Erico Carvalho - LifeStyle

Erico Carvalho - LifeStyle Neurologista, expertise em Medicina do Estilo de Vida (Lifestyle Medicine). Membro da ABRASFEV.

11/01/2026

A ciência está ampliando o olhar sobre o autismo — e ele começa antes da gravidez.

Por muito tempo, toda a atenção esteve voltada apenas para a saúde materna.
Hoje, sabemos que o ambiente biológico do pai também influencia o desenvolvimento neurológico do bebê.

A microbiota intestinal paterna, o estado inflamatório, a alimentação, o estresse metabólico e até o uso frequente de antibióticos podem modular a forma como genes serão expressos no embrião.

Não é sobre culpa.
É sobre consciência.

Porque quando entendemos que o risco pode ser modulado, também entendemos que a prevenção começa no cuidado com o corpo.

O autismo não é apenas genético.
Não é apenas ambiental.
Ele nasce da interação entre biologia, metabolismo e ambiente.

E a ciência está, finalmente, olhando para isso. 🧠

Se esse conteúdo te fez refletir, compartilhe.
Informação também é uma forma de cuidado.

Corante não é “só estética”.É estímulo químico. É inflamação. É impacto neurológico.Durante anos, substâncias derivadas ...
10/01/2026

Corante não é “só estética”.
É estímulo químico. É inflamação. É impacto neurológico.

Durante anos, substâncias derivadas do petróleo foram usadas para tornar alimentos mais “atrativos”.
Hoje, a ciência mostra que essas cores artificiais podem influenciar o comportamento, a atenção, o intestino e o metabolismo — especialmente em crianças.

Quando falamos de TDAH, não estamos falando apenas de comportamento.
Estamos falando de cérebro, intestino, inflamação e bioquímica.

Medicar sem investigar fatores ambientais e alimentares é tratar apenas parte do problema.

O prato também comunica com o cérebro.
E informação é parte da solução.

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09/01/2026

🍽️ Nutrição não é regra. É estratégia.

A nova pirâmide alimentar fala sobre menos ultraprocessados e mais comida de verdade.
Mas no autismo, a pergunta não é “o que é ideal no papel” —
é “o que é possível para aquele corpo, naquele momento.”

Seletividade alimentar não é birra.
É sensorial, é neurológica, é proteção.

Quando o corpo encontra segurança,
a alimentação deixa de ser uma batalha
e começa a ser cuidado. 🤍

Porque no autismo, a comida não entra só pela boca.
Ela passa pelo sistema nervoso.

08/01/2026

Nem sempre o que vemos é birra.
Nem sempre é “comportamento difícil”.

Às vezes, é um corpo em alerta constante tentando sobreviver ao desconforto.
Às vezes, é um pedido de ajuda que não encontra palavras.

Quando a gente muda o olhar — do comportamento para o corpo — muda também a forma de cuidar.
Porque regular não é silenciar.
É dar segurança para que o corpo pare de gritar.

Cuidado de verdade começa quando a escuta vai além do óbvio.

Se esse assunto te interessa JÁ SEGUE!

🚨 Bactérias orais podem ajudar a detectar o autismo!Um novo estudo identificou uma forte ligação entre a microbiota oral...
07/01/2026

🚨 Bactérias orais podem ajudar a detectar o autismo!

Um novo estudo identificou uma forte ligação entre a microbiota oral e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). Pesquisadores analisaram amostras da cavidade oral de crianças entre 3 e 6 anos e identificaram 11 espécies bacterianas com potencial para atuar como biomarcadores do autismo.

A partir desses dados, foi desenvolvido um modelo de previsão capaz de identificar o TEA com 81% de precisão - um resultado considerado altamente promissor pela comunidade científica.

O destaque da pesquisa está no método: simples, não invasivo e acessível, que pode permitir a detecção precoce do TEA durante consultas odontológicas de rotina. Isso abre caminho para uma nova forma de triagem, que pode complementar os métodos tradicionais, hoje baseados principalmente na observação comportamental.

