Neuropediatra Natasha Santos Mata

Neuropediatra Natasha Santos Mata Neuropediatra. Desenvolvimento Neuro Infantil e Autismo.

Nem sempre o acolhimento vem das palavras. Às vezes, o maior gesto de empatia é simplesmente ouvir — e permanecer presen...
28/11/2025

Nem sempre o acolhimento vem das palavras. Às vezes, o maior gesto de empatia é simplesmente ouvir — e permanecer presente. Para muitas crianças neurodivergentes, o silêncio do adulto é o espaço onde elas finalmente se sentem seguras para existir sem precisar se explicar.

A escuta verdadeira não é sobre dar respostas rápidas, mas sobre sustentar o momento com paciência.

Quando o adulto observa, espera e transmite calma, o sistema nervoso da criança percebe que não há ameaça — e isso por si só já é regulador. O cérebro interpreta o silêncio acolhedor como segurança, e a partir daí, a comunicação flui.

Na neuropediatria e nas práticas de co-regulação, a escuta é uma ferramenta terapêutica poderosa. Ela permite identificar o que está por trás do comportamento — medo, cansaço, frustração ou sobrecarga sensorial. Em vez de tentar corrigir imediatamente, o adulto oferece presença. E, aos poucos, a criança entende que pode confiar e expressar suas emoções de forma mais organizada.

Ouvir sem interromper, sem julgamento e sem pressa é um dos maiores atos de respeito que podemos oferecer a uma mente em desenvolvimento. É assim que se constrói vínculo, autoestima e segurança emocional.

📚 Fonte: APM Issue 180 | American Academy of Pediatrics | CDC – Learn the Signs, Act Early

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

Gritos, tapas ou fugas não são “birra”. Muitas vezes, são reações a uma sobrecarga sensorial. O cérebro da criança neuro...
26/11/2025

Gritos, tapas ou fugas não são “birra”. Muitas vezes, são reações a uma sobrecarga sensorial. O cérebro da criança neurodivergente pode interpretar sons, cheiros e luzes como ameaças, ativando respostas automáticas de defesa.

Compreender isso muda a forma de agir. O acolhimento, o ajuste ambiental e o olhar calmo ensinam mais do que qualquer punição.

A criança não quer “dar trabalho”, ela quer ser compreendida.
Fonte: APM Issue 179

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

Crianças autistas sentem empatia, sim — mas a forma de demonstrar é diferente. Podem não olhar nos olhos, não abraçar ou...
24/11/2025

Crianças autistas sentem empatia, sim — mas a forma de demonstrar é diferente. Podem não olhar nos olhos, não abraçar ou não verbalizar, mas isso não significa falta de sentimento. Elas apenas processam emoções de maneira diferente.

A empatia, no TEA, é muitas vezes silenciosa e interna. Compreender isso é essencial para acolher sem exigir que a criança se adapte a padrões neurotípicos. A empatia não está no gesto, está na conexão.
Fonte: APM Issue 180

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

A ansiedade na infância nem sempre é visível. Muitas vezes, ela se manifesta por meio do corpo — dores, palpitações, enj...
21/11/2025

A ansiedade na infância nem sempre é visível. Muitas vezes, ela se manifesta por meio do corpo — dores, palpitações, enjoos ou mudanças de comportamento. Crianças neurodivergentes tendem a expressar o que sentem de forma física, já que a nomeação emocional pode ser mais difícil.

Ignorar esses sinais pode aumentar o sofrimento emocional e prejudicar o aprendizado. A escuta sensível e o ambiente previsível ajudam a reduzir a ansiedade e fortalecer a confiança da criança. Validar o que ela sente é o primeiro passo para que ela aprenda a se autorregular com segurança e apoio.
Fonte: APM Issue 178

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

💛 O papel da autorregulação emocional no desenvolvimento infantilA autorregulação emocional é a capacidade de reconhecer...
20/11/2025

💛 O papel da autorregulação emocional no desenvolvimento infantil

A autorregulação emocional é a capacidade de reconhecer, compreender e lidar com as próprias emoções.
Quando a criança ainda não tem recursos para entender o que sente, o corpo fala por ela. Chorar, gritar ou se isolar são formas legítimas de comunicação emocional, e não “falta de controle”. É por isso que o papel do adulto é fundamental: ao validar o sentimento e ajudar a nomear o que está acontecendo (“eu sei que você ficou bravo”, “parece que isso te deixou triste”), o cérebro da criança começa a associar emoções a palavras — o primeiro passo para o autocontrole.

