05/03/2026
🏰 Uma mulher quis erguer um castelo dentro de si. No primeiro dia, colocou apenas uma pedra — e voltou para casa antes do anoitecer.
Com o passar dos dias, foi entendendo melhor o terreno: havia manhãs de silêncio, tardes de quebrar pedras teimosas, dias de assentar novas paredes e outros de retirar blocos que já não serviam ao desenho.
Quando as torres começaram a surgir, vieram também ajustes inesperados. Algumas paredes precisaram mudar de lugar, caminhos foram redesenhados, e necessidades que não estavam no plano pediram espaço — ainda assim, ela seguiu, porque aquele castelo continuava valendo a obra.
No fim, o castelo cresceu no compasso de quem o constrói: crescimento pede tempo, espaço e direção — muito mais do que pressa ou perfeição. 🩵