mais altas de corticóides. Por isso, o diagnóstico deve ser feito com critério técnico e acompanhamento adequado, evitando conclusões precipitadas.

A identificação precoce é fundamental porque o diabetes pós-transplante, quando não tratado, pode aumentar o risco cardiovascular, favorecer infecções e impactar negativamente a função do enxerto renal. Em outras palavras, controlar a glicose também é uma forma de proteger o rim transplantado.

A boa notícia é que há prevenção, rastreamento e tratamento. Monitorização regular da glicemia, ajustes individualizados na imunossupressão quando indicados, orientação nutricional, controle do peso corporal e acompanhamento conjunto entre nefrologia e endocrinologia fazem parte da estratégia de cuidado baseada em evidências.

Transplante é recomeço, mas recomeços exigem responsabilidade clínica e vigilância contínua. Cuidar do rim transplantado é, também, cuidar do metabolismo como um todo.

Fontes: KDIGO - Diretrizes internacionais para cuidado do paciente renal; American Diabetes Association - Standards of Care in Diabetes e Nephrology Dialysis Transplantation (2024) - Consenso Internacional sobre Diabetes Pós-Transplante

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Um estudo divulgado pela Universidade de São Paulo (USP), realizado na sua Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto,  ori...
23/02/2026

Um estudo divulgado pela Universidade de São Paulo (USP), realizado na sua Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, orientado pela professora Rita Passaglia, mostrou que uma substância presente no brócolis - o sulforafano - pode ter efeito protetor contra os danos renais causados pelo excesso de glicose no sangue.

Esse estudo reforça um ponto que a ciência vem consolidando: o estresse oxidativo é um dos principais mecanismos de lesão renal no diabetes.

O sulforafano é um composto bioativo encontrado principalmente em vegetais crucíferos, como: brócolis, couve, couve-flor e repolho. Ele possui ação antioxidante e anti-inflamatória, atuando na ativação de vias celulares protetoras contra o estresse oxidativo.

O excesso de açúcar no sangue gera aumento de radicais livres e isso leva a inflamação e lesão das células renais. O sulforafano ativa mecanismos celulares que reduzem esse dano.

Pode ajudar a minimizar a progressão da nefropatia diabética. Sabemos que a nefropatia diabética é uma das principais causas de doença renal crônica e diálise no Brasil e no mundo. Portanto, qualquer estratégia baseada em evidência que reduza o estresse oxidativo merece atenção.

Importante: não é “cura”, é estratégia preventiva. É fundamental deixar claro: comer brócolis não substitui controle glicêmico, não substitui medicamentos, não substitui acompanhamento médico mas reforça algo que ensino há décadas aos meus alunos e pacientes: a alimentação adequada faz parte da terapia renal.

Se você é diabético ou tem pré-diabetes, lembre-se de manter:
▪️Controle rigoroso da glicemia;
▪️Alimentação equilibrada;
▪️Atividade física;
▪️Monitoramento periódico da função renal.

A prevenção continua sendo o melhor tratamento.

Fonte: Jornal da USP

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Durante os períodos de descanso, viagens ou festas, é comum relaxarmos a rotina. Mas existe algo que não pode parar: o f...
20/02/2026

Durante os períodos de descanso, viagens ou festas, é comum relaxarmos a rotina. Mas existe algo que não pode parar: o funcionamento dos rins.

Os rins trabalham 24 horas por dia filtrando o sangue, eliminando toxinas, regulando a pressão arterial, equilibrando eletrólitos e controlando o volume de líquidos no organismo. Mesmo quando estamos descansando, eles continuam exercendo suas funções silenciosamente.

O problema é que, nessas épocas, aumentam os fatores que podem sobrecarregá-los:
🔹redução da ingestão de água;
🔹exposição prolongada ao calor;
🔹alterações na alimentação;
🔹uso de medicamentos sem orientação;
🔹descuido no controle da pressão e da glicemia.

A desidratação e os desequilíbrios metabólicos são causas frequentes de lesão renal aguda, especialmente em idosos, hipertensos, diabéticos e pessoas que já apresentam alguma doença renal.

É importante lembrar que os rins costumam adoecer de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes o comprometimento já está avançado.

Manter hidratação adequada, seguir o tratamento das doenças crônicas e realizar exames periódicos são atitudes simples que preservam a função renal a longo prazo.

Descansar é necessário, mas cuidar da saúde também é. Os rins não entram de férias!

Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), National Kidney Foundation (NKF), KDIGO Clinical Practice Guidelines for Acute Kidney Injury e UpToDate - Acute kidney injury and prevention strategies

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Dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo…É comum que, diante desses sintomas, muitas pessoas recorram rapidamente a um a...
18/02/2026

Dor de cabeça, mal-estar, dores no corpo…

É comum que, diante desses sintomas, muitas pessoas recorram rapidamente a um anti-inflamatório.

