Erico Carvalho - LifeStyle

Erico Carvalho - LifeStyle Neurologista, expertise em Medicina do Estilo de Vida (Lifestyle Medicine). Membro da ABRASFEV.

10/03/2026

Muitas famílias passam anos ouvindo frases como:
“cada criança tem seu tempo”,
“ele ainda vai falar”,
“é só preguiça de falar”.

E enquanto isso, o tempo passa.

O desenvolvimento infantil acontece em janelas muito importantes do cérebro. Quanto mais cedo identificamos que algo pode estar fora do esperado, maiores são as chances de intervenção eficaz e evolução da criança.

Observar não é exagero.
Investigar não é paranoia.
Buscar ajuda é cuidado.

A orientação adequada pode mudar completamente o caminho de desenvolvimento de uma criança.

Se esse conteúdo pode ajudar outra família a perceber sinais importantes mais cedo, compartilhe este post. Muitas vezes a informação certa chega primeiro através de alguém que se importa. 💙

Durante muito tempo, “saúde intestinal” virou um termo popular.Mas curiosamente a ciência ainda não tinha uma definição ...
09/03/2026

Durante muito tempo, “saúde intestinal” virou um termo popular.
Mas curiosamente a ciência ainda não tinha uma definição clara e padronizada para esse conceito.

Isso mudou recentemente.

Um consenso internacional reuniu especialistas para definir o que realmente caracteriza um intestino saudável segundo a ciência atual.

E a conclusão é importante.

A saúde intestinal não depende apenas da microbiota.
Ela envolve a integração de vários sistemas do organismo: digestão, barreira intestinal, imunidade, microbiota e a forma como o próprio paciente percebe seu bem estar digestivo.

Ou seja, o intestino saudável é resultado de equilíbrio biológico, não apenas da ausência de doença.

Compreender essa visão mais ampla ajuda a direcionar melhor tanto a pesquisa científica quanto as estratégias clínicas relacionadas ao eixo intestino cérebro, nutrição e microbiota.

➡️ SIGA O PERFIL PARA APRENDER MAIS SOBRE SAÚDE INTESTINAL E MICROBIOTA.

08/03/2026

O autismo não é resultado de algo que você fez ou deixou de fazer. E você também não precisa passar por isso sozinha.

Existem muitas famílias vivendo essa mesma jornada, aprendendo, se fortalecendo e descobrindo novos caminhos todos os dias.

Compartilhe este post para que mais mães possam lembrar que não estão sozinhas nessa caminhada. 🤍

Durante muito tempo, o autismo foi descrito a partir de um padrão que não representava todas as pessoas.Por isso, muitas...
07/03/2026

Durante muito tempo, o autismo foi descrito a partir de um padrão que não representava todas as pessoas.

Por isso, muitas mulheres passaram décadas convivendo com dificuldades que ninguém conseguia explicar. Receberam diagnósticos de ansiedade, depressão, transtornos diversos… mas raramente alguém investigava o espectro autista.

Isso acontece porque o autismo em mulheres pode se manifestar de formas mais sutis.

Muitas aprendem desde cedo a observar, imitar comportamentos sociais e esconder desconfortos. Essa adaptação constante pode fazer com que o diagnóstico demore anos para acontecer.

E enquanto o diagnóstico não vem, o que muitas vivem é um cansaço profundo de tentar se encaixar o tempo todo.

Hoje sabemos que reconhecer essas diferenças é essencial para oferecer apoio, acolhimento e estratégias que realmente façam sentido para cada pessoa.

Compreender o autismo feminino não é apenas uma questão de diagnóstico.

Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com mais pessoas.
Quanto mais informação circula, mais histórias podem finalmente ser compreendidas.

05/03/2026

Quando falamos de autismo, a alimentação não é apenas uma questão de preferência ou rotina. Ela pode estar diretamente ligada ao funcionamento do organismo da criança.

A seletividade alimentar, que é muito comum no TEA, acaba criando um ciclo difícil de quebrar. Quanto menor a variedade de alimentos consumidos, menor tende a ser a diversidade da microbiota intestinal. E quando a microbiota está desequilibrada, a digestão e a absorção de nutrientes também podem ser prejudicadas. 

Isso significa que, mesmo quando a criança se alimenta, nem sempre o corpo consegue aproveitar tudo o que precisa.

Vitaminas, minerais, proteínas e gorduras boas têm papel importante no desenvolvimento neurológico, na imunidade e no crescimento. Por isso, investigar possíveis carências nutricionais pode ser um passo importante dentro do cuidado integral da criança.

Cada paciente é único, mas olhar para nutrição, microbiota e absorção intestinal muitas vezes ajuda a entender melhor o quadro e construir estratégias mais completas de cuidado.

