09/04/2026
Muitas mulheres que eu atendo aprenderam, ao longo da vida, que ser uma “boa pessoa” significa estar sempre disponível, compreensiva e produtiva — mesmo quando isso custa caro. Na prática, isso se traduz em um padrão de pensamentos automáticos como “eu preciso dar conta”, “não posso decepcionar” ou “se eu disser não, vão me ver de forma negativa”. A longo prazo, esse funcionamento alimenta exaustão, desconexão de si mesma e uma sensação constante de insuficiência.
E esse comportamento traz um preço emocional quando nossas ações se afastam dos nossos valores e necessidades, o sofrimento psicológico tende a aumentar.
Se permitir ser quem você é — com limites, preferências e até recusas — não é egoísmo, é alinhamento, é coerência com a pessoa que você se tornou.
Nem todo mundo vai gostar, e isso não define o seu valor. A literatura científica já aponta que relações mais saudáveis estão associadas à autenticidade e à flexibilidade psicológica, e não à tentativa constante de agradar.
Em vez de tentar caber em todos os espaços, talvez o movimento mais honesto seja escolher e se permitir ser escolhida por quem realmente combina com você.
E no fim, não se trata de ser uma “boa” ou “má” pessoa, mas de construir relações verdadeiras onde existam afinidade, respeito e espaço real para você existir.