Mas é importante entender: anti-inflamatório não é tratamento para ressaca e pode prejudicar os rins.

Os anti-inflamatórios reduzem a produção de prostaglandinas, substâncias que ajudam a manter o fluxo adequado de sangue para os rins.

Em situações de desidratação, frequente após longos períodos de calor, pouca ingestão de líquidos ou noites mal dormidas, o risco de lesão renal aumenta significativamente. Essa combinação pode levar a:
🔹redução da filtração renal;
🔹aumento da creatinina;
🔹em casos mais graves, lesão renal aguda.

O risco é ainda maior em idosos, hipertensos, diabéticos, pessoas com doença renal prévia e usuários de diuréticos ou anti-hipertensivos.

A abordagem adequada para o mal-estar é a hidratação, repouso e acompanhamento médico quando necessário. Automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, não deve ser a primeira escolha.

Rim não dói quando está sofrendo e muitas lesões começam de forma silenciosa.

Cuidar da saúde também é saber o que evitar.

Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), National Kidney Foundation (NKF), KDIGO Clinical Practice Guidelines for Acute Kidney Injury e UpToDate – NSAIDs and kidney injury

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O Carnaval não é, por si só, um risco à saúde. O que traz consequências é o descuido com o próprio corpo.Calor intenso, ...
16/02/2026

O Carnaval não é, por si só, um risco à saúde. O que traz consequências é o descuido com o próprio corpo.

Calor intenso, longos períodos sem hidratação adequada, alterações na alimentação, privação de sono e uso indiscriminado de medicamentos são fatores que podem impactar diretamente o equilíbrio do organismo, especialmente a função renal.

Os rins trabalham continuamente para filtrar o sangue, regular líquidos, controlar eletrólitos e auxiliar na manutenção da pressão arterial.

Quando o corpo entra em desequilíbrio, eles são um dos primeiros órgãos a sentir. Desidratação, infecções urinárias, formação de cálculos renais e até lesão renal aguda podem surgir quando os cuidados básicos são negligenciados.

É possível aproveitar.
É possível descansar.
É possível celebrar.

Mas é essencial:
🔹manter hidratação regular;
🔹respeitar os sinais do corpo;
🔹evitar automedicação;
🔹manter controle de doenças crônicas;
🔹não ignorar sintomas como urina escura, inchaço ou queda da pressão.

A Prevenção não tira a alegria, pelo contrário, ela preserva a saúde para que a alegria continue.

O Carnaval passa, mas o cuidado permanece.

Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), National Kidney Foundation (NKF), KDIGO Clinical Practice Guidelines for Acute Kidney Injury.

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Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar.O que muitas pessoas não sabem é que o álcool não a...
13/02/2026

Durante o Carnaval, o consumo de bebidas alcoólicas costuma aumentar.

O que muitas pessoas não sabem é que o álcool não afeta apenas o fígado ele também impõe uma sobrecarga importante aos rins.

O álcool tem efeito diurético, ou seja, aumenta a perda de água pela urina. Associado ao calor intenso e ao suor excessivo, isso favorece a desidratação, reduzindo o volume de sangue que chega aos rins e comprometendo sua capacidade de filtração.

Quando essa situação se mantém, podem ocorrer:
🔹urina escura e em menor volume;
🔹queda da pressão arterial;
🔹desequilíbrios de sódio e potássio;
🔹risco de lesão renal aguda, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Outro ponto de atenção é que o álcool potencializa os riscos do uso de anti-inflamatórios e analgésicos, muito comuns nesse período. Essa combinação álcool, desidratação e medicamentos é particularmente agressiva para os rins.

Quem deve ter atenção redobrada:
🔹pessoas com doença renal;
🔹hipertensos e diabéticos;
🔹idosos;
🔹quem já teve cálculo renal;
🔹usuários de diuréticos ou anti-hipertensivos.

A orientação médica é clara: se for beber, intercale a bebida alcoólica com água, evite excessos, respeite os sinais do corpo e não se automedique.

O Carnaval passa. A função renal precisa ser preservada o ano todo.

Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), National Kidney Foundation (NKF) e UpToDate - Alcohol use and kidney health.

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Em períodos de calor intenso, como durante o Carnaval, o corpo perde grande quantidade de líquidos por meio do suor, da ...
11/02/2026

Em períodos de calor intenso, como durante o Carnaval, o corpo perde grande quantidade de líquidos por meio do suor, da respiração acelerada e do esforço físico prolongado.

Quando essa perda não é reposta adequadamente, ocorre a desidratação, um dos principais fatores de agressão aos rins.

