25/01/2026
Um "casal" é formado de duas pessoas, onde e quando (lugar e espaço) duas subjetividades coexistem.
Não permitir que o outro se anule na relação, em sua carência, por medo de abandono ou dependência financeira, é sinônimo de amor; do contrário, tanto faz a companhia, o amor é, em grande medida, próprio, narcísico, retorna sempre ao eu, subdesenvolvido, incapaz de ser compartilhado, - pouco cabe o outro, - 'pouco se identifica com o outro'. Nesses casos, embora o abusador procure menos um tratamento, é sempre o mais problemático, assim nas relações de trabalho ou de "amizade", onde sua frágil estrutura (ativa/passiva) pode produzir outros sint(h)omas e traços de personalidade, por exemplo, quando em seu delírio, é o outro que precisa dele, e não o contrário (ago'centrismo).