26/12/2025
🌻 Este foi o primeiro Natal com a ausência do meu pai. E o luto me fez ter uma experiencia em que a definição, por um momento, foi: estranha. Talvez por ter vivenciado algo diferente do “esperado”. Em vez da dor intensa, do choro compulsivo e da tristeza, encontrei leveza, serenidade e respeito. Ficamos ali, em família, reunidos e unidos, constatando a ausência e seguindo no ritmo que foi possível. Sem negação, sem alegria forçada — mas com fluidez.
Às vezes, temos uma autocobrança baseada no social, de como “deveríamos” sentir, em detrimento do nosso próprio luto. Tenho aprendido e experimentado que está tudo bem quando o luto se apresenta de uma forma diferente.
A perda do meu pai me ensinou que o amor não acaba. Ele muda de forma, se transforma em presença silenciosa, em memória viva, em gratidão. E também me ensinou que o luto não é um molde: cada um vive no seu tempo, no seu jeito, com a sua própria verdade.
Tenho aprendido a reconhecer a minha maneira de viver o luto e a me recusar a assumir experiências que não são minhas apenas em troca de pertencimento.
O importante é nos acolhermos, sem cobranças, com coragem para olhar para dentro e reconhecer como o luto se manifesta em nós — com lágrimas, sorrisos, silêncio, leveza ou saudade profunda. Tudo isso é válido.
Sigo sentindo falta, sigo com amor — e sigo aprendendo com ele, mesmo depois da partida. O luto não é linear. Acolha a sua experiência. 🫂❤️🩹💐