03/01/2026
Você começa a usar Monjaro e aparece um enjoo, uma azia ou um desconforto abdominal.
A interpretação imediata costuma ser: “isso é do medicamento.”
Mas nem sempre é.
Os efeitos colaterais do Monjaro são típicos, bem descritos e seguem um padrão: intensidade previsível, horários característicos, frequência específica e uma progressão já conhecida.
Então, quando um sintoma não se encaixa nesse padrão, essa é a primeira pista de que a causa pode ser outra.
Na verdade, o enjoo, a azia ou o desconforto abdominal podem ser consequência de:
• refluxo antigo,
• alimentação rica em gordura,
• ansiedade,
• digestão mais lenta,
• ou até uso de outros medicamentos.
A partir daí, entra o raciocínio clínico: é feita uma investigação do que já existia antes.
O Mounjaro não cria essas condições do zero, ele apenas pode evidenciar algo que já estava presente.
Em seguida, pode ser realizado o que chamamos de exclusão clínica:
• o horário do sintoma é correlacionado com o uso do medicamento,
• são analisadas pequenas mudanças de rotina,
• observa-se a resposta do corpo a ajustes alimentares ou de dose,
• e avalia-se se aquele padrão realmente corresponde ao esperado para um efeito colateral.
Quando o comportamento do sintoma foge dessa lógica, há uma forte indicação de que a origem é outra e isso muda completamente o manejo do tratamento.
Se você está usando Mounjaro e percebe sintomas que parecem “culpa do medicamento”, vale investigar com cuidado.
Entender de onde o sintoma realmente vem garante um tratamento mais seguro, confortável e eficaz.