22/12/2025
Durante a gestação e o parto, o assoalho pélvico passa por adaptações profundas.
Esses músculos sustentam o útero, a bexiga e o intestino — e no pós-parto podem estar alongados, enfraquecidos, doloridos ou em excesso de tensão.
🔬 Evidências mostram que no pós-parto podem ocorrer:
• diminuição de força e resistência muscular
• alteração da coordenação e do tempo de resposta
• aumento da sensibilidade e da dor
• dificuldade de relaxamento muscular
• impacto direto na continência urinária, evacuação e função sexual
Dentro desse contexto, duas queixas são comuns e muitas vezes silenciadas:
💭 Dispareunia (dor na relação)
💭 Vaginismo (contração involuntária que impede ou dificulta a penetração)
Essas condições não são normais, embora sejam frequentes no pós-parto.
⚠️ Possíveis causas nesse período:
• trauma perineal (lacerações, episiotomia)
• cicatrizes dolorosas ou pouco funcionais
• alterações hormonais (especialmente na amamentação)
• ressecamento e diminuição da lubrif**ação vaginal
• medo da dor ou de “machucar”
• hipersensibilidade local
• excesso de tensão do assoalho pélvico
• experiências físicas e emocionais do parto
🧠 Corpo e emoção caminham juntos.
Quando há dor, o corpo se protege e essa proteção pode se transformar em tensão crônica.
🌿 A fisioterapia pélvica tem papel fundamental nesse cuidado:
✔️ avaliação individualizada do assoalho pélvico
✔️ tratamento da dor e das cicatrizes
✔️ melhora da consciência corporal
✔️ reeducação do relaxamento e da contração muscular
✔️ normalização do tônus
✔️ orientação segura para o retorno da vida sexual
✔️ resgate da confiança no próprio corpo
O pós-parto é um tempo de adaptação, não de cobrança.
Dor não deve ser ignorada.
Desconforto não deve ser normalizado.
🤍 Cada mulher tem seu tempo. Cuidar do assoalho pélvico é cuidar da saúde, da intimidade e da qualidade de vida.