06/02/2026
Ontem realizamos, em parceria com o CAPSad III Paulo da Portela e com o apoio do Centro de Atendimento Integrado às Pessoas em Situação de Rua, a exibição do documentário “Meu nome não é cracudo”. A obra é protagonizada e produzida por usuários e trabalhadores do CAPSad III Paulo da Portela e expressa, de forma sensível e potente, narrativas que rompem estigmas e reafirmam a centralidade da vida, da dignidade e dos direitos no cuidado em saúde mental.
O encontro possibilitou uma escuta qualificada dos protagonistas, que compartilharam os processos de criação, produção e atuação no documentário, revelando a força da arte e da cultura como dispositivos de cuidado, produção de subjetividade e fortalecimento de vínculos. As falas evidenciaram o quanto práticas comprometidas com a Reforma Psiquiátrica e com a atenção psicossocial ampliam horizontes, constroem pertencimento e produzem sentidos para além do adoecimento.
Contamos com a presença expressiva de usuários e trabalhadores da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e da assistência social, que participaram ativamente do debate, dialogando sobre os desafios, as potências e as implicações éticas e políticas de produzir um documentário marcado pela realidade, pela alegria e pela vitalidade de seus sujeitos.
Encerramos o encontro em um momento de convivência e partilha, reforçando que o cuidado também se constrói nos encontros simples, na troca, no afeto e na celebração coletiva. Um fechamento que reafirma que produzir saúde é, antes de tudo, produzir vida.