01/11/2018
A HISTÓRIA SILENCIOSA
Nas ruas de Nova Santa Rita, nesta quinta-feira, 1º de Novembro, as rajadas de vento, tradicionais na época de Finados, estão ausentes. O dito popular que torna o vento mais perceptível nesta época, antecipa a data de lembrar os entes queridos que já partiram.
A movimentação nos cemitérios da cidade habitualmente inicia dias antes do 2 de Novembro. Nas visitações, limpeza das lápides, orações, flores.
Mas andar pelos caminhos estreitos entre os túmulos dos Campos Santos pode ser uma bela fonte de história. Na cidade, são três os locais: Cemitérios do Caju, Morretes e Berto Círio, estes dois últimos, os mais antigos.
TUMULO DO FUNDADOR DA CIDADE
Na estrada Deoclécio Rodrigues, numa região um pouco mais alta, está o cemitério do Berto Círio. Próximo a entrada, duas lápides antigas, escritas em alemão. Sinal da imigração que também aportou por aqui.
Noutro espaço, ainda conservado e com mais de 100 anos, o túmulo de Justino Batista, morador cuja esposa, Rita, devota de Santa Rita de Cássia, pediu a construção de uma capela. A construção do templo, em 1884, deu nome à região, que ficou conhecida como Santa Rita, e, em 1992, torna-se o município de Nova Santa Rita.
Curiosamente no entorno ou mesmo junto ao túmulo de Justino, não se encontra a lápide da esposa Rita.
BARCOS
No outro lado da cidade, o pequeno cemitério de Morretes. Sepulturas antigas são encontradas entre as mais novas. Algumas, com um trabalho artístico que impressiona pelos detalhes feitos no cimento. Ali existem pelo menos três túmulos em forma de barcos, que conforme aponta o zelador, eram de famílias de trabalhadores nos rios que beiram a região.
Histórias que persistem silenciosas e que contam um pouco de outras épocas.
FINADOS
De acordo com a Secretaria de Obras, os cemitérios já estão preparados para a visitação no Dia de Finados. No Caju, o maior deles, haverá a instalação de banheiros químicos.
A secretaria da Saúde lembra para que as pessoas evitem de colocar sobre os túmulos, recipientes que acumulem água, pois isso contribui para a proliferação de mosquitos, e o risco de se encontrar por aqui o Aedes Aegypt, transmissor da dengue.