🔬 Principais pontos do estudo:

• 81% de precisão na identificação do TEA
• 11 espécies bacterianas com potencial como biomarcadores
• Triagem não invasiva por meio de amostras orais
• Possível aplicação em consultas odontológicas

A pesquisa foi conduzida por uma equipe interdisciplinar da Faculdade de Odontologia e do Departamento de Psicologia da Universidade de Hong Kong, reforçando a importância da integração entre diferentes áreas da saúde.

Avanços como esse mostram como a ciência pode contribuir para diagnósticos mais precoces, ampliando oportunidades de acompanhamento e cuidado desde a infância.

📌 Fonte: Universidade de Hong Kong

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06/01/2026

Nem toda gordura é igual.
E algumas escolhas alimentares vão muito além de calorias.

Quando falamos de saúde intestinal e neurodesenvolvimento, falamos de ambiente biológico, de inflamação, de comunicação entre intestino e cérebro — e de como pequenas decisões diárias podem influenciar processos profundos.

O azeite de oliva extra-virgem, quando escolhido com qualidade, não é coadjuvante.
Ele participa da modulação da microbiota, da integridade intestinal e do equilíbrio inflamatório — pontos frequentemente sensíveis em condições como o autismo.

Não se trata de promessa milagrosa.
Se trata de nutrição baseada em evidência, de suporte metabólico e de entender que cuidar da base muda o todo.

Porque saúde não começa no sintoma.
Começa no intestino.

Esse caso não fala sobre “controlar comportamento”.Fala sobre entender fisiologia.Quando uma criança vive em estado de a...
05/01/2026

Esse caso não fala sobre “controlar comportamento”.
Fala sobre entender fisiologia.

Quando uma criança vive em estado de alerta constante, o cérebro não consegue regular emoções, sono, pensamento ou autonomia.
O que muitos enxergam como “TOC”, “rigidez” ou “crise” é, muitas vezes, um sistema nervoso inflamado, sobrecarregado e em defesa.

Por isso, a estratégia não foi sintomática.
Foi sistêmica, progressiva e individualizada, respeitando eixos inflamatórios, metabólicos, intestinais e neuroquímicos.

📌 Não existe fórmula pronta.
📌 Não existe suplemento milagroso.
📌 Existe raciocínio clínico bem feito.

Quando os freios biológicos são removidos, o organismo responde.
E o desenvolvimento volta a acontecer.

⚠️ Conteúdo educativo.
Cada caso exige avaliação médica individualizada.

👉 Siga o perfil para acompanhar análises clínicas, fisiologia aplicada e discussões baseadas em ciência, sem simplificações perigosas.

A raspagem matinal da língua é uma prática simples, antiga e frequentemente subestimada, mas que possui impactos relevan...
04/01/2026

A raspagem matinal da língua é uma prática simples, antiga e frequentemente subestimada, mas que possui impactos relevantes sobre a microbiota oral, a microbiota intestinal e o eixo intestino-cérebro.

A língua não é apenas um órgão do paladar. Ela funciona como um reservatório microbiano altamente ativo. Durante o sono, ocorre redução do fluxo salivar, diminuição da deglutição e menor autolimpeza da cavidade oral. Esse ambiente favorece o acúmulo de biofilme lingual, composto por bactérias, restos celulares, metabólitos sulfurados e toxinas microbianas.

Ao acordar, grande parte desse conteúdo não é eliminado espontaneamente. Pelo contrário: ele tende a ser deglutido, funcionando como uma via direta de inoculação bacteriana para o trato gastrointestinal.

Do ponto de vista fisiológico, isso tem implicações importantes.

A raspagem da língua, realizada logo pela manhã, reduz significativamente a carga bacteriana oral, diminui a ingestão diária de microrganismos pró-inflamatórios e contribui para um ambiente digestivo mais favorável, especialmente nas primeiras horas do dia, quando o estômago e o intestino estão mais sensíveis.

Além disso, há um efeito indireto, porém relevante: a redução de compostos sulfurados voláteis melhora o hálito, estimula a salivação e otimiza a fase oral da digestão, influenciando positivamente todo o processo digestivo subsequente.

Continua nos comentários ⬇️

Sempre que surge a ideia de um “tratamento de ouro” para o autismo, é importante fazer uma pausa e refletir.A leucovorin...
03/01/2026

Sempre que surge a ideia de um “tratamento de ouro” para o autismo, é importante fazer uma pausa e refletir.

