Dra. Ana Laura Zeferino - Psiquiatra

Dra. Ana Laura Zeferino - Psiquiatra Médica Psiquiatra formada pelo instituto Bairral de Psiquiatria, o maior complexo em saúde mental da

Tem uma cena que se repete na vida de muita gente: o corpo finalmente para a luz se apaga, e é exatamente nesse momento ...
07/05/2026

Tem uma cena que se repete na vida de muita gente: o corpo finalmente para a luz se apaga, e é exatamente nesse momento que a mente decide começar a trabalhar. Conversas do dia, planos para amanhã, problemas que talvez nem existam.

Isso tem nome, mecanismo neurobiológico e tratamento. Não é falta de força de vontade, não é frescura, não é simplesmente “pensar demais”. É o sistema nervoso confundindo pensamento com ameaça real, e fazendo isso justamente no único momento em que você ficou quieta o suficiente para perceber. No carrossel, explico por que isso acontece com tanta frequência em quadros ansiosos, por que técnicas isoladas costumam falhar e o que diferencia ruminação noturna de uma noite ruim eventual. Arrasta para o lado e leia até o fim.

Se isso se repete várias vezes por semana, é sinal de que existe algo que precisa ser olhado com seriedade. Envie uma mensagem para agendar sua avaliação. Dormir bem faz parte do tratamento, não é pré-requisito para começar.

Existe um padrão clínico que chamamos de depressão sorridente, ou depressão mascarada, em que a pessoa mantém uma aparên...
05/05/2026

Existe um padrão clínico que chamamos de depressão sorridente, ou depressão mascarada, em que a pessoa mantém uma aparência funcional e até agradável para o mundo externo, enquanto carrega internamente um sofrimento intenso.

Ela ri das piadas, aparece nos eventos, responde “tô bem” sem hesitar. Mas, ao chegar em casa, o peso é grande demais para carregar. A diferença entre o que mostra e o que sente cria um esgotamento adicional, porque manter a máscara consome energia que já não existe em abundância.

Esse padrão é mais comum do que se imagina e, justamente por isso, demora a ser reconhecido, pela pessoa e por quem está ao redor.
Na avaliação psiquiátrica, o que importa não é o quanto você parece bem, mas como você de fato está funcionando: qualidade do sono, prazer nas atividades, energia, pensamentos recorrentes, relação com o futuro.

Se você se enxergou aqui, salve este post. E quando sentir que já não aguenta mais fingir que está bem, considere que buscar ajuda não é fraqueza, é a decisão mais corajosa que existe.

O transtorno bipolar não se resume a mudanças rápidas de humor.Ele envolve alterações marcantes de energia, sono, pensam...
01/05/2026

O transtorno bipolar não se resume a mudanças rápidas de humor.
Ele envolve alterações marcantes de energia, sono, pensamento e comportamento, que podem trazer prejuízos reais se não forem cuidados.

Lembrar disso no Dia Mundial do Transtorno Bipolar é um convite para rever a forma como usamos essa palavra e para enxergar, por trás do diagnóstico, pessoas que podem se beneficiar de tratamento e apoio, não de piadas.

Se você conhece alguém que vive entre altos e baixos intensos, compartilhe este conteúdo. Informação séria é uma forma de cuidado.

Muita gente aprendeu a medir o próprio valor pela capacidade de aguentar tudo. Não derrubar pratos, não decepcionar ning...
29/04/2026

Muita gente aprendeu a medir o próprio valor pela capacidade de aguentar tudo. Não derrubar pratos, não decepcionar ninguém, não “dar trabalho”.

O problema é que, em nome de ser forte, você passa a se abandonar: invalida o que sente, normaliza o peso e só dá atenção ao sofrimento quando o corpo e a mente já não conseguem mais segurar.

Olhar com honestidade para o quanto isso tem te custado é um gesto de cuidado, não de fraqueza.

Se você se reconheceu aqui, salve este post para reler em dias em que sentir vontade de ignorar seus próprios limites de novo.

Muita gente diz que teve uma infância “normal”, porque não passou por nada que pareça grande o suficiente para chamar de...
27/04/2026

Muita gente diz que teve uma infância “normal”, porque não passou por nada que pareça grande o suficiente para chamar de trauma.

Mesmo assim, hoje vive com: ansiedade intensa, medo de rejeição, dificuldade em confiar, culpa por dizer não, necessidade de agradar o tempo todo, crises emocionais aparentemente “sem motivo”.

Isso pode ser efeito de experiências que foram sendo normalizadas: críticas constantes, pouco afeto, ambiente tenso, comparações, responsabilidades maiores do que a idade, medo de desagradar.
Não é invenção, nem fraqueza.

É a forma como o corpo e a mente responderam a anos de adaptação.

Reconhecer isso não é ficar preso ao passado, é entender de onde vêm esses sintomas para poder cuidar deles de um jeito mais honesto e efetivo.