Os rins dependem da água para realizar sua principal função: filtrar o sangue e eliminar toxinas. Com menos líquido circulando no organismo, o fluxo de sangue que chega aos rins diminui, comprometendo a filtração e aumentando o risco de lesão renal aguda.

Sinais de alerta que não devem ser ignorados:
urina escura ou em pequeno volume;
sensação de boca seca;
tontura ou cansaço excessivo;
dor de cabeça.

Além disso, a desidratação favorece a formação de cálculos renais, infecções urinárias e alterações da pressão arterial, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

Manter uma hidratação adequada, com ingestão regular de água ao longo do dia, respeitar os limites do corpo e fazer pausas para descanso são atitudes simples que protegem os rins e evitam complicações.

Fontes: Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), National Kidney Foundation (NKF) e UpToDate - Dehydration and acute kidney injury

Dr. Rui Alberto Gomes | Nefrologista
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A Leucemia é um câncer do sangue e da medula óssea.Ela não se origina nos rins, mas pode impactar a função renal de dife...
09/02/2026

A Leucemia é um câncer do sangue e da medula óssea.

Ela não se origina nos rins, mas pode impactar a função renal de diferentes formas ao longo da doença e do tratamento.

Um dos mecanismos mais importantes é a síndrome da lise tumoral, que pode ocorrer de forma espontânea ou após o início da quimioterapia. Nessa situação, a destruição rápida das células leucêmicas libera grandes quantidades de ácido úrico, fósforo e potássio na circulação, sobrecarregando os rins e podendo levar à insuficiência renal aguda, além de distúrbios eletrolíticos graves.

Além disso, em alguns casos, as próprias células da leucemia podem infiltrar o tecido renal, reduzindo sua capacidade de filtração. Infecções graves, comuns em pacientes imunossuprimidos, e episódios de sepse também representam riscos importantes para a função renal.

Outro ponto essencial é o tratamento. Muitos quimioterápicos, antibióticos e medicamentos de suporte utilizados no cuidado do paciente com leucemia dependem da função renal para serem eliminados com segurança. Quando os rins estão comprometidos, é necessário ajustar doses para evitar toxicidade e complicações adicionais.

Por isso, o acompanhamento da função renal faz parte do cuidado integral do paciente com leucemia. Exames simples, como creatinina, eletrólitos, ácido úrico e urina tipo 1, ajudam a detectar alterações precocemente e permitem intervenções rápidas, preservando tanto os rins quanto a continuidade do tratamento oncológico.

Leucemia não é uma doença dos rins mas os rins frequentemente sentem os efeitos da doença e do tratamento.

Cuidar da função renal é cuidar da segurança, da resposta terapêutica e da qualidade de vida do paciente.

Fontes: Instituto Nacional de Câncer (INCA), National Cancer Institute (NCI), National Kidney Foundation (NKF) e UpToDate - Kidney involvement in leukemia and tumor lysis syndrome

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A Doença de Alzheimer é uma condição que afeta o cérebro, mas o cuidado com esses pacientes não pode ser restrito apenas...
06/02/2026

A Doença de Alzheimer é uma condição que afeta o cérebro, mas o cuidado com esses pacientes não pode ser restrito apenas à memória ou às funções cognitivas.

Com o envelhecimento, ocorre uma redução natural da função renal. Quando essa perda se associa a doenças comuns nessa fase da vida - como hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, cria-se um ambiente de inflamação sistêmica e desequilíbrio metabólico, que pode impactar também a saúde cerebral.

Estudos mostram que a doença renal crônica está associada a maior risco de declínio cognitivo, alterações vasculares cerebrais e piora funcional em idosos. Além disso, quando os rins não conseguem filtrar adequadamente o sangue, ocorre acúmulo de substâncias tóxicas que podem contribuir para confusão mental, sonolência excessiva e perda de autonomia.

Outro ponto essencial é o uso de medicamentos. Muitos fármacos utilizados no cuidado de pacientes com Alzheimer dependem da função renal para serem eliminados com segurança. Quando os rins estão comprometidos, aumentam os riscos de efeitos colaterais, interações medicamentosas e piora do estado geral.

Por isso, avaliar a função renal faz parte do cuidado integral do envelhecimento saudável. Exames simples, como creatinina, urina tipo 1, albuminúria, eletrólitos e controle da pressão arterial, ajudam a orientar decisões mais seguras e a prevenir complicações silenciosas.

Envelhecer bem não significa ausência de doenças. Significa acompanhamento, prevenção e cuidado contínuo.

Cuidar dos rins é preservar o equilíbrio do organismo. Preservar o equilíbrio é proteger o cérebro. E proteger o cérebro é cuidar da qualidade de vida.

Fontes: Organização Mundial da Saúde (OMS / WHO), National Institute on Aging (NIA), National Kidney Foundation (NKF) e UpToDate – Chronic kidney disease and cognitive impairment.

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