A autorregulação não é ensinada apenas por palavras, mas por exemplo e co-regulação. Quando o adulto mantém a calma diante do caos, o sistema nervoso da criança sente essa segurança. Com o tempo, ela aprende a usar estratégias semelhantes — respirar fundo, esperar, pedir ajuda — em vez de reagir impulsivamente.

Estudos da American Academy of Pediatrics e da APM Issue 178 mostram que práticas simples, como rotinas estruturadas, previsibilidade e ambientes tranquilos, ajudam a criança a desenvolver estabilidade emocional. O objetivo não é eliminar as emoções intensas, mas ensinar a navegar por elas com segurança.
Promover a autorregulação é preparar a criança para lidar com o mundo de forma mais confiante, empática e consciente — e isso transforma não só o comportamento, mas todo o seu desenvolvimento emocional e social.

📚 Fonte: APM Issue 178 | American Academy of Pediatrics | CDC – Learn the Signs, Act Early

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

Crianças com TDAH não “escolhem” se distrair. O cérebro delas funciona com intensidade, captando muitos estímulos ao mes...
19/11/2025

Crianças com TDAH não “escolhem” se distrair. O cérebro delas funciona com intensidade, captando muitos estímulos ao mesmo tempo. Isso não é desinteresse, é funcionamento neurológico.

Compreender o TDAH é entender que foco também precisa de contexto. Quando a criança está motivada, curiosa ou acolhida, o foco vem com naturalidade. A empatia e as adaptações certas podem transformar a experiência escolar e familiar.

Fonte: APM Issue 176

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

Nos últimos anos, estudos têm mostrado que o uso excessivo de telas está diretamente ligado à dificuldade de sono e à in...
18/11/2025

Nos últimos anos, estudos têm mostrado que o uso excessivo de telas está diretamente ligado à dificuldade de sono e à instabilidade emocional em crianças — especialmente nas neurodivergentes. Isso acontece porque a luz azul emitida por celulares, tablets e televisões inibe a produção de melatonina, o hormônio responsável por regular o ciclo do sono.

Quando a melatonina é suprimida, o cérebro permanece em estado de alerta, dificultando o início e a qualidade do sono. Com isso, a criança acorda cansada, tem mais dificuldade de concentração e pode apresentar irritabilidade, impulsividade e lapsos de memória ao longo do dia. Esse padrão se intensifica em crianças com TDAH e TEA, que já têm uma regulação sensorial e emocional mais sensível.
Além da questão biológica, o excesso de estímulos visuais e sonoros oferecidos pelas telas afeta o sistema nervoso central, levando à sobrecarga cognitiva. É como se o cérebro não tivesse tempo suficiente para processar tudo o que vê e ouve — o que prejudica tanto o aprendizado quanto o controle emocional.

O ideal é que, ao menos uma hora antes de dormir, as telas sejam desligadas, dando espaço a atividades mais tranquilas, como leitura, banho relaxante ou música suave. Essa transição ajuda o corpo a entender que é hora de desacelerar.

Criar limites de uso e substituir parte do tempo de tela por br**cadeiras ao ar livre, interação com a família e momentos de silêncio é uma forma eficaz de proteger o sono, o humor e o desenvolvimento cerebral das crianças.

📚 Fonte: APM Issue 175 | American Academy of Pediatrics | CDC – Healthy Children Sleep Guidelines

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

O br**car é a linguagem da infância. É por meio dele que a criança experimenta, se expressa e aprende sobre si e o mundo...
17/11/2025

O br**car é a linguagem da infância. É por meio dele que a criança experimenta, se expressa e aprende sobre si e o mundo. Mesmo fora da terapia, o br**car livre tem um papel fundamental no desenvolvimento cognitivo e emocional — e isso vale especialmente para crianças neurodivergentes.

Cada vez que a criança br**ca, o cérebro ativa áreas ligadas à memória, à empatia e à resolução de problemas. Ao br**car, ela aprende a se autorregular, desenvolve autonomia e constrói vínculos. Por isso, o br**car não deve ser “recompensa” ou “intervalo”, mas parte essencial da rotina.

O adulto que entra na br**cadeira da criança com presença e respeito reforça o vínculo e oferece segurança emocional. Brincar é muito mais do que lazer — é desenvolvimento, é terapia natural e é amor em movimento.
Fonte: APM Issue 176

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

Cuidar de uma criança neurodivergente é uma jornada que exige amor e paciência, mas também compreensão de que o cansaço ...
15/11/2025

Cuidar de uma criança neurodivergente é uma jornada que exige amor e paciência, mas também compreensão de que o cansaço faz parte. O autocuidado parental é fundamental: um adulto exausto tem menos energia emocional para acolher.