Crescer ouvindo frases como “não foi nada”, “tá exagerando”, “para com isso” não faz a emoção sumir.Só ensina a guardar ...
24/04/2026

Crescer ouvindo frases como “não foi nada”, “tá exagerando”, “para com isso” não faz a emoção sumir.
Só ensina a guardar tudo para dentro e duvidar do que sente.

Na vida adulta, isso pode aparecer como dificuldade de falar sobre o que machuca, medo de incomodar, vergonha de pedir ajuda e uma tendência a minimizar a própria dor mesmo quando está no limite.

Esse padrão abre espaço para ansiedade, depressão, relações em que você se anula e uma sensação constante de que sentir é errado.
Falar sobre o que aconteceu não muda a infância, mas impede que essas marcas sigam ditando suas reações hoje.

Se isso fez sentido, salve este post para lembrar que o que você sente merece ser levado a sério.

Muita gente se culpa pelo jeito que reage hoje, sem perceber que está repetindo estratégias de sobrevivência que fizeram...
22/04/2026

Muita gente se culpa pelo jeito que reage hoje, sem perceber que está repetindo estratégias de sobrevivência que fizeram sentido em algum momento da vida.

Entender que certas respostas emocionais têm história não resolve tudo, mas muda o tom: em vez de se chamar de exagerada, você começa a se perguntar o que essa reação está tentando proteger.

Se isso fez sentido, salve este post para reler nos dias em que você se cobrar por “sentir demais”.

É comum só procurar ajuda quando a situação chega ao extremo: crises intensas, impulsos difíceis de controlar, desorgani...
20/04/2026

É comum só procurar ajuda quando a situação chega ao extremo: crises intensas, impulsos difíceis de controlar, desorganização total da rotina.
Mas, no transtorno bipolar, cuidar apenas nos momentos de “explosão” costuma ser pouco e tarde.

Acompanhamento contínuo ajuda a:
– entender o próprio padrão de funcionamento
– reconhecer sinais precoces de mudança de fase
– ajustar tratamento antes que o episódio se agrave

Levar o transtorno bipolar a sério também significa não esperar chegar ao limite para se cuidar.
Se esse tema conversa com a sua história ou com a de alguém próximo, salve este post para lembrar disso nas próximas semanas.

Muita gente imagina o transtorno bipolar apenas como alternância entre “euforia” e “tristeza”.Na prática, ele pode envol...
17/04/2026

Muita gente imagina o transtorno bipolar apenas como alternância entre “euforia” e “tristeza”.

Na prática, ele pode envolver mudanças importantes de energia, sono, impulso, pensamento e comportamento, que afetam trabalho, estudos e relações.

Outro ponto pouco falado é que existe tratamento e possibilidade de estabilidade. Com acompanhamento adequado, muitas pessoas conseguem reduzir crises, reorganizar a rotina e retomar planos que pareciam impossíveis.

Se você conhece alguém que vive entre altos e baixos intensos há anos, compartilhe este post. Pode ser um convite para olhar para isso com mais seriedade e menos julgamento.

Existem relações em que você está sempre em alerta: medo de falar algo errado, medo de ser abandonada, medo de ser “dema...
15/04/2026

Existem relações em que você está sempre em alerta:
medo de falar algo errado, medo de ser abandonada, medo de ser “demais”.

O corpo vive tenso, a mente tenta adivinhar o que o outro está pensando o tempo todo.
Quando a maior parte da sua energia vai para não perder a pessoa, e não para viver a relação, algo aí deixa de ser saudável.
Ansiedade constante, crises de choro, sensação de caminhar em ovos e medo exagerado de rompimento são sinais de que esse vínculo pode estar desregulando a sua saúde emocional.

Se esse texto descreve mais do que um momento isolado, considere buscar ajuda profissional para entender de onde vem esse padrão e como construir relações em que você não precise se abandonar para ser amada.

Nem sempre a ansiedade aparece como crise visível.Em muitas pessoas, ela se disfarça de irritação: respostas duras, impa...
12/04/2026

Nem sempre a ansiedade aparece como crise visível.

Em muitas pessoas, ela se disfarça de irritação: respostas duras, impaciência, explosões pequenas ao longo do dia.
Por dentro, a mente está cheia de preocupações, medo de falhar, sensação de estar sempre atrasada. Por fora, o que os outros veem é alguém “nervosa” ou “grossa”.

Nem toda reatividade é “mau caráter”. Em muitos casos, é uma mente sobrecarregada tentando dar conta de mais do que consegue.

Se você sente que anda reagindo de um jeito que não gosta, vale observar o que está por trás disso. E, se percebe que está pesado demais, buscar ajuda profissional é um passo importante para entender e regular essas emoções.

Endereço

Avenida BRASÍLIA 441
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13800280

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