23/04/2026
Eu, você e o mito de Narciso…
Você provavelmente já ouviu falar do jovem Narciso, que se apaixonou por sua própria imagem refletida na água. À medida que se entregava a esse amor, sua alienação crescia, até que a morte o alcançou.
O que talvez você ainda não saiba é que esse mito é um reflexo de cada um de nós. Nós somos Narciso.
Na obra “O Erro de Narciso”, Louis Lavelle transforma esse mito em um símbolo da adoração excessiva à própria imagem, que nos leva a perder o contato com a realidade.
Mas o que temos em comum com Narciso?Tudo!
Vivemos em uma cultura que celebra um autoamor distorcido como a chave para a felicidade, sem nos alertar sobre os perigos de uma devoção excessiva a nós mesmos. O discurso que parece promover autocuidado, autoestima e autoconhecimento pode, na verdade, nos aprisionar em uma imagem idealizada de quem somos, criando uma ilusão que nos afasta da nossa verdadeira essência.
É fundamental recuperarmos uma percepção autêntica de nós mesmos, reconhecendo nossa condição de seres imperfeitos e buscando um aprimoramento que transcenda o egoísmo.
Lavelle ressalta a importância de redirecionar nosso foco do amor-próprio para o amor e o serviço ao próximo, sugerindo que a verdadeira felicidade se encontra na conexão e no altruísmo.
F**a o convite para que reconsideremos nossas prioridades e busquemos um amor próprio que se baseie na autenticidade e no amor ao próximo.
“Amar ao próximo como a ti mesmo” nunca foi tão necessário.