08/03/2026
A carioca Gabriela Frajtag, de apenas 20 anos, recém-formada, venceu um dos mais importantes concursos internacionais de biologia quântica do mundo — superando 97 artigos submetidos por pesquisadores de seis continentes, incluindo doutores e professores universitários de instituições renomadas. O prêmio foi promovido pelo Foundational Questions Institute (FQxI), em parceria com o Paradox Science Institute e a instituição brasileira Idor Ciência Pioneira, distribuindo um total de US$ 53 mil (cerca de R$ 300 mil) entre os melhores ensaios. Gabriela recebeu US$ 3 mil com menção honrosa por responder à pergunta central da competição: "A vida é quântica?"
A biologia quântica é um campo emergente que investiga como fenômenos da física quântica — como superposição de estados, entrelaçamento e tunelamento quântico — ocorrem e têm função nos processos biológicos dos organismos vivos. Durante anos, o consenso era de que o ambiente "quente, úmido e barulhento" das células biológicas seria incompatível com fenômenos quânticos delicados. Mas pesquisas recentes demonstraram que processos como a fotossíntese (transferência de energia em folhas), a navegação magnética de aves e o olfato humano podem envolver mecanismos quânticos de formas que a biologia clássica não consegue explicar completamente. O ensaio de Gabriela navegou por esse território fronteiriço entre física e biologia, se destacando entre pesquisadores muito mais experientes. "Foi ali que eu mergulhei de verdade nesse campo que trata a biologia também a partir da interseção com a física", afirmou a jovem, que participou de um intensivo de 40 estudantes e pesquisadores mundiais antes do concurso.
O reconhecimento de Gabriela é mais do que uma conquista individual: é o sinal de que jovens cientistas brasileiros podem disputar — e ganhar — no mais alto nível científico global desde o início da carreira, sem precisar ter décadas de currículo. "É um campo muito novo, com muito espaço para crescer. Participar disso tão cedo é uma responsabilidade e também uma motivação para continuar", disse ela.
Uma jovem de 20 anos do Rio de Janeiro respondeu a pergunta que intriga físicos e biólogos do mundo inteiro — e ganhou.