28/02/2026
🖐️ Reconstrução de mão após amputação traumática em máquina industrial
Esse paciente teve a mão puxada por uma máquina tipo moedor de tecidos no trabalho.
Chegou com:
•Perda extensa de pele e partes moles
•Exposição e destruição óssea
•Perda de tendões
•Amputação traumática do polegar e parte do metacarpo
Em muitos cenários, o caminho acaba sendo a amputação.
Aqui, optamos por um plano reconstrutivo em estágios, com foco em preservar o máximo de função possível.
🔹 1ª etapa – Debridamento e salvamento de estruturas
Limpeza agressiva da ferida, retirada de todo tecido desvitalizado e preservação cuidadosa de ossos, tendões, vasos e nervos que ainda podiam ser aproveitados.
🔹 2ª etapa – Cobertura com retalho inguinal
Para cobrir toda a área sem pele, usamos um retalho inguinal: um segmento de pele e tecido trazido da região da barriga para a mão.
O paciente ficou cerca de 30 dias com a mão “presa” ao abdome, até o retalho pegar com segurança.
🔹 3ª etapa – Autonomização e refinamento
Após esse período, autonomizamos o retalho, soltando a mão da barriga e fechando a região doadora, que deixou uma cicatriz esteticamente aceitável.
A mão ficou totalmente coberta, com boa cicatrização, movimento dos dedos e força de punho preservados.
🔹 O próximo capítulo
Em um segundo tempo cirúrgico, o plano é realizar uma policização, transformando o dedo médio em um novo “polegar” para devolver a pinça e ampliar ainda mais a função.—
📌 Por que mostrar esse caso?
Porque em traumas extremos de mão, muitas vezes ainda existe alternativa à amputação, desde que se tenha planejamento, equipe e técnica adequados.
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💬 Dúvidas sobre esse tipo de reconstrução ou sobre o retalho inguinal? Deixe sua pergunta nos comentários ou envie no direct.