Se esse conteúdo te ajudou a entender melhor o tema, compartilhe com outros pais que também buscam compreender o autismo com mais profundidade.

Nem todo comportamento é apenas comportamento.Em muitos pacientes dentro do espectro, o que parece ser “crise”, “agressi...
04/03/2026

Nem todo comportamento é apenas comportamento.

Em muitos pacientes dentro do espectro, o que parece ser “crise”, “agressividade” ou “desorganização emocional” pode ser a manifestação de algo muito mais profundo acontecendo no corpo.

Inflamação ativa
Disbiose intestinal
Liberação excessiva de histamina
Dor visceral
Alterações imunológicas

Tudo isso pode influenciar diretamente o cérebro e o comportamento.

Quando o sistema imune permanece ativado, o organismo entra em um estado de alerta constante. O sono piora, a dor aumenta, o intestino desregula e o comportamento passa a refletir esse desequilíbrio.

Por isso, em alguns casos, olhar apenas para neurotransmissores ou para medicações psiquiátricas não é suficiente.

É preciso investigar e organizar os eixos biológicos que sustentam o funcionamento do organismo.

Muitas vezes, quando reduzimos o ruído inflamatório do corpo, o comportamento começa a mudar.

📌 Compartilhe com alguém que precisa entender que comportamento também pode ser biologia.

03/03/2026

O diagnóstico de autismo muitas vezes chega tarde, especialmente nos casos de nível 1 de suporte. E quando isso acontece, muitos comportamentos que antes eram vistos como defeito de personalidade passam a fazer sentido.

O que parecia ser excesso de rigidez, dificuldade de lidar com mudanças ou um jeito muito particular de funcionar pode, na verdade, refletir uma forma diferente de processamento cognitivo. 

Compreender isso muda a forma como olhamos para esses jovens e também a maneira como oferecemos suporte nas relações, nos estudos e no trabalho.

Informação não muda quem a pessoa é, mas muda completamente a forma como ela é compreendida.

Durante muito tempo, quando o assunto era autismo, quase toda a atenção se voltava exclusivamente para a mãe.Hoje sabemo...
02/03/2026

Durante muito tempo, quando o assunto era autismo, quase toda a atenção se voltava exclusivamente para a mãe.

Hoje sabemos que essa visão é incompleta.

A ciência tem demonstrado que o ambiente biológico do pai antes da concepção também pode influenciar o desenvolvimento da criança. Não estamos falando de mudar o DNA, mas de algo igualmente importante: como os genes são ativados.

Inflamação crônica, obesidade, disbiose intestinal, excesso de ultraprocessados, estresse metabólico…
Tudo isso pode gerar sinais biológicos capazes de impactar o es***ma e modular processos envolvidos no neurodesenvolvimento.

Isso não significa culpa.
Significa responsabilidade compartilhada.

Quando entendemos que saúde começa antes da gravidez, ampliamos a conversa sobre prevenção e cuidado.

O desenvolvimento infantil é resultado de um sistema biológico integrado e quanto mais cedo olharmos para isso, melhores serão as oportunidades de intervenção.

Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com alguém que precisa ampliar essa visão.

01/03/2026

Protocolos não tratam pessoas. Pessoas tratam pessoas.

Quando falamos de Aripiprazol, ácido folínico ou qualquer outra intervenção, estamos falando de ferramentas. E ferramentas só fazem sentido quando existe critério, contexto clínico e individualização.

No TEA, não existe “medicação padrão”.
Existe fenótipo clínico.
Existe perfil metabólico.
Existe farmacogenética.
Existe história evolutiva.

Dois pacientes com o mesmo diagnóstico podem ter respostas completamente diferentes à mesma conduta.

É por isso que insistimos tanto em avaliação individualizada. Não é sobre defender ou condenar uma estratégia. É sobre entender para quem ela faz sentido.

Se esse conteúdo te ajuda a enxergar o tratamento com mais critério, compartilhe com quem também precisa entender isso.

Uma pesquisa recente publicada no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism e destacada pela ScienceDaily troux...
28/02/2026

Uma pesquisa recente publicada no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism e destacada pela ScienceDaily trouxe um dado extremamente relevante para a saúde materno infantil: o monitoramento consistente da função tireoidiana ao longo da gestação pode reduzir o risco de Transtorno do Espectro Autista na prole.

O estudo acompanhou mais de 51 mil nascimentos e demonstrou um padrão claro. Quando o desequilíbrio dos hormônios tireoidianos permaneceu presente por múltiplos trimestres, o risco de diagnóstico de TEA aumentou. Foi observado inclusive um padrão dose resposta, no qual o risco crescia à medida que mais trimestres eram afetados. Em contrapartida, quando a disfunção tireoidiana foi identificada e tratada adequadamente, essa associação não se manteve.

