26/11/2017
A micropigmentação ou tatuagem de olheiras é procedimento que, como muitos outros que prometem "soluções rápidas e milagrosas" para problemas complexos, está em alta no mercado estético. Nesse procedimento é aplicada uma tinta do mesmo tom da pele na área escura abaixo dos olhos. A Sociedade Brasileira de Dermatologia não recomenda o tratamento e vamos explicar o porquê. Primeiramente, para tratar adequadamente as olheiras é preciso determinar o tipo de pigmento predominante (vascular, hemossiderina, melanina), a profundidade, e as causas/fatores agravantes da olheira (genética, prurido, alergias respiratórias...). Essa técnica se concentra apenas na pigmentação e não trata da profundidade das olheiras, a qual pode ser causada pela flacidez da pele e envelhecimento e cuja correção pode ser feita com preenchimento de ácido hialurônico. Além disso, trata-se apenas de uma camuflagem imediata, e é preciso lembrar que o tom da pele do paciente pode mudar ao longo dos anos. Essa camuflagem pode também dificultar possíveis tratamentos futuros, como lasers. Na dermatologia, hoje temos um arsenal de procedimentos como peelings, lasers e preenchimentos os quais, isolados ou associados, podem tratar as olheiras de forma bastante específica e segura. E, embora em alguns casos, a olheira não desapareça completamente, pois não há nenhum tratamento que seja milagroso para todas as pessoas, é possível amenizar bastante o problema. Outro fator importante a ser considerado é a característica da pele na região próxima aos olhos, que por ser muito fina e rica em vasos, pode sofrer alergias devido ao pigmento depositado e outras complicações relacionadas ao sangramento pelo trauma das agulhas. ✅ Dermatologia para leigos indica: Desconfie de qualquer método de tratamento milagroso e antes de realizar qualquer procedimento estético, mesmo que pareça simples, consulte sempre seu dermatologista pra ouvir uma opinião segura!