12/12/2025
Marina, nome fictício utilizado para preservar a privacidade da pessoa atendida., 42 anos, chegou relatando episódios de exaustão profunda, queda de energia após situações emocionais intensas, e um padrão antigo de tentar dar conta de tudo e de todos. Ela também apresentava alterações recorrentes relacionadas ao pâncreas, que surgiam especialmente depois de momentos de forte frustração ou de cobranças que ultrapassavam seus próprios limites.
Apesar de perceber que vivia pressionada, ela dizia:
“Eu não sei de onde vem essa sensação. Só sinto que preciso segurar tudo.”
A exploração da sua história revelou um fio silencioso, sustentado por lealdades antigas.
Marina cresceu em um ambiente onde o olhar carregava muito peso, mulheres que cuidavam de todos sem espaço para descanso, homens que guardavam suas frustrações além da própria capacidade. Ela aprendeu cedo que precisava equilibrar o que caía ao redor, mesmo quando aquilo não lhe pertencia.
O corpo apenas seguiu o roteiro.
O pâncreas, órgão profundamente ligado a impactos emocionais, começou a responder a cada movimento interno de impotência, frustração ou sensação de falha. Cada crise física surgia exatamente quando ela vivia situações que despertavam essas memórias emocionais inconscientes.
A mudança começou quando Marina reconheceu essas cargas invisíveis e pôde devolver o que não era dela.
Ao soltar expectativas herdadas e assumir apenas o que realmente lhe cabia, o corpo finalmente teve espaço para respirar. O pâncreas não precisou mais responder ao que o coração já estava pronto para liberar.