A leucovorina não é mito, nem milagre.
Ela é uma ferramenta bem estudada, com resultados relevantes em grupos específicos — e é exatamente aí que mora o cuidado.

O problema não está em falar sobre a leucovorina.
O problema está em generalizar algo que depende de bioquímica, genética, metabolismo e contexto clínico individual.

Autismo não é uma equação simples.
E qualquer abordagem que ignore sono, eixo intestino–cérebro, inflamação, neuronutrientes e regulação neurológica está olhando apenas para uma parte do todo.

Tratamento sério não promete atalhos.
Ele constrói fundamentos.

📌 Informação sem sensacionalismo
📌 Ciência com critério
📌 Cuidado personalizado

Se esse conteúdo te ajudou a enxergar o tema com mais clareza, já segue.
Mais consciência sempre protege mais famílias.

Durante muito tempo, o discurso foi simples demais:“Corta tudo e resolve.”Mas quem vive a realidade sabe que o autismo n...
02/01/2026

Durante muito tempo, o discurso foi simples demais:
“Corta tudo e resolve.”

Mas quem vive a realidade sabe que o autismo não cabe em soluções radicais e universais.

Cada criança tem sua história, sua fisiologia, sua relação com o alimento, sua família e seu contexto emocional.
Quando falamos de seletividade alimentar, restrição total nem sempre é cuidado — às vezes é mais uma fonte de estresse.

Por isso, antes de excluir, é preciso entender.
Antes de proibir, é fundamental modular.
E antes de impor uma dieta rígida, precisamos olhar para o eixo intestino–cérebro, para a microbiota, para deficiências nutricionais silenciosas e para a tolerância alimentar dessa criança.

O caminho mais eficaz nem sempre é o mais extremo.
Na maioria das vezes, ele é o mais individualizado.

📌 Informação responsável muda decisões.
📌 Cuidado baseado em fisiologia muda vidas.

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➡️Quando comportamento reflete biologia — e não apenas “querer” ou “não querer”… ⬇️O caso desta menina de 8 anos nos lem...
02/01/2026

➡️Quando comportamento reflete biologia — e não apenas “querer” ou “não querer”… ⬇️

O caso desta menina de 8 anos nos lembra de algo que a clínica cada vez mais confirma: sintomas comportamentais complexos muitas vezes não nascem no vazio — eles refletem estados biológicos profundos que impactam o cérebro em desenvolvimento.

Os sinais e sintomas que ela aprensentava são funcionalmente semelhantes aos padrões discutidos neste artigo de revisão que explora o eixo intestino-cérebro-sistema imunológico (PMC11130832). Ele descreve como que - quando o sistema biológico está em estado de alerta constante - o cérebro se organiza para reagir, não para se desenvolver — e isso pode parecer um quadro “psicológico”, “comportamental” ou “desafiador”, quando na verdade há uma biologia subjacente alterando o funcionamento do sistema nervoso.

O que observamos neste caso clínico foi que, com uma intervenção que respeitou essa biologia — atuando de forma precisa no eixo intestino-cérebro, no sono e na inflamação — aconteceu algo significativo:

✅ a irritabilidade diminuiu ✅ a autonomia aumentou ✅ a sensorialidade ficou menos reativa
✅ comportamentos rígidos suavizaram ✅ atividades antes recusadas passaram a ser aceitas

Isso não é promessa de “cura” — e o artigo científico deixa claro que não há uma fórmula mágica. A ciência não promete resultado universal. Mas o que ela sustenta é que, ao entender os caminhos biológicos pelos quais o intestino conversa com o cérebro, somos capazes de:

1-criar condições para que o sistema nervoso descanse, regule e responda melhor
2-abrir espaço para que a criança se desenvolva com mais funcionalidade
3-permitir que terapias comportamentais atinjam seus objetivos com maior eficácia

Não é promessa. É caminho fundamentado em fisiologia e evidências emergentes.

E este caso nos lembra que, quando tratamos o corpo e o cérebro com respeito à sua biologia, a disponibilidade da criança para aprender, interagir e crescer pode mudar de forma muito profunda.

Referência: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11130832/

Endereço

Praça Monsenhor Gaitto 118 Centro
Nova Soure, BA
48460000

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