Do ponto de vista fisiopatológico, os hormônios tireoidianos maternos, especialmente a tiroxina T4, exercem papel central no neurodesenvolvimento fetal, sobretudo no primeiro trimestre, período em que o feto ainda não possui função tireoidiana própria. Alterações mesmo sutis, como hipotireoidismo subclínico ou hipotiroxinemia isolada, podem impactar processos críticos como migração neuronal, sinaptogênese, mielinização e organização cortical. Esses processos são fundamentais para circuitos relacionados à linguagem, cognição, atenção e regulação comportamental.

Os achados reforçam uma mudança de paradigma. O risco para TEA não pode mais ser interpretado exclusivamente sob a ótica do determinismo genético. Ele emerge da interação entre genética, endocrinologia, imunologia e ambiente intrauterino. O eixo tireoidiano gestacional surge como um modulador central desse risco, conectando se a processos como ativação imunológica materna, inflamação sistêmica e alterações metabólicas.

Continua na legenda ⤵️

27/02/2026

Muitos pais me perguntam sobre o uso de Aripiprazol, Risperidona e outras medicações no autismo.

Essas medicações não estão erradas. Elas têm indicação, têm evidência e podem ser extremamente úteis em contextos específicos. Eu mesmo prescrevo quando há necessidade clínica.

O ponto é outro.

O autismo não é uma condição isolada do cérebro. Ele envolve múltiplos sistemas do organismo. Existe ativação imune, alterações na micróglia, processos inflamatórios, impacto metabólico e interação constante entre genética e ambiente.

Quando enxergamos apenas o comportamento e tentamos modular apenas neurotransmissores, podemos estar tratando uma parte do problema, mas não o todo.

O paradigma atual, defendido por Martha Herbert, propõe uma visão dinâmica: cérebro, corpo e ambiente interagem o tempo inteiro. A conectividade cerebral não é fixa. Ela responde ao contexto biológico.

Isso muda completamente a forma como pensamos intervenção.

Medicação pode ser necessária.
Mas abordagem sistêmica é essencial.

Se esse conteúdo fez sentido para você, compartilhe com outros pais que precisam ampliar essa visão.

A aprovação do PL 3749/2020 pelo Senado Federal, garantindo a validade permanente dos laudos de Transtorno do Espectro A...
26/02/2026

A aprovação do PL 3749/2020 pelo Senado Federal, garantindo a validade permanente dos laudos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), não é apenas uma mudança administrativa.

É, acima de tudo, uma correção histórica.

Por anos - e em muitos casos, por décadas - famílias brasileiras de pessoas com autismo foram submetidas a um ritual burocrático desgastante, repetitivo e profundamente injusto: provar, de tempos em tempos, que o autismo do seu filho “ainda existia”.

Como se o TEA fosse uma condição transitória.
Como se fosse uma febre.
Como se fosse algo passível de cura espontânea.

A exigência de renovação periódica de laudos não apenas consumia tempo e recursos financeiros - frequentemente escassos - como também drenava energia emocional de famílias que já enfrentam uma rotina intensiva de cuidados, terapias e adaptações. A cada nova perícia, a cada nova consulta solicitada para fins meramente administrativos, pais e mães eram forçados a reviver o processo diagnóstico, muitas vezes em contextos desnecessariamente adversos.

➡️Eliminar essa obrigatoriedade é reconhecer, no plano legal, aquilo que a ciência já afirma há décadas: o autismo é uma condição do neurodesenvolvimento, de caráter permanente.

Isso, no entanto, torna ainda mais crucial um ponto que não pode ser negligenciado: a importância de um diagnóstico inicial criterioso, técnico e verdadeiramente assertivo.

Se o laudo passa a ter validade permanente, ele precisa ser fruto de:

✅avaliação clínica robusta

✅aplicação adequada de critérios diagnósticos internacionalmente reconhecidos

✅investigação diferencial responsável

✅e equipe qualificada em neurodesenvolvimento

A permanência do laudo deve ser um instrumento de dignidade — não um atalho para diagnósticos apressados ou mal fundamentados.

Em outras palavras: menos burocracia não pode significar menos rigor.

Ao contrário.

Este avanço legislativo exige que o primeiro diagnóstico seja feito com ainda mais responsabilidade, precisão e compromisso ético, pois será ele que sustentará, ao longo da vida, o acesso daquela pessoa a direitos fundamentais.

Continua na legenda ⤵️

Endereço

Praça Monsenhor Gaitto 118 Centro
Nova Soure, BA
48460000

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