Buscar pausas, dividir responsabilidades e cuidar da própria saúde mental não é egoísmo — é estratégia de cuidado. Pais regulados ajudam seus filhos a se regularem também.
Fonte: APM Issue 179

👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

✨ A rotina previsível pode transformar o aprendizado de crianças neurodivergentesA previsibilidade é um dos maiores alia...
14/11/2025

✨ A rotina previsível pode transformar o aprendizado de crianças neurodivergentes
A previsibilidade é um dos maiores aliados no desenvolvimento infantil — especialmente quando falamos de crianças neurodivergentes. O cérebro humano busca padrões para se sentir seguro, mas no autismo e no TDAH, mudanças inesperadas podem causar sobrecarga emocional e dificuldade de foco. Por isso, quando a rotina é organizada de forma clara e constante, o aprendizado se torna mais leve e eficiente.
Uma rotina previsível não significa rigidez, mas estrutura com propósito. Ter horários definidos para as atividades, antecipar mudanças e usar apoios visuais (como calendários ou quadros de rotina) ajuda o cérebro da criança a compreender o que vem a seguir, reduzindo a ansiedade e permitindo que a energia mental seja direcionada para o que realmente importa: aprender.
Além de favorecer a concentração e a memória, essa previsibilidade fortalece o senso de autonomia e segurança. A criança passa a entender melhor o seu dia, desenvolve controle emocional e aprende a se adaptar gradualmente às novidades — sem o estresse de surpresas constantes.
Para pais e educadores, isso é um lembrete: cada ajuste simples na rotina pode representar uma grande diferença no comportamento e no aprendizado. Criar um ambiente previsível é, na verdade, criar um espaço onde a criança sente que pode confiar, se expressar e evoluir.
📚 Fonte: APM Issue 177 | American Academy of Pediatrics | CDC – Learn the Signs, Act Early
👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

O TDAH vai muito além da distração. Ele está profundamente relacionado às funções executivas, que são as habilidades men...
13/11/2025

O TDAH vai muito além da distração. Ele está profundamente relacionado às funções executivas, que são as habilidades mentais responsáveis por planejar, organizar, priorizar e controlar impulsos. Quando essas funções não trabalham de forma equilibrada, a criança pode parecer “desatenta” ou “desorganizada”, mas, na verdade, está enfrentando uma disfunção neurológica real.
As funções executivas são controladas pelo córtex pré-frontal, região do cérebro responsável por tarefas complexas e pela autorregulação emocional. No TDAH, há uma diferença na comunicação entre o sistema límbico (ligado à motivação) e o pré-frontal, o que explica por que essas crianças têm dificuldade em iniciar tarefas, manter o foco e concluir o que começaram — mesmo quando sabem exatamente o que precisam fazer.
É essencial que pais e educadores compreendam que isso não é preguiça nem falta de esforço, mas sim um funcionamento cerebral diferente. Ajudar significa adaptar o ambiente, criar rotinas previsíveis, dar instruções claras e valorizar pequenas conquistas diárias.
Quando o adulto entende o que está por trás do comportamento, o julgamento dá lugar à empatia — e a criança finalmente encontra espaço para florescer.
📚 Fonte: APM Issue 177 | DSM-5 | American Academy of Pediatrics
👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

A escola é um espaço de descobertas, mas também pode ser um ambiente desafiador para crianças neurodivergentes. A inclus...
12/11/2025

A escola é um espaço de descobertas, mas também pode ser um ambiente desafiador para crianças neurodivergentes. A inclusão verdadeira vai muito além da matrícula: ela se constrói diariamente na escuta, na paciência e no olhar atento de professores preparados para acolher diferentes formas de aprender.
Quando o educador entende que comportamento é comunicação, ele deixa de ver “problema” e passa a enxergar necessidade. Pequenas adaptações — como reduzir estímulos, dar intervalos sensoriais ou reforçar instruções com imagens — fazem uma diferença enorme no aprendizado e na segurança emocional da criança.
A inclusão não é sobre tratar todos iguais, mas sobre garantir que cada aluno tenha o que precisa para se desenvolver. Professores que acolhem sem julgar se tornam parte da história de transformação de muitas crianças e famílias.
Fonte: APM Issue 177
👩🏻‍⚕️ Dra. Natasha Mata | Neuropediatra
CRM RS 40504 | RQE 30903

Endereço

Rua Silveira Martins, 32. Centro
Novo Hamburgo, RS
93510-310

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Neuropediatra Natasha Santos Mata posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram